Mostrar mensagens com a etiqueta Música para Piano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música para Piano. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de abril de 2012

Convite a Concerto (IV)

4 de Abril
21:30h
Braga
Museu Nogueira da Silva
Música inspirada no tempo de Quaresma

Joaquim Gonçalves dos Santos: Nos 75 anos do nascimento, nos 5 anos da obra Impressões Bíblicas “Servite Domino in Lætitia”


Joaquim Gonçalves dos Santos
Impressões Bíblicas “Servite Domino in Lætitia” | Moimenta - Cabeceiras de Basto, 11/02/2007
Dedicadas ao organista, pianista e cravista italiano Giampaolo di Rosa

Leitura do texto sagrado Salmo 1
"Salmo 1": Meditação sobre o destino dos bons e dos maus.
(Justorum sors bona; Impiorum mala)
Largo espressivo / Andante grazioso / Adagio Patetico

Leitura do texto sagrado Salmo 132
"Salmo 132": Breve canto ao amor fraterno. A união fraterna é bênção de Deus e é vida.
(Concordiæ fratrum jucunditas)
Andante tranquillo / Andante mosso

Leitura do texto sagrado Salmo 99
"Salmo 99": Hino processional. O Povo de Deus responde ao coro:
- O Senhor é bom,
a Sua misericórdia é eterna.
(Jubilate Deo, omnis terra; Servite Domino in lætitia)
Andante grazioso / Più mosso / Meno mosso

Joaquim Gonçalves dos Santos
Prologus, 6 Impressões musicais do Evangelho de São João | Moimenta - Cabeceiras de Basto, Natal 2001
Dedicadas à pianista Ana Isabel Telles Antunes

In principio erat Verbum - No princípio era o Verbo: Maestoso e Solene
Omnia per ipsum sunt - E todas as coisas por Ele foram feitas: Poco Andante
In ipso vita erat - E n'Ele está a vida: Allegretto
Erat lux vera - E [o Verbo] era luz verdadeira: Ricercare
Et Verbum caro factum est - E o Verbo fez-se carne: Misterioso e Grave
Et Vidimus Gloriam eius - E vimos a Sua Glória: Allegro Vibrante

Frederico de Freitas - 6 peças para piano - 1940-1943
Peça IV: "Avezinha caída"
Molto adagio

João de Deus
Poema "Hino ao Amor"

Miguel Torga
Poema "Prece"

domingo, 31 de julho de 2011

Crítica de concerto XIV

25 de Julho / Éric le Sage - Piano /Festival Internacional de Música da Póvoa do Varzim
Robert Schumann
Primeira Parte: Cenas Infantis Opus 15 --- Fantaisa Opus 17
Segunda Parte: Estudos Sinfónicos Opus 13
Extra: Previsivelmente, uma das peças do ciclo Davidsbundlertanze Opus 6

Com uma postura em palco muito direita, quase sem emotividade visível, um perfil parecido ao de Sequeira e Costa, fiquei logo imergido nos anos 20 do século passado num qualquer sarau parisiense, dada o timbre que revelava o Fazioli, marca do piano. Sem nunca exagerar, na primeira parte, nas dinâmicas mais fortes, foi revelando uma gama muito grande nesse aspecto e uma enorme facilidade em mostrar o que de mais importante lhe impelia a música no momento da forma mais subtil possível.

Ele precisava de outro piano, ainda mais sensível. Ou então não, dado que na segunda parte, respondeu de forma muito convincente ao ímpeto quase destruidor do pé direito do intérprete, a ser levantado a grande altura, para desespero do pedal de sustentação, que já rangia por todos os lados.
________________________________
Lembrou-me um concerto na mesma sala, com a mesma peça na 2ª parte, em que quase no final do Estudos o pedal CAIU com estrondo provocado por esforço desequilibrado e exagerado do pé direito, com o pianista a vergar-se para tentar arranjá-lo e, de seguida, a perguntar "Há algum afinador na sala?". E não é que NÃO havia? Uma autêntica vergonha para a casa, mas principalmente para os afinadores, que se gabavam de serem "de grande gabarito".
________________________________
Quando o pianista Éric le Sage chega à última peça das Cenas Infantis, cujo nome é "Fala o poeta" de acordo com a tradução de Vianna da Motta, pensei logo: "Já?! Ainda agora começou e já chegámos ao fim." E porquê?
Porque ele conseguia algo muito raro, que é a maneira de conduzir um discurso de forma a que pareça una e única, em que nos é dada uma interpretação que parece sair daquele preciso momento e não formatada. Toda a estrutura é preservada e o pormenor revelado com precisão.
Isto é, não andou a massacrar-nos com o baixo se ele é recheio harmónico; não expunha em demasia uma melodia calma e dormente; todo o virtuosismo acontecia sem "caretas".
Concerto de sala praticamente cheia.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Recordações de um Concerto ( IV ) (Festival Internacional de Música de Espinho - III)

16 de julho ; Sequeira Costa - Piano
Primeira Parte : Frédéric Chopin - Fantasia Opus 49
Balada nº4 Opus 52
Berceuse Opus 57
Barcarola Opus 60
Tarantela Opus 43
Segunda Parte: Claude Debussy - Suite Bergamarsque
Maurice Ravel - Jeux d'eau
Franz Liszt - Au bord d'une source
Lenda de São Francisco de Assis caminhando sobre as ondas

Extras: Brahms - Intermezzo
F. Chopin - Valsa Opus 64 nº2
Chopin - outra Valsa (de que já não me lembro o Opus)

Pouco há a dizer, poucas são as palavras para caracterizar tal recital, tais interpretações. Quando tal acontece, de forma absorta e de profundo respeito pela elevada mestria, o crítico deve remeter-se ao silêncio. O crítico, neste caso, já tinha ouvido o programa exactamente igual, com os mesmos extras, só podendo tomar o plano da comparação, dizer que que foi diferente.
Desta vez tivemos um pianista mais cansado, com mais perdas de notas, mas com mais sorrisos e aclamações de pé. Foi um concerto mais real, o anterior mais elegíaco. Ambos geniais.
Casa cheia.
Alma cheia.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Convite a um Concerto (II)

Ora viva,

Aqui faço um convite a assistir ao Concerto de Piano solo que se irá realizar dia 7 de Julho, quinta-feira, pelas 21:30h, no Ateneu Comercial do Porto.

Tocarei por esta ordem :

Frédéric Chopin: Balada Nº1 em sol menor, Opus 23

Joaquim Gonçalves dos Santos: Prologus, 6 Impressões musicais do Evangelho de São João

----------------------//-----------------------

Intervalo com Porto d'Honra a ser servido aos ouvintes

_______________//________________

Robert Schumann: Fantasia "Kreisleriana" Op. 16
- Äußerst bewegt;
- Sehr innig und nicht so rasch;
- Sehr aufgeregt;
- Sehr langsam;
- Sehr lebhaft;
- Sehr langsam;
- Sehr rasch;
- Schnell und spielend.

Filipe Cerqueira - Aluno de 1º Ano de Mestrado em Interpretação Artística, na classe do Professor Pedro Burmester

Tese de Mestrado versada sobre a obra para piano solo do Padre e Compositor cabeceirense Joaquim Gonçalves dos Santos

terça-feira, 28 de junho de 2011

Convite a um Concerto

Caro leitor,

Convido-o a assistir ao Concerto de Música de Câmara que se irá realizar dia 1 de Julho, sexta-feira, pelas 21:30h, no Ateneu Comercial do Porto.

Terá oportunidade de ouvir excelente música tocada por dois intérpretes formados na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, pelo professor Ricardo Lopes e Pedro Burmester, respectivamente, de oboé e de piano.


Concerto de Música de Câmara

Intérpretes:

Sofia Brito - oboista
Filipe Cerqueira - pianista


1ª parte:
Robert Schumann: 3 Romances, Opus 94

I - Nicht Schnell
II - Einfach, innig; Etwas lebhafter; Tempo primo
III - Nicht Schnell; Coda

Piano solo: Frédéric Chopin: Balada Nº1, Opus 23

Paul Hindemith: Sonata para Oboé e Piano
I - Munter
II - Sehr langsam; Lebhaft; Sehr langsam, wie zuerst; Wieder lebhaft

Intervalo, com Porto de Honra a ser servido aos convidados

2ª Parte:

Witold Lutoslawski: Epitaph

Camille Saint-Säens: Sonata para Oboé e Piano, Opus 166
I - Andantino; Poco allegro; Tempo Primo
II - Ad libitum; Allegretto; Ad libitum
III - Molto allegro

Eurico Carrapatoso: Peça das "Três peças atlânticas"

domingo, 1 de maio de 2011

Crítica de concerto (X)

25 de Abril

Ursula Oppens

Casa da Música


Concerto de abertura do "Festival Música e Revolução" com as

36 Variações sobre o tema de "O povo, unido, jamais será vencido",

a portentosa obra para piano dum revolucionário americano, Frederic Rzewsky.


Obra de aproximadamente 50 minutos, pois a seguir a todas as variações temos indicação do compositor para podermos improvisar, antes de fazermos uma reprise do Tema.


Interpretada pela pianista Ursula Oppens, esta obra tem partes de difícil absorção, tem variações muitíssimas experimentalistas, outros momentos de lirismo inesgotável, variantes de virtuosismo quase impossíveis. Adoro, mas não adorei. Mas foi um momento para ver ao vivo uma pianista que não conhecia com uma técnica e sensibilidades extraordinárias, sendo esta a opinião de outras pessoas que assim a ouviram.


Sendo-lhe dedicada e estreada a 7 de Fevereiro de 1975, foi interpretada com partitura mas com total desprendimento por ela. Mesmo com momentos muito curtos de andar à nora (à procura do acorde certo para passagens na mão esquerda, o que distrai um pouco o ouvinte, que fica à espera do que vem a seguir), por cada dia que passa e ouvindo e lendo mais sobre a peça e suas implicações sociais, mais facilmente se entende a performance e se pode apreciar toda a obra.


Como exemplos, aqui ficam algumas ligações da melodia que deu o tema as estas variações.





Foi pena que não tenham aparecido muitas pessoas a ver. Deu para notar o sol pôr-se por detrás da estátua Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular na Avenida da Boavista, sentir o calor sair da terra à saída do concerto, conversar com quem sabe e com quem nada sabe, ver outras pessoas.


Porque a Revolução possibilitou isto tudo. Será Liberdade? Talvez não, talvez alguma censura que não a económica aqui não se notasse, mas festejar a Revolução com boa música é bom e não é a ouvir discuros inócuos que se aprende alguma coisa sobre nós próprios.

sábado, 12 de março de 2011

Crítica de concerto (IX)

24/2/011
às 20h (Pois, está quieto, primeiro que os cameraman estivessem "listos" foi uma eternidade)
Auditori Conservatori de Liceu, Barcelona, Espanha.

Concerto em Homenagem a Franz Liszt.

Pianista: Luiz de Moura Castro. Não precisa de grandes apresentações. Basta ver o seu curriculum, ou melhor, perguntar a qualquer pianista que o irá dar as melhores referências dele, pianística (maioritária) e pedagogicamente.

Deu o seu comentário sobre cada peça que ia tocar, numa mistura muito divertida de castelhano com sotaque de português do brazil.

Muito bem humorado e andando muito devagar, demonstrou logo que não vinha fazer nenhum frete. " Não me sinto bem se não vos disser que me apetece mudar de programa. Quem me conhece já sabe que é sempre assim. Gosto de mudar, sempre que o meu espírito me puxa pra outro repertório".

Assim foi.

Começando com Bachianas Brasileiras, número 4, de Heitor Villa-Lobos.

Fiquei sem palavras.

Wienen, Klagen, Variações sobre um tema de Bach - Franz Liszt
Comecei a chorar de alegria.
No fim, ele se levantou, mais forte que nunca, retirou seus óculos e seus olhos lacrimejavam, como se de uma criança se se tratassem.
Tinha acontecido uma dádiva na forma da Grande Música.

E a inspiração celeste continuou.

3 Sonetos de Petrarca - Franz Liszt

Por fim seria São Francisco caminhando sobre as águas - Franz Liszt, mas foram, em vez, as Cenas de Infância, de Robert Schumann.
Tão apropriadas, minha mente se levantou e recordou meus ensinamentos de petiz, minhas amadas leituras de menino feliz, minha doçura inocente...

(...)

Depois do concerto houve um "drink", no qual, entre outras coisas, se festejaram os 70 anos deste Enorme Pianista.
E mais não digo...

P. S. Teve extra? (perguntará o leitor)
Não. Não havia necessidade.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Porque a felicidade se consegue com pequenas coisas, pequenos momentos, grandes músicos.

Há dias assim...

Crítica de concerto (IV)

Por ocasião do curso de aperfeiçoamento pianístico realizado na Fundação Engenheiro António de Almeida, houve a oportunidade de ouvir a pianista Rita Kinka ao vivo, a tocar os 24 Prelúdios, "Os quados de uma Exposição" de Modest Mussorgsky e um extra programa: "Gondoliera" de Franz Liszt, peça que faz parte do Suplemento ao Volume II de Itália dos "Anos de Peregrinação", sendo por ocasião, pelas palavras da própria, "do 200º centenário do nascimento do compositor".
A performance não começou da melhor maneira, parecendo que estava "a aquecer", com bastantes erros nos 1º (pouca clarividência na pulsação), 3º (onde estava a mão esquerda?, conseguindo enganar-se na mão direita??) e 5º (faltou maior junção das harmonias das duas mãos). Nos prelúdios lentos (2º, 4º, 6º), adorei a condução da melodia, mantendo-nos em suspense pelo que ia acontecer de seguida. Gostei da força e carácter da melodia (feita com o polegar da direita) do 8º. Gostei particularmente do 23º onde realmente senti plenitude em tudo o que a Pianista fazia. Pena que tenha sido só nessa altura. Dos restantes, senti que já os toca há muito tempo, que sabe exactamente o que quer mostrar em cada um. Delicadeza, força, direcção, proporcionaram ambientes contrastantes. tal como na peça seguinte.
Tal como no ciclo de peças anterior, na segunda parte podemos continuar a ouvir uma qualidade de som muito boa, variedade de timbres, grande musicalidade, momentos orquestrais.
O facto de a sala ser péssima - o concerto foi na sala do piso superior, que é um autêntico salão de festas, de baile, com um piano duro de roer, em vez de ser na melhor sala do auditório, que estava ocupado - não ajudou nada.
Com sala cheia, o que se revelou um dado fantástico, de como foi possível ter tanta assistência para um concerto desta natureza, o primeiro de uma temporada que foi criada para substituir a extinta (por razões económicas) que se realizava no salão Árabe do Palácio da Bolsa. Mostrou que toda a gente que ia ver os concertos no outro sítio não fugiu e que ainda mais pessoas apareceram, diversificando a audiência presente (com alemãs presentes).
Mas, como é da praxe (e tudo o que é praxe, é mau), lá estavam as pessoas que se lembram, nos momentos mais íntimos, suaves e delicados das peças, de tirar da carteira os rebuçadinhos embrulhados em plástico e toca de os desembrulhar muuuuuuito devagar, para podermos ouvir claramente cada parte a ser aberta. Chiça, que estas pessoas ainda não meteram na cabeça que ou fazem isso ANTES do concerto começar ou nas partes de maior volume ou "Façam o favor de serem rápidos". Não há paciência para essas coquetes!!!!
O extra foi lírico e delicado. Conseguiu transportar-me para outros mundos.
A opinião das pessoas foi muito positiva, até para o vestido da pianista.
Foi um concerto a que valeu a pena ter assistido.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Na Floresta Romântica

Em cada poeta ou músico, sussurrava profeticamente a velha floresta das lendas, povoada por presenças estranhas. Era já familiar um novo canto, uma melodia banal cintilava de milagres possíveis.



Era disto que precisava, para me ressuscitar a mente, os dedos terrivelmente fatigados, os ouvidos cheios de dissonâncias, de notas repetidas...

Estudar implica paciência,

ouvir também,

E isto fez-me bem.

Alma acalmada.


"A alma do indivíduo deve pôr-se em uníssono com a alma do mundo. A natureza é uma cidade petrificada por magia (...) uma flor é um ser inteiramente poético."

- Novalis -

sábado, 18 de dezembro de 2010

Votação para a Música mais Triste do Mundo

Apelo, nos termos, direitos e deveres constitucionais que me assistem, neste Tempo de Antena, a votarem na minha "dama", a música que considero como a mais triste do Mundo.
Só têm que ir a este blog e, à vossa direita, darem o vosso voto para Música "Nuages Gris", S199, de Franz Liszt.

Só tem, caro leitor, até às 18horas do dia 19 de Dezembro!!! Seja rápido.

A minha Lista de blogues

Seguidores

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves