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sexta-feira, 13 de abril de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Convite a Concerto (III)

Caros colegas e amigos,

Gostaria de vos deixar deste modo um convite para o concerto de dia 26 de Fevereiro de 2012 a decorrer pelas 16h no Clube Literário do Porto, em que eu e a flautista Rita Azevedo interpretaremos o seguinte programa:

Sonata em Si m - J. S. Bach
Syrinx - Claude Debussy
Sonata para flauta e Piano - Francis Poulenc
Danse de la Chèvre - Artur Honegger
Fantasia Pastoral Húngara - A. F. Doppler

A entrada é livre. Espero poder contar com a vossa presença.

Um abraço,
Filipe Cerqueira.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Joaquim dos Santos






Mais um passo na divulgação deste importantíssimo património cultural, material e imaterial de grande interesse não só ao nível da música na sua vertente prática mas também no realce e (re)descoberta de um importante apoio pedagógico.

Os meus agradecimentos à Ava Editions, ao Jornal "O Basto" e, principalmente, ao meu grande Amigo, Nuno Costa, sem o qual o início deste passo não teria sido possível.

Bem-hajam.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Crítica de concerto XII (Festival Internacional de Música de Espinho - II)

9 de Julho, David Geringas - violoncelo / Pedro Burmester - Piano
Primeira Parte:
Johann Sebastian Bach - Suite nº3, BWV 1009 (violoncelo solo)
Gustav Mahler - Canções das crianças mortas (transcrição para violoncelo e piano de Viktor Derevianko)
Segunda Parte:
Franz Schubert - Sonata "Arpeggione", D 821
Robert Schumann - 3 Peças de Fantasia, Opus 73

Extras:
Piotr Tchaikovsky - Nocturno
Peça de outro compositor russo
Rimsky-Korsakov - Voo do Moscardo ("The Flight of the Bumble Bee") - versão piano e cello
Frédéric Chopin - Andamento lento da sonata para piano e cello, Opus 65


Entrada fulgurante do violoncelista, a solo, com muita energia e direcção, revelando os momentos de maior tensão harmónica sem pedantismo. Revelando grande facilidade técnica e gosto/prazer em arriscar no palco, foi uma interpretação muito interessante, diferente mas com estrutura, evidenciada na forma modelar em como se desenrolavam as danças no tempo com seus andamentos próprios e algo voláteis.
Depois, foi a entrada da Morte, uma peça que me fez revirar as vísceras de tão pesada de carácter, expectante procura de chão. A ouvir de novo, completamente só.
Segunda Parte:
Clara demonstração de como um pianista é bom. Tendo este confirmado nos bastidores, não houve um único ensaio igual, o violoncelista fazia tudo diferente, articulações, andamentos, dinâmicas; ele moldava tudo segundo a "sua" inspiração/atmosfera. E o pianista a demonstrar uma enorme segurança, clarividência no encaminhar das frases e uma técnica irrepreensível.
Eram sublimes os seus pianíssimos, o seu contraste para com a fogosidade do violoncelista.
Como extras, momentos para brilharem, para "darem ares" de delicodoce - neste caso, com bom gosto - e uma atitude super descontraída por parte do pianista nos agradecimentos.
O virador de páginas - igual ao concerto anterior - tanto virava em cima da hora como a seguir ficava "horas" de pé à espera. Vestido de forma igualzinha, calças de ganga e sapatilhas, com camisa preta.
Casa quase cheia como um Bloco, com mais pessoas à Esquerda.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Crítica de concerto XI (Festival Internacional de Música de Espinho)

8 de Julho, Concerto de Música de Câmara

Renaud Capuçon - violinista

Frank Braley - pianista


Ludwig van Beethoven

Primeira Parte: Sonata n.8 Opus 30 nº3 -------------- Sonata nº5 Opus 24

Segunda Parte: Sonata nº7 Opus 30 nº2

Extra: segundo andamento de outra sonata de Beethoven (o duo gravou há pouco a integral)


As minhas impressões foram de positiva surpresa. Surpresa, por exemplo, na perspectiva de evidenciar os motivos rítmicos, pelo pianista, de forma "amaneirada", como que mostrando tiques que teriam sido próprios da época (com toda a subjectividade daí adjacente, quer na análise auditiva, quer na análise a priori do contexto). Dava muito carácter às frases com diferentes ataques para diferentes acentuações e staccatos curtíssimos, mas que cortavam em excesso a noção de frase.


Outro exemplo será o excessivo vibrato do violinista, bom para finais de frase mas a despropósito nos seus inícios. Isto dava demasiado ênfase a cada nota, sendo que revelava ao mesmo tempo conforto técnico e de afinação.

Conforto era o que demonstrava também nos seus movimentos, mas todos com sentido e conexão com o significado da música, enquanto que o outro era pindérico, ao ajeitar as páginas, o mexer delicadamente e "em câmara lenta" o cabelo com gel, só gel, o olhar derretido para o parceiro. É isto que se costuma chamar de "intérprete expressivo" sem se saber o real valor desse epíteto.


Aborrecimento, onde?


2ª parte começa por ser o início do aborrecimento, porque aquilo que antes se tinha revelado frescura pela sua novidade, resvalou para o chato, para o "piroso" como alguém já o disse. Passa-se a notar a falta de uma estrutura mais abrangente, completa e perceber para onde ia música, mesmo que, de tão anestesiados que estávamos, já não pedíamos isso a 100%. O extra não ajudou à festa, com aquele "delicodoce". O público adorou, principalmente os (e as) violinistas.

Virador de páginas com pouca noção da roupa para levar e mais não digo.

Programa de concerto normal, ou seja, a dizer o mesmo, aquilo que vamos ouvir mas não o que podemos perceber das obras e ouvir algo como novo, coisa aliás tremendamente difícil num tempo de grande plêiade de gravações, maior conhecimento do público e a tradição de partir desse pressuposto para não dizer nada, pois dizer que uma música é "muito expressiva" não quer dizer quase nada. O público já parece estar acostumado a não se conseguir surpreender com as novidades tonais, rítmicas, per si.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Convite a um Concerto

Caro leitor,

Convido-o a assistir ao Concerto de Música de Câmara que se irá realizar dia 1 de Julho, sexta-feira, pelas 21:30h, no Ateneu Comercial do Porto.

Terá oportunidade de ouvir excelente música tocada por dois intérpretes formados na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, pelo professor Ricardo Lopes e Pedro Burmester, respectivamente, de oboé e de piano.


Concerto de Música de Câmara

Intérpretes:

Sofia Brito - oboista
Filipe Cerqueira - pianista


1ª parte:
Robert Schumann: 3 Romances, Opus 94

I - Nicht Schnell
II - Einfach, innig; Etwas lebhafter; Tempo primo
III - Nicht Schnell; Coda

Piano solo: Frédéric Chopin: Balada Nº1, Opus 23

Paul Hindemith: Sonata para Oboé e Piano
I - Munter
II - Sehr langsam; Lebhaft; Sehr langsam, wie zuerst; Wieder lebhaft

Intervalo, com Porto de Honra a ser servido aos convidados

2ª Parte:

Witold Lutoslawski: Epitaph

Camille Saint-Säens: Sonata para Oboé e Piano, Opus 166
I - Andantino; Poco allegro; Tempo Primo
II - Ad libitum; Allegretto; Ad libitum
III - Molto allegro

Eurico Carrapatoso: Peça das "Três peças atlânticas"

sexta-feira, 11 de março de 2011

Crítica de concerto (VIII)

Ontem, 10 de Março de 011, concerto de Música de Câmara na Sala Teresa de Macedo, na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, parte integrante da programação da Semana Aberta.

Começou pontualmente às 21:30h com "Dunkler Lichtglanz", de Robert Schumann, com os seguintes cantores:

Sara Cruz, Soprano
Liliana Sousa, Contralto,
João Terleira, tenor
André Carvalho, barítono
e ao piano Laura Felício.


Uma peça divertida, com um texto humorado, interpretada com rapidez, intenção mas com pouca leveza.
Todos os momentos eram de grande ênfase, soava tudo sempre forte.
Tanto nas cadências e partes de estabilidade tonal como nas progressões harmónicas, muitas em cromatismo, síntese da intensidade íntima muito presente na obra deste compositor, havia, como dizia, a necessidade de cada um revelar a sua parte o máximo possível. O resultado, por exemplo, era a submersão da Contralto por parte da Soprano, que tem um boa voz mas que exagerava nos crescendos, chegando aos agudos já em nítida desafinação com os restantes, talvez por já estar cansada de tanto cantar naquele dia.

Gostei do Tenor, com boa técnica e coordenação com todos os músicos. O barítono fazia muito bem as suas entradas, tanto rítmica como afinadamente, dentro do molde de harmónicos projectados pelo piano.

Este, sempre respeitador e atento às entradas e respirações dos cantores, demonstrou sentido de condução de estrutura da obra, mas também foi um pouco "na onda" da intensidade em excesso, mas com alguma variedade tímbrica (pouco facilitada no trabalho pelo desconforto gerado por uma "lesão" num dedo).

A soprano nunca olhava para o público, sempre de lado na postura, ao contrário dos restantes, com "interacção". "Esqueceu-se" de mandar calar o público, com o indicador, numa parte da peça, numa clara graçola física inerente a uma referência textual do muito irónico Schumann (algo que se não me dissessem, não ia imaginar).


Seguiu-se Paris 1937 de Fernando Lopes-Graça, para dois pianos.

Ambos estão de parabéns.
A Margot Welleman (a impecável pianista deste concerto) pela sua sagaz e implacável noção de balanço e afirmação rítmica, com uma variedade tímbrica inexcedível no registo grave, num piano que está um caco, muito aberto, em que seria fácil bater/berrar.
O Pedro Costa por ter tocado com febre alta mas com uma desenvoltura, alegria e variedades tímbrica e colorística muito grandes. Vê lá se tens febre mais vezes rapaz!!
Muitos Parabéns!!
Bem, na 2ª parte ouviu-se a "Playfull Quartet", de René Dequanq, pelo ensemble de Saxofones Ventos Novos.
Gostei muito da peça mas não tanto da interpretação. Demasiado vibrante, com muito ar a sair dos instrumentos. Muito alegres a tocar e muito conectados entre eles.
(Et quelle belle fille la bas).
Boa assistência, maioritariamente de cantores . Pena não ter aparecido mais gente de outras "musicalidades". Espero que apareçam nos outros dias.
Isto foi numa noite onde aconteceu outro milagre, além do do Pedro.
O Benfica lá ganhou ao... Paris Saint-German.
Isto é com cada coincidência...
"Cabecinha Pensadooora..."

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Crítica de concerto

Ontem, dia 23 de Novembro de 2010, pelas 19:30, na Sala 2 da Casa da Música, assisti a um Concerto do "Trio Impressões", composto (minuto 2.05) por Rui Ramos - flautista, Vera Santos - clarinetista e Bernardo Pinhal - pianista.

O programa foi composto, na primeira parte, de uma "Sonatine en trio", Opus* 85, de 1935, dividida em 4 andamentos, de Florent Schmitt; de uma "Aria" de Jacques Ibert, de 1930 e de uma "Tarantella" de Camille Saint-Saens, de 1857.
Na 2ª parte foi tocada uma transcrição de Michael Webster de uma peça orquestral de Claude Debussy "Prélude à l'aprés-midi d'un faune", de 1894 (da obra original) e da Estreia Oficial do "Trio para flauta, clarinete e piano", entre 2009/10 de um excelente compositor e já Professor na minha escola, Daniel Moreira.

Da primeira parte, ficou-me a reter que às vezes algumas passagens de alguns andamentos da primeira peça ficavam muito "apagados", com demasiados pianos súbitos ou demasiada bipolaridade entre motivos efémeros e a estrutura global das frases/dos andamentos. Mas ouvia-se bem toda a brincadeira entre os as passagens de um instrumento para o outro, demonstrando bastante cumplicidade entre eles.
O início da Aria é delicioso, o Bernardo começa já com o andamento perfeito, como se já estivesse a tocar há muito tempo, extremamente à vontade, com a Vera a entrar no timbre certo, com uma cadência muito própria e tocando de cor com o Rui. Foi a melhor interpretação desta peça que já lhes ouvi.
Já com a Tarantella, o pianista arrisca (e bem, porque pode) no ritmo e andamento eloquente e simples com as mesmas notas repetidas sempre de maneira diferente mas sempre claras e caprichosas. O flautista bem fica intimidado ao início mas logo entra na onda. Quando se enganava, o pianista pensava logo adiante, não ficando muito preocupado, embora algumas partes ficassem "meio escondidas" tal era a rapidez e a dificuldade das passagens. O final foi vivo e cheio de intenção de criar boa impressão na audiência.

Na segunda parte, não achei a interpretação da peça de Debussy muito conseguida, mas penso ter sido "culpa" da fraca transcrição, com pouca maleabilidade de proposta de timbres.

Já o Trio Português foi muito bom, tanto a estrutura da peça é equilibrada (parece clássica) como os momentos de maior êxtase/intensidade são bem geridos e delineados pelos vários instrumentistas, parecendo que foi criado mesmo à medida dos intérpretes.

Como encore, retocaram, ainda com mais vivacidade, o último andamento (se não me falha a memória) da 1ª peça da primeira parte.

Merecidamente aplaudidos pelas pessoas que encheram metade da lotação da sala, proporcionaram um excelente concerto. Estão todos a tocar muita bem, o pessoal da ESMAE também achou.

Vale sempre a pena ouvir este Trio.

*Opus significa obra, trabalho, designação assim usada na Música desde, que eu saiba, Ludwig van Beethoven.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Música em Conjunto

Trabalho e talento: Poder e sedução.

Eis uma síntese, em forma de CD, em lema, da combinação entre Vadim Repin, violinista e Nikolai Lugansky, pianista. 2 Excelentes músicos, artistas no melhor sentido da palavra. Amor eterno. Faísca. Estudo.

Para quem quer mais, aqui f i c a (cada letra um andamento) algo que me fascinou ao primeiro acorde. Sonata para violino e piano de César Franck.

Nunca mais chega dia 3 Março próximo - Casa da Música - Lugansky

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves