Mostrar mensagens com a etiqueta Chesterton. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chesterton. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Da Adoração do Dinheiro

THE EVERLASTING MAN by G.K. CHESTERTON

Why do men entertain this queer idea that what is sordid must always overthrow what is magnanimous; that there is some dim connection between brains and brutality, or that it does not matter if a man is dull so long as he is also mean? Why do they vaguely think of all chivalry as sentiment and all sentiment as weakness? They do it because they are, like all men, primarily inspired by religion. For them, as for all men the first fact is their notion of the nature of things; their idea about what world they are living in. And it is their faith that the only ultimate thing is fear and therefore that the very heart of the world is evil. They believe that death is stronger than life, and therefore dead things must be stronger than living things; whether those dead things are gold and iron and machinery or rocks and rivers and forces of nature. It may sound fanciful to say that men we meet at tea table es or talk to at garden-parties are secretly worshippers of Baal or Moloch. But this sort of commercial mind has its own cosmic vision and it is the vision of Carthage. It has in it the brutal blunder that was the ruin of Carthage. The Punic power fell, because there is in this materialism a mad indifference to real thought. By disbelieving in the soul, it comes to disbelieving in the mind. Being too practical to be moral it denies what every practical soldier calls the moral of an army. It fancies that money will fight when men will no longer fight. So it was with the Punic merchant princes. Their religion was a religion of despair, even when their practical fortunes were hopeful. How could they understand that the Romans could hope even when their fortunes were hope less? Their religion was a religion of force and fear; how could they understand that men can still despise fear even when they submit to force? Their philosophy of the world had weariness in its very heart; above all they were weary of warfare; how should they understand those who still wage war even when they are weary of it? In a word, how should they understand the mind of Man, who had so long bowed down before mindless things, money and brute force and gods who had the hearts of beasts? They awoke suddenly to the news that the embers they had disdained too much even to tread out were again breaking everywhere into flames; that Hasdrubal was defeated that Hannibal was outnumbered, that Scipio had carried the war into Spain; that he had carried it into Africa. Before the very gates of the golden city Hannibal fought his last fight for it and lost; and Carthage fell as nothing has fallen since Satan. The name of the New City remains only as a name. There is no stone of it left upon the sand.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Contos de fadas

Poucas civilizações investiram tantos esforços e meios num frenesim auto-destrutivo como a nossa. A institucionalização dos aborrecidos do universo, dos mais chatos da história, nas faculdades de psicologia, sociologia, antropologia e outras que mais, proporcionou ao Homem carradas de chatice teórica empenhada a realizar, em enjoativo tempo-útil, o fim diabólico de nos tornar qualquer coisa que não Homens. A capacidade de sonhar, o dom mais generoso que nos foi entregue pela Sua ilimitada generosidade, está hoje reduzida, controlada e regulada (the nerve on this people!) pelo maior inimigo da humanidade: o Homem que não Acredita em Contos de Fadas.
A timidez da criança, ou a sua selvajaria, são inteiramente racionais; ela está alarmada ante este mundo, visto ser o mundo um lugar sumamente alarmante. Desagrada-lhe estar sozinha, porque estar só é uma ideia aterradora. Os bárbaros temem o desconhecido pela mesma razão que os agnósticos o adoram - porque é um facto. Os contos de fadas não são, por isso, responsáveis pela produção nas crianças de qualquer forma de medo; os contos de fadas não dão às crianças a ideia do mal nem do feio: essas ideias já estão na criança, uma vez que também já estão no mundo. Os contos de fadas não dão às crianças a ideia de fantasma. O que os contos de fadas dão à criança é a sua primeira ideia clara da possível vitória sobre o fantasma. O bebé conhece intimamente o dragão, desde que tem imaginação. O que os contos de fadas lhe proporcionam é um São Jorge capaz de matar esse dragão. O que os contos fazem é exactamente isto: acostumam a criança, por uma série de claras representações pictóricas, à ideia de que esses terrores ilimitados têm limites; de que esses inimigos infinitos do homem têm inimigos nos cavaleiros de Deus; de que existe algo no universo mais místico do que as trevas e mais forte do que o medo avassalador. Quando eu era criança, observei fixamente a escuridão, até que a enorme massa negra se converteu num gigante negro mais alto que o firmamento. Se existisse uma estrela no céu, só serviria para o transformar em ciclope. Os contos de fadas restauraram, contudo, a minha sanidade mental; é que no dia seguinte, li um relato autêntico de como um gigante negro só com um olho, exactamente das mesmas dimensões, havia sido derrotado por um rapazinho pequeno como eu (com uma inexperiência símile e de um estrato social ainda mais baixo), somente usando uma espada, algumas más adivinhas e um coração valente. O mar, à noite, parecia-me tão temeroso como qualquer dragão. Mas logo conhecia imensos "filhos mais novos" e "pequenos alfaiates" para os quais um par de dragões era algo tão simples como o mar.
Leia o mais horrível dos contos de Grimm quanto a incidentes e imagética, o excelente conto "O rapaz sem medo", e verá o que quero dizer. Nesse conto há alguns choques impressionantes. Recordo-me especialmente das pernas de um homem que caíram por uma chaminé abaixo e começaram a andar pela sala, até que se reuniram à cabeça e ao corpo separados delas, que caíram, posteriormente, pela mesma chaminé. Isso é muito bom. Porém, o busílis da história e centro dos sentimentos do leitor não é que estas coisas sejam aterradoras, mas o facto muito mais impressionante de o herói não sentir medo disso. A mais terrífica de todas aquelas maravilhas aterradoras era a sua própria ausência de medo. Dava palmadinhas nas costas aos fantasmas e convidava os demónios a beber vinho com ele. Muitas vezes, na minha juventude, quando uma morbilidade moderna me agitava, rezava por uma cópia do seu espírito. Se ainda não leu o final desse conto, vá e leia-o: é a coisa mais sábia do mundo. O herói aprende finalmente a estremecer, ao tomar uma esposa que lhe atira para cima um balde de água fria. Nessa única frase há mais conteúdo acerca do significado do matrimónio do que em todos os livros sobre sexo que cobrem a Europa e a América.
G. K. Chesterton, Tremendas Trivialidades

terça-feira, 19 de outubro de 2010















Este povo tem a faculdade natural de se sentir na véspera de algo - do Massacre do dia de São Bartolomeu, da Revolução, do comunismo, ou do Dia do Juízo Final. É este sentido permanente de crise que faz a França eternamente jovem. Está perpétuamente derrubando e erguendo, como derrubou a prisão e ergueu a coluna, na Praça da Bastilha. A França sempre esteve prestes a dissolver-se. Ela encontrou o único meio para a imortalidade. Ela morre diariamente.
G.K. Chesterton, Tremendas Trivialidades

A minha Lista de blogues

Seguidores

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves