Abdicação
Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho... eu sou um rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa - eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.
Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'
Soneto publicado no nº9 de Fevereiro de 1920 na revista "Ressureição", dirigida por José Gomes Ferreira
Peur sur les Bleus : et si Zidane ne fait jouer que des Algériens (sans
papiers) ?
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Zidane est donc officiellement le nouveau sélectionneur de l'équipe de
France, qui a fini 4e au dernier Mondial. Il hérite d'une équipe farcie de
talents...
Há 22 minutos
