"Il n'existe que trois êtres respectables: le prêtre, le guerrier, le poète. Savoir, tuer et créer" - Baudelaire
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Dos Estrangeiros
(publicado originalmente aqui)
1- Imigração e imigrantes não é o mesmo que Estrangeiros. As palavras não diferem somente na lexicologia, são de facto definições importantíssimas que merecem aprofundamento e compreensão.A criminalidade criada e organizada por estrangeiros não é nem deve ser estudada conjuntamente com a criminalidade criada e organizada por imigrantes. Um correio de droga apanhado no Aeroporto da Portela não é um imigrante. (aconselha-se a visualização do gráfico da página 18 deste documento para concluir que não´há relação evidente entre imigração e criminalidade)2- Dentro da actual população a habitar Portugal Continental e Ilhas, os portugueses, juntamente com os cabo-verdianos, seguidos de perto dos restantes representantes dos Países da CPLP, formam a nacionalidade com menor grau de instrução.3- Mais de 70% da população imigrante é considerada activa. 20% está desempregada ou ainda não iniciou a sua vida profissional.4- O sistema penal nacional tem-se revelado, se não excessivamente hostil à criminalidade estrangeira, pelo menos algo obssessivo na sua preocupação."De 1997 a 2003 a probabilidade de um estrangeiro quando perante o sistema judicial ser condenado a prisão efectiva pelo crime de tráfico de droga foi sempre superior à de um português em situação idêntica. Em 2003, 86 em cada 100 estrangeiros nestas circunstâncias foram condenados contra 65 em cada 100 portugueses(...)"(...)
"Se analisarmos as saídas do sistema daqueles que estiveram sujeitos a prisão preventiva
verifica-se que:
– 1,8% dos portugueses são absolvidos enquanto os estrangeiros são-no em 4,2% e
– 10,7% dos portugueses são condenados com suspensão de execução de pena de prisão ou outra medida não privativa de liberdade e os estrangeiros são-no em 12,5%.
Quando nos fixamos nos reclusos condenados constatamos, tal como no estudo, que os reclusos estrangeiros, apesar das muitas semelhanças com os nacionais, se enquadram numa moldura penal mais pesada. Isto nota-se tanto pelo facto do peso relativo das penas curtas entre os estrangeiros ser estatisticamente irrelevante, como também porque os escalões de penas mais pesadas terem maior incidência nos naturais de outros países, verdade que é válida tanto para homens como para mulheres .
Assim, enquanto 5,9% dos homens portugueses está condenado a penas até 1 ano, só 1,4% dos estrangeiros aqui cabe, no que toca às mulheres, para 3,2% de nacionais neste espectro, não existe uma única estrangeira. Já no que toca ao escalão dos 6 aos 9 anos de condenação, o segundo mais importante (21,9% do total), os homens estrangeiros representam 26,4% contra 21 % dos portugueses, situação igualmente válida para as mulheres uma vez que para 35,2% de estrangeiras assim condenadas, temos 24,9 de portuguesas.
Todavia, a grande destrinça entre portugueses e estrangeiros dá-se ao nível da tipologia do crime e por via do inflacionamento que os relativos a estupefacientes têm entre os reclusos estrangeiros. Este tipo de crime, que assume 31,9% das condena. A criminalidade de estrangeiros em Portugal – Um inquérito científico (213) condenações, condenou 27% dos homens portugueses e 48,9% dos estrangeiros. Diferença que ainda aumenta entre as mulheres pois a 61,1% de nacionais correspondem 85,6% de estrangeiras (“correios de droga”, designadamente).
Esta sobrevalorização dos estrangeiros neste tipo de crime tem, como contraponto, a sua subvalorização nos crimes contra o património (32,9% do total) em que os homens nacionais correspondem a 36,4% e os estrangeiros 20,4% e nos crimes contra as pessoas (27,7% do total) com os homens portugueses a representarem 29,4% e os estrangeiros 22,4%."Professor Paulo Pinto Albuquerque (FDUCL)
"O estudo apresenta duas conclusões fundamentais: 1. há uma sobrerepresentação objectiva significativa dos estrangeiros na justiça criminal portuguesa e 2. as características da composição da população estrangeira são relevantes para a desmistificação do valor e significado dessa sobrerepresentação, mas outros factores haverá a considerar, cuja importância relativa está por estabelecer."Resumo:O Imigrante é penalizado, em Portugal, com quase redobrada dureza do que o Português. Este estudo, muito completo na sua abordagem científica ao tema, prova também que há indícios de xenofobia crescente na comunidade portuguesa e que cada vez mais o medo do Imigrante é relacionado com a violência que, cada vez com maior excesso, é televisionada diariamente.
1- A Hostilidade do Estado Português e da Justiça contra os imigrantes já existe, e não são alguns casos pontuais de menor rigor na aplicação da lei que contrariam essa tendência.
2- Que as comunidades estrangeiras em Portugal se têm mantido produtivas e têm dado sinais de integração social: se mais não têm feito deve-se ao facto de o Estado Português não sustentar tipo algum de cultura social, antes regendo-se pela pura tecnocracia a curto prazo e o democratismo ideológico.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Foi a monarquia liberal o corolário lógico do regalismo absolutista, fruto apodrecido dos desmandos do enciclopedismo. Depois, veio o que veio. Hoje, ao que parece, o mundo regressa à democracia e, por isso, soltam-se vivas. Não o entendo! A democracia representa a maior ameaça à restauração da ordem tradicional: a democracia é subversão, a democracia é poluição, a democracia mata aquilo em que toca.
Não estou descansado. Pressinto que outras convulsões, decerto não menos letais para a sociedade, se vêm preparando. Da democracia aos clássicos totalitarismos, a transição é apenas teórica: os totalitarismos são o desaguar de correntes democráticas, que deslizam nessa direcção configurando aquilo que poderia condensar-se na fórmula seguinte --- democrático, logo totalitário!
Tudo pela maioria! Tudo pelo partido! Tudo pelo estado! Que diferença faz? O critério de governo já não é o critério objectivo da bondade, mas sim o apetite, sem freio, da monarquia estadual, do partido único ou da arbitrariedade das massas. A esta heterodoxia, opõe-se a doutrina tradicional do poder político, que tira a sua legitimidade da realização do bem comum. Que as leis provenham de uma maioria ou de uma minoria, isso é secundário: o que importa é a bondade do seu conteúdo. E porque é isto que conta, também não está correcto dizer-se que as leis têm de ser consentidas pelos seus destinatários para que sejam legítimas.
As antigas cortes portuguesas eram simplesmente consultivas e reuniam-se quando o rei as convocava. Se lhes atribuímos força deliberativa e as tornamos independentes do monarca, introduzimos, no nosso ideário, um clássico vício liberal.O poder político, se é um poder soberano, será um poder supremo e exclusivo. Daqui resulta que não pode coexistir com outro poder do mesmo grau. O sistema de pesos e contrapesos é uma quimera porque o poder não se trava institucionalmente: se é poder, impõe-se e, se não se impõe, não é poder (5).
domingo, 28 de novembro de 2010
Convite a uma Exposição
Música por mim tocada ao piano, relacionada com o tema das Borboletas...
Sejam Bem-vindos!!!!
sábado, 27 de novembro de 2010
Se de facto parece ser uma enorme falta de pensamento estratégico um país como o nosso abandonar o investimento em países produtores de matérias-primas (como são os países das Antigas Colónias) para preferir os países produtores de bens industriais, a instabilidade política e social que esses países atravessaram nas últimas 4 décadas é motivo mais que revelador para perceber a forma pouco arrojada como os empresários portugueses investiram neles.
A crise política portuguesa é herdeira directa da desagregação do Império, desde 1820. A partir dela assistimos ao fim de um espaço económico propício ao comércio português (só recuperado, em parte, pelo Estado Novo).
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Recordações da Hungria
Depois a implantação da monarquia, quer fosse a monarquia constitucional, tão má quase como a república, quer a outra monarquia, dava como resultado imediato o reaparecimento na cena política das velhas clientelas corruptas e gastas, a cuja acção dissolvente a própria queda da monarquia se deve.
Finalmente, para um regime novo, são precisos homens novos. Para a Monarquia Nova, começa por faltar o Rei; faltam os governantes, porque as clientelas antigas assaltariam de novo o poder, corruptas como sempre e mais ainda pelo seu exílio do poder; e faltam finalmente os próprios governados (como acima já se explicou).
Dá-se também o caso de a implantação da monarquia, qualquer que fosse, servir de estímulo ao revolucionarismo republicano, e manter portanto sempre aceso o foco de desordem. É preciso ver também que a implantação da monarquia não representaria um acto evolutivo, mas um acto revolucionário, pois quebrava a continuidade social.
O que é preciso, pois, é estabelecer uma fórmula de transição que sirva de declive natural para a monarquia futura, mas esteja em certa continuidade com o regime actual. Essa fórmula de transição, já tentada instintivamente por Sidónio Pais, é a república presidencialista, que, por ser república, não perde continuidade com o actual regime, e por restabelecer o poder pessoal começa já a introduzir um dos princípios fundamentais do regime futuro e da tradição portuguesa. A tradição não se reata: reconstrói-se.
– Fernando Pessoa in Da República.
d'O Reaccionário
Propostas de Blogues
http://obloguebemtemperado.blogspot.com/
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Crítica de concerto
O programa foi composto, na primeira parte, de uma "Sonatine en trio", Opus* 85, de 1935, dividida em 4 andamentos, de Florent Schmitt; de uma "Aria" de Jacques Ibert, de 1930 e de uma "Tarantella" de Camille Saint-Saens, de 1857.
Na 2ª parte foi tocada uma transcrição de Michael Webster de uma peça orquestral de Claude Debussy "Prélude à l'aprés-midi d'un faune", de 1894 (da obra original) e da Estreia Oficial do "Trio para flauta, clarinete e piano", entre 2009/10 de um excelente compositor e já Professor na minha escola, Daniel Moreira.
Da primeira parte, ficou-me a reter que às vezes algumas passagens de alguns andamentos da primeira peça ficavam muito "apagados", com demasiados pianos súbitos ou demasiada bipolaridade entre motivos efémeros e a estrutura global das frases/dos andamentos. Mas ouvia-se bem toda a brincadeira entre os as passagens de um instrumento para o outro, demonstrando bastante cumplicidade entre eles.
O início da Aria é delicioso, o Bernardo começa já com o andamento perfeito, como se já estivesse a tocar há muito tempo, extremamente à vontade, com a Vera a entrar no timbre certo, com uma cadência muito própria e tocando de cor com o Rui. Foi a melhor interpretação desta peça que já lhes ouvi.
Já com a Tarantella, o pianista arrisca (e bem, porque pode) no ritmo e andamento eloquente e simples com as mesmas notas repetidas sempre de maneira diferente mas sempre claras e caprichosas. O flautista bem fica intimidado ao início mas logo entra na onda. Quando se enganava, o pianista pensava logo adiante, não ficando muito preocupado, embora algumas partes ficassem "meio escondidas" tal era a rapidez e a dificuldade das passagens. O final foi vivo e cheio de intenção de criar boa impressão na audiência.
Na segunda parte, não achei a interpretação da peça de Debussy muito conseguida, mas penso ter sido "culpa" da fraca transcrição, com pouca maleabilidade de proposta de timbres.
Já o Trio Português foi muito bom, tanto a estrutura da peça é equilibrada (parece clássica) como os momentos de maior êxtase/intensidade são bem geridos e delineados pelos vários instrumentistas, parecendo que foi criado mesmo à medida dos intérpretes.
Como encore, retocaram, ainda com mais vivacidade, o último andamento (se não me falha a memória) da 1ª peça da primeira parte.
Merecidamente aplaudidos pelas pessoas que encheram metade da lotação da sala, proporcionaram um excelente concerto. Estão todos a tocar muita bem, o pessoal da ESMAE também achou.
Vale sempre a pena ouvir este Trio.
*Opus significa obra, trabalho, designação assim usada na Música desde, que eu saiba, Ludwig van Beethoven.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
A Religião do Latéx
Media Lies About the Pope
Further, applying the ridiculous (non-)logic of the media, if the Pope is saying that condom use by male prostitutes is acceptable, then by extension he is saying that male prostitution is acceptable. Why haven’t the media led with the story that the Pope approves of male prostitution?
That the media did not follow that route is revealing of their intentions. Saying the Pope approves of male prostitution is so obviously incorrect that they likely knew their readers wouldn’t buy it and would dismiss it immediately. But a lie about the condom-use aspect instead, while none the less illogical, has more believability for the great unwashed masses the brave enlightened journalists look down upon.
So we can deduce that the media are not just ignorantly spreading falsehoods, but that they are actively and intentionally lying. Pure and simply, they are liars. This bears repeating: they are liars. Remember this always. Remember these liars: they are never to be trusted, they are your enemies, they lie about the Church and they will lie about you given the opportunity.
But these liars too should remember something important: you reap what you sow. The more lies they tell, the fewer people believe them, and yet they only seem more willing to lie. Take a look at those newspapers sales and circulation figures, media men. Your days are numbered, your day of reckoning will come. Many are the good, decent folk who will applaud your downfall. And remember that you did it all to yourself.
domingo, 21 de novembro de 2010
Política em Stand-by
É um exemplo do fim do festim a que já nos tinham habituado, com bizarrias como a maior árvore de Natal da Europa!!
Autarquias que entravam num desvario, transformando avenidas verdejantes em praças frias de pedra (como aconteceu na terra dos meus antepassados, Celorico de Basto), num sem fim de inaugurações, onde muitos tostões rolaram sem destino.
Agora, ficaremos "órfãos" dos cortes de fita vermelha e das jantaradas subsequentes.
Ahh, no meu tempo...
Da Preservação das Boas Coisas
lembrei-me desta música ao passear pela confederação monárquica do lupanar.
sábado, 20 de novembro de 2010
Correções dos leitores
Afinal o que está a ser construído vai passar a ser a nova sede da EDP do Norte, vertente Energias Renováveis, de acordo com o leitor Tiago Cortez. Aqui fica o link para a notícia.
Aqui fica a ressalva de um fiel leitor. Quaisquer outras imprecisões bem contra-argumentadas serão de bom grado recebidas.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Política previsível
O incrível é que o Alberto João Jardim ainda cá anda, com as mesmas macacadas e o PP continua com a mesma linha de produção do estereótipo de "menino betinho", agora versão radical, com cortes nos subsídios de Desemprego para todos.
Boa Mééelga.
Fumaça e Serenidade
A tirania é o governo de um só com vista ao interesse pessoal; a oligarquia é a busca do interesse dos ricos; a democracia visa o interesse dos pobres. Nenhum destes regimes visa o interesse da comunidade." (Aristóteles, Política, Livro III, 7).
Desde já, quero agradecer ao Miguel Castelo-Branco e ao Nuno Castelo-Branco a protidão com que responderam ao meu post. Como ando ocupado com coisas da faculdade, não tive tempo de responder prontamente com a ponderação necessária para esta discussão.
A leitura do texto de Miguel CB incidiu sobre a definição de uma política internacional, e a do Nuno CB sobre a legitimidade de governo de Dilma e foi mais específico que o Miguel no que toca às questões internas da República Federativa do Brasil (e também sobre política internacional, que irei responder) - se estiver errado nesta minha leitura dos factos propostos pelos dois argumentadores, que me sejam apontadas as falhas.
Para não tornar a leitura maçuda, faço uma esquematização por pontos:
Em Relação à Política Internacional: MCB afirma que não deve haver ideologias na política internaciona e nas relações externas. Não podia estar mais de acordo. No entanto, isto não implica que não deva existir uma Ideia, especialmente um Critério. Um Governo democrático para os próximos quatro anos poderá não o ser num futuro próximo de oito anos. Um governo democrático (como qualquer outro), apesar de ter legitimidade de origem, poderá não ter legitimidade de exercício no seu mandato. Não há qualquer tipo de propedêutica que bata a Lógica. Não é o facto de um Governo ser eleito democraticamente que faz dele aquilo que o Povo Basileiro precisa - a sua duração efectiva é de apenas 4 anos, não representando nem de perto uma diplomacia brasileira firme e a longo prazo, mas apenas o desvio ideológico que o trouxe ao poder. O mesmo principio que levaria a Casa Real a criticar certas posições radicais de um governo português, também o deverá fazer em relação a um governo igualmente radical em reformas de engenharia social que ainda por cima se escuda na imagem da Dinastia Brigantina para propagandear uma posição verdadeiramente sua contra o projecto monárquico do Brasil.
Em Relação aos Negócios Estrageiros: é o Foreign Office que trata das relações externas do Reino Unido, sendo a Rainha de Inglaterra parte desse "capital diplomático". No entanto, nunca o Foreign Office proporia à Rainha um tipo de reação mais afectuosa com Mugabe ou outro tiranete. Se a Monarquia Portuguesa quer insinuar-se na diplomacia de uma democracia de pobres (o mesmo princípio politico das revoluções que, um pouco pelo Mundo, destruiram a Antiga Ordem, e especialmente a Monarquia e a Religião) que esteja preparada então para todos coices que esse tipo de regimes dá. É uma má aposta, a meu ver. Tal como disse Miguel CB, a política internacional não se faz com ideologias. Mas tal como ele tantas vezes escreveu, há-de entender que se faz com Prudência. Sem Critério, não há relações externas.
O Brasil é uma nação completamente madura, não se inserindo no mesmo grupo de países da antiga África Portuguesa. Primeiro porque não têm uma situação jurídico-constitucional minimamente estável, depois porque são países que acumulam um tipo de necessidades absolutamente diferente das da diplomacia do governo brasileiro. O tipo de relação com o Brasil tem de ser, por tal, completamente diferente, visto se tratarem de tipos diferentes de Estado e de circunstância.
Em Relação ao Brasil: é neste ponto que nasce a discórdia entre a minha posição e a de MCB e NCB. É aqui que eu vejo o Conselho Real rodeado de esquerdistas e da mesma matéria de "democratas" que levaram à queda da Monarquia em tantas antigas nações, do género de democratas à la Esquerda Monárquica.
Mais uma vez reforço o argumento de que uma escolha democratica não é o melhor sinal para que um governo procure o Bem-Comum de uma sociedade. Pelo menos não é um sinal satisfatório para se ter isolado. A própria democracia brasileira não é a instituição mais saudável daquele país, fazendo do apoio de governos brasileiros um mau investimento a longo prazo.
Do ponto de vista político e económico, é errado conotar o crescimento económico do Brasil com o governo brasileiro de Lula da Silva. Sabemos que foi o sector empresarial que proporcionou esse crescimento, e as políticas sociais de Lula prejudicaram gravemente o sector da classe média brasileira. O aumento de ajudas destes programas provocaram uma enorme onda de desemprego nos estados do Nordeste e aumentaram a dependência de muitas famílias do apoio estatal. Assim, é mais racional assegurarmos que o Brasil cresceu apesar de Lula do que por causa de Lula. Assistimos também à decadencia dos sectores tradicionais, tanto os sociais, produtivos como religiosos, no Brasil: a Igreja católica brasileira, quando não é subserviente (como o deprimente espectáculo montado por muitos bispos brasileiros) é activamente perseguida pelos capangas do PT. As Massas são afectadas por milhares de seitas protestantes que acabam a apoiar também o ideário marxista do PT. As pequenas empresas brasileiras não estão a acompanhar o passo da 5ª economia do Mundo. Se a classe baixa brasileira foi comprada para votar PT, esse dinheiro teve de sair de algum lado. E saiu das forças vivas. Pensar que deste estado de coisas vai sair algo de bom é mero wishfull thinking, próprio de algumas forças políticas que dominam há séculos a nossa política internacional.
Por último, devo dizer que discordo da ideia de Miguel Castelo-Branco em relação a Dom Miguel. Ser aclamado pelo Povo em Cortes não faz dele um democrata. Se a democracia exige, sempre, tanto hoje como em Atenas, igualistarismo político e nivelação do voto de todos os participantes no pocesso electivo, Dom Miguel foi aclamado Rei pelo Acordo dos Municípios, da Nobreza e do Clero, e o valor da decisão política de cada um destes órgãos era diferente uma da outra . Se Dom Miguel era demófilo, isso já é outra coisa. Era um sujeito deveras popular, mas não era um democrata. Isto na minha humilde opinião.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
As condições para a produção de gerações de (bons) músicos - o caso Portuense
Assim se resumem as hipóteses, de maneira simples, por onde vai o debate sobre aquilo em que o Estado ou empresas privadas poderiam ou deveriam investir os seus parcos recursos.
Se é verdade que em crise estamos (e já não é de agora), há possibilidades de rentabilizar projectos que, há primeira impressão pode não ser vitais ou dirigidos para uma certa franja da população e não para todo o seu conjunto, mas que iriam criar novos paradigmas de produção de riqueza para o país.
Serve isto para dizer que o facto de o Conservatório de Música do Porto não ter sido instalado nos terrenos das traseiras da Casa da Música (antiga central/remise dos eléctricos), na avenida da Boavista, mas sim num "anexo" da Escola Secundária Rodrigues de Freitas foi uma mera medida de conveniência, pois era muito mais fácil transformar esta parte do antigo liceu D. Manuel II do que criar de raiz um estabelecimento de ensino COMPLETAMENTE focalizado para a música e artes em geral.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O Osso da Dilma - crónicas de um lançamento trans-atlântico
Quando manifestei esse sentimento, o Nuno CB comentou, e muito bem:
Uma coisa é o Estado, outra será a simpatia pessoal ou a preferência partidária. OU deverá Portugal, apenas ter relações com um determinado tipo de países e de dirigentes?Já sei que discordo do Nuno CB em matérias políticas e estruturais para a fundação de uma nova monarquia em Portugal. Não será grande desafio, portanto, discordar agora numa matéria de política internacional que me parece, antes de tudo, uma matéria de espinha dorsal.
O Rei, a ser a mera personificação de um símbolo vazio, um funcionário público hereditário que desempenha funções formais, como a de ser um sub-secretário do Ministérios dos Negócios Estrangeiros com faculdades representativas, pode continuar perfeitamente engavetado nos Paços de Vila Viçosa. De representantes inúteis já eu tenho a minha conta, muito obrigado, cedida a cada quatro anos pela Augusta máquina da oclocracia instituída.
O Rei tem de ser rex, a regra. Ou pode voltar a embarcar para Gibraltar, e de lá para a Conchichina. Isso não quer dizer que deve, a todo o custo, qual Messias autocrata, impor a Boa Nova de mensagens tão sublimes e simples como esta: A todo o custo, afastarmo-nos da Dilma "Rousseau" Rousseff, porque ela é uma criminosa política e uma atentado às liberdades civis dos brasileiros. Mas de facto, o que se quer é um monarca cristão (como se considerou Dom Duarte) e uma Casa Real importada em demonstrar que segue uma política externa conduzida não apenas pela movimentação das ondas de Wall Street, mas antes por uma política de valores construtiva.
O que é bom nisto da Monarquia é permitir-nos pensar para daqui a 200 anos, e se ocorrerem imprevistos, não ficarmos com as calças na mão. Como é que ficará vista a Casa Real Portuguesa, no seio das outras casas reais católicas, e no seio dos seus principais apoiantes (tanto os presentes como os já passados) quando o Governo de Dilma afectar a liberdade económica dos brasileiros, já tão carregados com estado a crescer descontroladamente desde o tempo de Lula?
E o que será feito do prestígio da Causa Monárquica quando o aborto livre for reforçado na legislação brasileira? Ou o casamento homossexual, que Dom Duarte tão fortemente criticou?
Vamos mesmo querer gritar: "Tudo pela Monarquia, mesmo que a da Dilma?" Estamos assim tão necessitados de um osso brasileiro, atirado pelo PT? Já ninguém sabe reconhecer mau marketing? Não haverá uma razão pela qual Dilma comparou os Bragança de cá aos de lá? Ou acham que isto foi apenas uma jogada de consideração solidária? Desde quando a esquerda, na sua intrínseca mediocridade política, alguma vez atirou um osso à monarquia que não tivesse a intenção de lhe atiçar todos os cães raivosos do canil?
Não será mais importante a relação entre as duas Casas de Bragança que o Osso da Dilma? Uma criminosa e terrorista apoiada por toda a escumalha LGBT e Pró-Aborto do Brasil?
Mas andam os conselheiros da Casa Real todos na porca da Maçonaria? É tudo marca-burro PSD? É a Monarquia Portuguesa uma comitiva de "passou-bens" que cumprimenta todo e qualquer regime? Ó Dilma, porqué no te callas? (Não será melhor voltar aos reis espanhóis?)
O Rei Leopoldo abdicou o trono para não promulgar a lei do Aborto. O Duque e a sua entourage andam de mãos dadas com uma Presidência brasileira que até agora só conseguiu unir os conservadores, tradicionalistas e católicos brasileiros contra os "progressistas". E isto parece ser coisa boa para alguns.
O problema dos monárquicos é pensar que o contrário de Monarquia é República. Também é possível uma Não-Monarquia. E é para ela que se caminha.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
"A gravidez da mulher violada ou o fim prolongado do doente terminal são problemas desagradáveis de considerar. A homossexualidade, o divórcio, a contracepção e as crenças dos outros exigem de quem discorda o esforço da tolerância."
Esses problemas são tão desagradáveis de considerar, que muitos preferem acabar com eles pela raíz: mata-se o bebé e o doente em sofrimento.
Na questão da homossexualidade, divórcio e contracepção, é sabido que "esforço da tolerância", em relativês significa que podemos tolerar todas as posições, menos as que sejam desfavoráveis ou critiquem essas práticas. A não ser assim, porque protestariam pessoas adultas contra a tradição cristã defendida pelo Papa; se ela não as impede de aderirem aos actos de sodomia, lesbianismo, contracepção e divórcio que bem entenderem?
É por isto que os neo-ateus, gayzistas, feministas, esquerdistas, humanistas e outros movimentos do género, protestam contra o Papa. Não suportam que alguém pense de maneira diferente deles. Os mentirosos, como Ludwig Krippahl, inventam Ratzinger quer obrigar todos a viverem de determinada maneira, ou que quando defende a vida, o casamento e a família, se baseia no argumento de autoridade "Deus disse-me que tinha de ser assim". É uma boa forma de fugirem à responsabilidade que lhes compete de apresentarem argumentos eticamente válidos para se permitir, por exemplo, o aborto ( livre ou "excepcional") e a eutanásia; já que tais argumentos simplesmente não existem.
Os neo-ateus pedem-nos para acreditar que o futuro será melhor sem religião (sem qualquer prova, já que o futuro nunca pode ser provado); e que eles são representantes da ciência, do pensamento crítico e interessados no bem-estar da humanidade. Quando o Papa aconselha a que se tenha fé em Deus, e não em homens; isto é de uma violência tão grande para os que acreditam que são mesmo boas pessoas, que eles se sentem legitimados a irem para as ruas chamar nazi, pedófilo ou assassino ao Papa. Tudo isto, pelo amor que têm à humanidade.
Sobre a Teorização Contratualista das Origens do Estado
"Uma sociedade não se constitui pelo acordo das vontades. Pelo contrário, todo o acordo das vontades pressupõe a existência de uma sociedade, de gentes que convivem, e o acordo não pode consistir senão em determinar uma ou outra forma dessa convivência, dessa sociedade preexistente. A ideia da sociedade como reunião contratual, portanto jurídica, é o mais insensato ensaio que se fez, para deitar o carro adiante dos bois. Porque o direito, a realidade direito (não as ideias do filósofo, jurista ou demagogo acerca dele), é, se me permitem a expressão barroca, secreção espontânea da sociedade, e não pode ser outra coisa"
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
E Assim Surgiu o Estado-Deus
...Be it enacted, by authority of this present Parliament, that the king, our sovereign lord, his heirs and successors, kings of this realm, shall be taken, accepted, and reputed the only supreme head in earth of the Church of England, called Anglicans Ecclesia; and shall have and enjoy, annexed and united to the imperial crown of this realm, as well the title and style thereof, as all honors, dignities, preeminences, jurisdictions, privileges, authorities, immunities, profits, and commodities to the said dignity of the supreme head of the same Church belonging and appertaining; and that our said sovereign lord, his heirs and successors, kings of this realm, shall have full power and authority from time to time to visit, repress, redress, record, order, correct, restrain, and amend all such errors, heresies, abuses, offenses, contempts and enormities, whatsoever they be, which by any manner of spiritual authority or jurisdiction ought or may lawfully be reformed, repressed, ordered, redressed, corrected, restrained, or amended....
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Souvenir de toi
Os seus lábios defendendo-me das selvagens arrancadas para a vida, pondo-me a levitar entre seus doces matizes.
E porque a vida não é só Futebol do melhor, aqui fica a minha predilecção por Serge Gainsbourg, um boémio no seu melhor patamar de loucura escatológica e criação artística.
Aconselho vivamente, num dos intermináveis dias de chuva (pois se é a chuva que me acompanha neste momento "dans mon lit" avec toi ma cherie, seulement toi et rien d'outre, ta peau près de moi....
...todo o album, de um só fôlego, "de Gainsbarg à Gainsbarre".
Porque o Futebol também é uma arte (e ontem fez-se um grande espectáculo)
Houve um terramoto ontem durante 2 horas,
com epicentro no Estádio do DRAGÃO, grau 5 na Escala de Richter *
Matou 11 pessoas e + 1 que se acha JESUS
e, diz-se à boca cheia, que feriu mais 6 milhões de mouros!!!!
O Grupo dos 5 reuniu-se de novo para dar mais aventuras. Esta tem o nome: "David Luiz e a procura de um animal fantástico chamado HULK!!!"
Os Reis Magos deram 3 presentes a Jesus
Desta vez, vieram mais cedo ao Dragão dar 5!!!
O campeonato, agora, só na Playstation!!!
*Ainda irei falar do Sviatoslav Richter, grande pianista do século passado...
Que nos diz essa ideologia marxista? Diz-nos que, partindo da crença de que o transcendente não existe, todas as formulações morais acerca da condição humana não passam de isso mesmo, de meras formulações, e que são o resultado do processo histórico. A Família, a propriedade e até o próprio Estado, são convenções relativas ao tempo e ao espaço, sem qualquer tipo de referência objectiva e sem critério exterior. Não são características impressas na natureza do homem, mas construções ideológicas da vontade. Tudo é, para o marxismo, fruto da vontade, e é essa vontade que comanda os destinos da moral, não o contrário. E que vemos nós hoje em Portugal? Casamento homossexual; aborto; controlo/influência estatal dos grandes negócios; o poder usado como mero objecto de lucro partidário. Em suma, a transformação (ou a deformação) de todas as verdades inegociáveis.
domingo, 7 de novembro de 2010
A Alma de um Campeão - O meu clube - Futebol Clube do Porto
Desde 94/95 (início do Penta-Campeonato do F.C.P.) que o 1º calssificado não tinha 10 pontos de vantagem sobre o 2º Lugar.
Foi o desempate, este fim de semana, nos embates destes 2 clubes, pois tinham-se defrontado em Hóquei em Patins (Benfica-FC Porto, 5-7) , e em andebol (Benfica - FC Porto, 31-30).
Viva o PORTO, CARAGO!!!
sábado, 6 de novembro de 2010
Aviso ao Leitor
Desde já, ficamos-lhe muito agradecidos.
O custo do empreendorismo
O meu grande "camarada" Manuel Rezende, desde que me conhece e sabe das minhas posições políticas e económicas, vem me vindo a fazer convites para espalhar algum bom senso na populaça em geral! Ora, dado o meu treinamento em Direito com especial incidência no Direito Fiscal e aliado ao facto de trabalhar como consultor fiscal, ficou sob minha alçada esse místico tema que é uma das certezas da vida - para os menos cultos e/ou atentos - "Morte e impostos".
Fazendo a minha estreia neste interessante blog, venho falar de forma muito geral e concisa do custo que hoje em dia qualquer empreendedor tem de suportar para aproveitar do nosso assim chamado "capitalismo".
Mas, não venho cá falar do problema de que todos falam, que é a parte fiscal...não, isso seria muito simples e muito óbvio. Por isso podemos considerar como matéria assente, que em Portugal há um excesso de impostos, há um excesso de taxas e de contribuições! Portugal é um país caro de se fazer negocio, e se pensarmos no que recebemos em troca dos impostos altos, torna o investimento ainda menos interessante (pensem nos anos que uma questão fiscal demora a ser resolvida, o tempo que demora executar uma pessoa, os péssimos caminhos de ferro que temos, e os nossos portos, podiam ser muito melhores...e acho que não preciso de falar das nossas "queridas" SCUTS pois não?
Temos assim como ponto assente, que Portugal é uma país em que se paga muitos impostos, "and we don't get what we need". Como tal, peço que retirem por enquanto o foco na parte fiscal no seu estrito senso, e pensem no que é preciso gastar para cumprir esse "dever fundamental de pagar impostos"!
Ora bem, o Estado, (e isso não é só o português, mas de todas as democracias do mundo) impõe ao sujeito passivo uma série de obrigações acessórias, seja a contabilidade organizada, a inscrições em bases de dados, Intrastat (dados estatísticos), VIES (IVA nas trocas entre Estados-Membros), IES (Informação empresarial simplificada - o termo simplificada é só mesmo para o Estado ter maior facilidade em cruzar dados), a necessidade de haver um programa de facturamento, auditorias legais, etc etc.
Pois, como tudo na vida esses sistemas custam dinheiro, e não pouco. O que acontece aqui, é bastante simples, o Estado que não pode controlar todos os sujeitos passivos, não pode ter um inspector tributário em cada empresa - embora a minha experiência diga que há empresas que são inspeccionadas todos os anos - colocou nos particulares o ónus de liquidar o imposto, e de ainda por cima reunir, tratar e entregar os dados que são usados para o fiscalizar - o que já aqui coloca uma dúvida se o sujeito que cometeu um crime tributário, tem o dever de se auto-incriminar ao fornecer dados que provam o que ele fez!
Torna-se assim importante ao olhar para os gastos fiscais de uma certa empresa, olhar igualmente para os seus gastos administrativo de gestão das suas obrigações tributárias. Se numa pequena, média empresa já costuma ser necessário haver uma única pessoa em exclusiva dedicação para o cumprimento dessas obrigações, nos grandes grupos económicos, onde é ainda mais premente a necessidade de redução de custo para uma maior competitividade, são necessários verdadeiros departamentos financeiros apenas para tratar de todas as obrigações "acessórias".
Temos no fundo, um inspector tributário em cada empresa, só que pago pela mesma! E se essa obrigações não são escrupulosamente cumpridas, há lugar à contra-ordenações, há lugar à crimes tributários, e processos em tribunal que duram décadas.
Quais as conclusões que devemos tirar neste quadro? Bem, que o Estado passa para os produtores de riquezas, para os operadores económicos, algo que devia ser por si feito! Que não se preocupa com o peso que essas obrigações têm na competitividade das mesmas, cria obrigações e deveres, sem pensar nos seus efeitos, sem pensar que por cada euro usado para "preencher o papel", é menos um euro injectado na economia.
Pelo menos existe o lado positivo nisso tudo....criam-se empregos...até as empresas abrirem insolvência.
Honestidade.
Yes I did. I don't like the judicial system, I don't like the government system, I don't like the police, I don't like anything to do with this country's government. I just don't like it, because, they're sneaky, like I said, they're deceitful, they're lying, they're cheats, they rip the people off. That's the American government for you.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
À memória eu me confesso
Grande Clássico
Futebol Clube do Porto versus Sport Lisboa e Benfica
Como tal, só espero que não aconteça isto (ver bem dos minutos 3.20 para diante), ou até pode acontecer - já que, mesmo sendo portista, tenho de admitir que é uma grande jogada de insistência nos corredores laterais com flanqueamento de jogo (toma Luís Freitas Lobo), com ressaltos, muita emoção e excelente finalização - mas que o Porto dê tanto ou mais espectáculo. Que seja um grande jogo e que seja música para os meus ouvidos!!!
P. S. Isto de ver RTP Memória tem destas, assim pude relembrar a primeira emissão do TAL CANAL, muito bom humor, onde aparece esta pérola e muitas outras. Vale a pena rever.
Música em Conjunto
Eis uma síntese, em forma de CD, em lema, da combinação entre Vadim Repin, violinista e Nikolai Lugansky, pianista. 2 Excelentes músicos, artistas no melhor sentido da palavra. Amor eterno. Faísca. Estudo.
Para quem quer mais, aqui f i c a (cada letra um andamento) algo que me fascinou ao primeiro acorde. Sonata para violino e piano de César Franck.
Nunca mais chega dia 3 Março próximo - Casa da Música - Lugansky
Trabalho
Ainda por cima, na prática musical, muitas vezes é o nome que conta, nada mais. Porque, sendo uma mania de artistas, "nós temos de pugnar por uma sociedade justa e fraterna, onde todos temos direitos iguais (e os deveres?) e defendemos os valores de esquerda", por isso, "actuamos como se já fôssemos pobres, aterrorizados na preparação dos jantares de amigos por causa do preço do prato tal (quando na verdade até pagam mais e são mal servidos, pois só querem é beber à pala). Mas quando referimos os nossos professores "Ai , que fulano ou cicrano é melhor, mas foi porque teve sorte, ou dinheiro dos pais, ou porque teve cunhas financeiras e favores pessoais". Ou seja, todos iguais na pobreza, porque se alguém consegue algo à custa de dinheiro - e talento, ok? - está fora do anarquismo dos sugadores de dinheiros públicos para andarem a fazer - ou tentar fazer - algo "prá frentex".
Vão mas é estudar!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
O próximo jantar/tertúlia da Plataforma Pensar Claro terá como orador o doutor António Balbino Caldeira e será já na quarta-feira, dia 10 de Novembro. O tema será «O estertor do socratismo e a oportunidade de uma IV República portuguesa».
O nosso convidado é mestre em gestão de empresas e professor no Instituto Politécnico de Santarém. Para quem não conhecer pode conhecer mais sobre o orador em .plataformapensarclaroblogspot.com.
Como noutras ocasiões, o local escolhido foi o restaurante Campo Alegre. O preço é de 16 euros para estudantes e 21 euros para profissionais.
Confirma para plataformapensarclaro@gmail.com.
Esperamos poder contar com todos!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Recordações de um Concerto
De salientar que foi uma excelente aula de como tocar cravo, de modo a que não se torne aborrecido, com alma, com ênfase em toda a estrutura harmónica, com todo o esplendor do barroco francês, italiano e outros.
E por que raio ele andou a trocar a ordem das peças? E já agora, não havia peças de Carlos Seixas mais interessantes que a que tocou? Parecia a música do Sol e Dó (tipo pimbalhada ou música de coreto ou de banda filarmónica da vila).
E teve até outro must em concertos de cravo: a personagem que adora cravo e que se diz amante deste instrumento (sendo aspirante a pianista) mas cujos gostos são um pouco duvidosos, para não dizer "malucos". Seus bravos já ecoavam pela sala logo ao terminar das peças finais (encores), seu respirar sufocava a assistência, sua postura de defesa de uma certa cravista ensardanava toda a gente com seus argumentos mais que falaciosos e aborrecidos.
E pronto, quando se tem boa companhia para se ver e ouvir boa música, tudo o resto é paisagem (como se pode ver nos corredores de uma sala de concertos).
«Esta, a verdade, quer só dar-se a quem a procura por amor, exclusivamente por sua formosura, não pelo aplauso ou pelo preço que possa render. Ora isto é o que não podem fazer as literaturas oficiais. Seria renegar o seu mesmo princípio, o culto da opinião, e o seu fim, o triunfo ruidoso mas efémero das praças públicas. Falam às maiorias, têm de ser comuns. Dirigem-se ao vulgo, têm de ser vulgares. Especulam com as paixões públicas, têm de as aceitar e lisonjear. Dependem dos ídolos do dia, têm de os incensar. Recolhem juro dos prejuízos e ilusões nacionais, têm de conservar esse capital rendoso. Têm por infalível pontífice o juízo popular, não podem renegar de suas doutrinas, seus dogmas, seus cultos. Hão-de ir sempre ao nível do espírito público, do pensar das maiorias: nunca acima. Serão entendidos, aplaudidos, estimados. Nunca, porém, elevarão, nunca hão-de ensinar, nunca hão-de mostrar mais do que pode ver qualquer dos que estão no meio da turba ...» ( Ib ., IV).
Antero de Quental, Bom Senso e Bom Gosto
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