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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Falta explicar uma coisa no meio de tudo isto. Se essas formas de vivência comum são todas lícitas e se não pode escolher entre formas de vida em comum, no que é que a adopção é melhor que a institucionalização das crianças? A solução para as crianças órfãs seria a sua adopção pelas instituições que as acolhem. O que é claramente um contra-senso.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Caíu mais uma vez a "desadopção" gay


Uns lutam pelo direito a ter crianças, como quem quer coleccionar animais de estimação, outros lutam pelo direito das crianças a terem um pai e uma mãe - direito até agora reconhecido pela sociedade e em risco de extinção.
Não há dúvida qual é o lado caprichoso, burguês e voluntarista - não há dúvida qual é o lado verdadeiramente revolucionário, idealista, romântico.
De um lado a libido dos frustrados, do outro a certeza na força do Amor incondicional paterno e materno.

O pensamento pró-aborto comunga das mesmas falhas que a defesa da "desadopção" gay.
Problema: Não há "condições" para criar/ter filhos.
Solução conformista: Permitir o aborto.
Solução construtiva: Criar condições na sociedade que favoreçam e enalteçam a maternidade e a paternidade.

Problema: Os casais heterossexuais abandonam crianças.
Solução conformista: Permitir a adopção contrária à biologia humana e à lei natural.
Solução construtiva: Criar condições na sociedade que favoreçam e enalteçam a maternidade e a paternidade.

Mas a Esquerda não quer saber de falácias, como não quer saber de argumentos, da família ou da sociedade. Tão pouco se interessa pelas crianças, uma vez que diz se preocupar com o "máximo interesse da criança" e defende o seu extermínio no ventre da mãe ao mesmo tempo.
São eles os verdadeiros burgueses e os verdadeiros reaccionários, incapazes de reformas que melhorem, de facto, a sociedade.

O projecto-lei não passou porque a direitinha preguiçosa e farisaica não vê forma de ganhar votos abstendo-se ou votando a favor. Não me parece que voltemos a ter a mesma sorte. Enquanto nos limitarmos à defensiva, este tipo de coisas será inevitável.

O que quer que seja decidido numa casa de corrupção e vício como a Assembleia da República, para o bem ou para o mal, a luta da Família contra a Distopia, em vigor há 3 séculos, não vai acabar. Somos mais de quebrar do que torcer.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os Inimigos da Família



But there is, curiously enough, a third thing of the kind, which I am really inclined to think that I dislike even more than the other two. It is not the Communist attacking the family or the Capitalist betraying the family; it is the vast and very astonishing vision of the Hitlerite defending the family. Hitler's way of defending the independence of the family is to make every family dependent on him and his semi-Socialist State; and to preserve the authority of parents by authoritatively telling all the parents what to do. 
His notion of keeping sacred the dignity of domestic life is to issue peremptory orders that the grandfather is to get up at five in the morning and do dumb-bell exercises, or the grand mother to march twenty miles to a camp to procure a Swastika flag. In other words, he appears to interfere with family life more even than the Bolshevists do; and to do it in the name of the sacredness of the family. It is not much more encouraging than the other two social manifestations; but at least it is more entertaining. 

 THREE FOES OF THE FAMILY, GK Chesterton.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Que nos diz essa ideologia marxista? Diz-nos que, partindo da crença de que o transcendente não existe, todas as formulações morais acerca da condição humana não passam de isso mesmo, de meras formulações, e que são o resultado do processo histórico. A Família, a propriedade e até o próprio Estado, são convenções relativas ao tempo e ao espaço, sem qualquer tipo de referência objectiva e sem critério exterior. Não são características impressas na natureza do homem, mas construções ideológicas da vontade. Tudo é, para o marxismo, fruto da vontade, e é essa vontade que comanda os destinos da moral, não o contrário. E que vemos nós hoje em Portugal? Casamento homossexual; aborto; controlo/influência estatal dos grandes negócios; o poder usado como mero objecto de lucro partidário. Em suma, a transformação (ou a deformação) de todas as verdades inegociáveis.

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves