terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dinheiro, Dinheiro, Dinheiro


Sou muito católico. Na realidade, não interessa se é muito católico, o importante é conhecer bem a família. Somos todos iguais perante Deus, logo se vê: o cerimonial, o aprumo, as eminências embatinadas são as mesmas, tratando-se de um Cavaleiro da Ordem de São Não-sei-Quantos ou da filha de uma peixeira. Que horror, mas como poderia ser de outra forma? Cada um ao seu nível. «Na casa de Meu Pai há muitas moradas». Evidentemente, há solares, há umas moradias para esses novos-ricos detestáveis com quem vou casar os meus filhos, e há os bairros sociais para essa gente muito santa, de quem eu quero muita distância. Dinheiro, Dinheiro, Dinheiro.
Está feita a actualização do meu sistema.
Perdido nestes delírios, empreendi.
Uma das hipóteses macroeconómicas que tem, embora implicitamente, tido mais impacto na nossa vida corrente é a … Oh, o texto já vai tão longo. O que interessa é que empreendi, sou um empreendedor. Se falasse agora do que empreendi, alguém leria? Alguém tem tempo para ler? Isto não é um Relatório e Contas, e mesmo que fosse, sabe Deus – perdão, Dinheiro – quantos o leriam. 
Hugo, fizeste bem. Neste texto, perdeste-te. Já não há volta a dar. É um texto para esquecer. Para a semana falaremos então do que interessa: Dinheiro, Dinheiro, Dinheiro. 
HPdA

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves