Abdicação
Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho... eu sou um rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa - eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.
Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'
Soneto publicado no nº9 de Fevereiro de 1920 na revista "Ressureição", dirigida por José Gomes Ferreira
Deathbed Conversions and the Limits of Pascal’s Wager: Scott Adams and the
Question of Authentic Faith
-
In Christian theology, salvation is not a bureaucratic threshold or an
actuarial table. It rests on repentance, confession of sin, and genuine
faith in Jes...
Há 3 horas
