quinta-feira, 16 de abril de 2015

Coca-Mola

O mais recente anúncio gay-friendly da Coca-Cola a passar na Televisão Portuguesa apresenta a típica mensagem distorcida dos valores comezinhos adaptados às modas da contemporaneidade.
Qual exercício neo-conservador, presta-se esta empresa a participar na massiva campanha para iludir os consumidores (que é o que nos resta, uma vez que cidadãos já não existem) de que os valores tradicionais da Família são compatíveis com o seu contrário, a não-família, o engano, a privação de uma criança de reconhecer um elemento feminino e masculino como seus geradores, enfim, a mundividência burguesa da sociedade.
Não admira reparar mais uma vez que a principal aliança do capitalismo mais desumano e destrutivo, do qual a Coca-Cola é fiel representante, é com os apaniguados do "progresso social". A luta para criar um mundo hedonista de pessoas que se definem pelo sexo das pessoas com quem se deitam é compatível, a cem por cento, com o actual regime económico que visa tornar-nos a todos em meros consumidores.
Como é agora hábito entre a esquerda, posto de parte o incentivo revolucionário, é agora altura de apelar ao trending, ao marketing e à desinformação, à destruição de conceitos basilares da sociedade para promover a mudança com o máximo de anestesia possível. Para que o consumidor coma caladinho e satisfeito.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Artigos

“La Révolution Conservatrice n’est pas du tout un mouvement unitaire” 

Les représentants de la Révolution Conservatrice allemande n’ont que rarement utilisé ce terme pour se désigner eux-mêmes. L’expression ne s’est imposée qu’à partir des années 1950, à l’initiative de l’essayiste Armin Mohler, qui a consacré à cette mouvance un énorme « manuel » (La Révolution Conservatrice en Allemagne, 1918-1932) traduit en France en 1993. Elle désigne couramment ceux des adversaires de la République de Weimar, hostiles au traité de Versailles, qui se réclamaient d’une idéologie « nationaliste » distincte de celle du national-socialisme. Mohler les regroupe en trois familles principales : les jeunes-conservateurs (Moeller van den Bruck, Othmar Spann, Oswald Spengler, Carl Schmitt, Wilhelm Stapel, etc.), les nationaux-révolutionnaires (Ernst Jünger [photo], Franz Schauwecker, Ernst Niekisch, etc.) et les Völkische, qui sont des populistes à tendance souvent biologisante ou mystique. La Révolution Conservatrice n’est donc pas du tout un mouvement unitaire, même s’il existe entre ses représentants certains points communs. C’est plus exactement une mouvance, qui ne comprend pas moins de trois ou quatre cents auteurs, dont seule une minorité ont été traduits en français. Cette mouvance n’a pas à proprement parler d’équivalent dans les autres pays européens, mais pour ce qui concerne la France, on pourrait à bien des égards la rapprocher de ceux que l’on a appelés les « non-conformiste des années trente ».

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Sobre o regicídio

Lembrar o regicídio é mais do que um exercício de crença monárquica, é um acto patriótico. A morte de Dom Carlos I e do Príncipe Real não se deve à dicotomia Monarquia vs. República. 
Deve-se à actividade de um Chefe de Estado (D. Carlos) que procurou reabilitar uma instituição do Estado (a Monarquia em si, a instituição real) e o Estado ao mesmo tempo - contra os interesses da partidocracia "dos caciques", grande parte destes constituídos pelas "famílias-bem" que não só desertaram a Monarquia em todas as situações, durante o século passado, em que esta dependeu delas, como também conspirou activamente para a sua destruição. A Carbonária não passou da arma empunhada por grupos de interesse enfestados de gente republicana e monárquica.
Republicanos ou monárquicos, a data de hoje serve para nos lembrar o que espera a todos os que procuram contrariar o destino de um país que está a saque há mais de 200 anos por um bando a quem as questões de regime, governo e bem comum não interessam.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Impoluto

"Era para mim a imagem do 'espírito prussiano' no que tem de melhor. Era simples, austero, com um enorme sentido do dever e politicamente incorruptível. Quando lhe perguntei porquê, respondeu-me: 'Não quero viver melhor do que os meus soldados.' Quando me disse isto, há muito que já não comandava tropas. Mas continuava a viver como um soldado, apesar dos nazis lhe terem retirado todos os comandos em 1939. Viver como um soldado queria dizer manter-se impoluto, impávido, independente em relação à época e às suas vicissitudes; belo fio condutor para uma vida inteira, sobretudo nos tempos conturbados que a Alemanha atravessou durante cinquenta anos."

Conde August von Kageneck sobre o Príncipe Óscar da Prússia, conforme citado em "O Século de 1914", de Dominique Venner. Porto: Civilização Editora, pág. 48

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Falta explicar uma coisa no meio de tudo isto. Se essas formas de vivência comum são todas lícitas e se não pode escolher entre formas de vida em comum, no que é que a adopção é melhor que a institucionalização das crianças? A solução para as crianças órfãs seria a sua adopção pelas instituições que as acolhem. O que é claramente um contra-senso.


domingo, 25 de janeiro de 2015

O meu bem tem trajo
A' contrabandista,
Chapéu á espanhola
Cinta á realista.

"O Rei Chegou", Cancioneiro Popular Político (1906), de A. Thomaz Pires

A mulher do Claudino
E' uma santa mulher,
Dá os ossos ao marido,
A carne a quem ela quer.

"O Rei Chegou", Cancioneiro Popular Político (1906), de A. Thomaz Pires

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Caíu mais uma vez a "desadopção" gay


Uns lutam pelo direito a ter crianças, como quem quer coleccionar animais de estimação, outros lutam pelo direito das crianças a terem um pai e uma mãe - direito até agora reconhecido pela sociedade e em risco de extinção.
Não há dúvida qual é o lado caprichoso, burguês e voluntarista - não há dúvida qual é o lado verdadeiramente revolucionário, idealista, romântico.
De um lado a libido dos frustrados, do outro a certeza na força do Amor incondicional paterno e materno.

O pensamento pró-aborto comunga das mesmas falhas que a defesa da "desadopção" gay.
Problema: Não há "condições" para criar/ter filhos.
Solução conformista: Permitir o aborto.
Solução construtiva: Criar condições na sociedade que favoreçam e enalteçam a maternidade e a paternidade.

Problema: Os casais heterossexuais abandonam crianças.
Solução conformista: Permitir a adopção contrária à biologia humana e à lei natural.
Solução construtiva: Criar condições na sociedade que favoreçam e enalteçam a maternidade e a paternidade.

Mas a Esquerda não quer saber de falácias, como não quer saber de argumentos, da família ou da sociedade. Tão pouco se interessa pelas crianças, uma vez que diz se preocupar com o "máximo interesse da criança" e defende o seu extermínio no ventre da mãe ao mesmo tempo.
São eles os verdadeiros burgueses e os verdadeiros reaccionários, incapazes de reformas que melhorem, de facto, a sociedade.

O projecto-lei não passou porque a direitinha preguiçosa e farisaica não vê forma de ganhar votos abstendo-se ou votando a favor. Não me parece que voltemos a ter a mesma sorte. Enquanto nos limitarmos à defensiva, este tipo de coisas será inevitável.

O que quer que seja decidido numa casa de corrupção e vício como a Assembleia da República, para o bem ou para o mal, a luta da Família contra a Distopia, em vigor há 3 séculos, não vai acabar. Somos mais de quebrar do que torcer.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

João da Baiôa

João da Baiôa,
No seu cavallinho,
E co' a sua espada,
É um passarinho.

João da Baiôa
É um valentão,
Matou dezaseis
P'ra vingar o irmão.

João da Baiôa,
Morreu, já lá vae,
Lá ficou chorando
A mãe mais o pae.

João da Baiôa foi um famoso guerrilheiro miguelista, notório por ter vingado a morte do irmão, Fancisco da Baiôa, antes dele próprio ter morrido às mãos da Guarda Nacional.

Às armas com valor!

Dar o seu a seu dono
É um dever natural,
D. Pedro rei do Brazil,
D. Miguel de Portugal.

D. Miguel subiu ao throno,
D. Pedro assim o quiz,
Viva o senhor D. Miguel,
Que é senhor do seu nariz.

Entre Pedro e D. Miguel
Ninguém metta o seu nariz,
Pois se D. Miguel é rei
D. Pedro assim o quiz.

Às armas com valor,
Já marchou toda a nação,
Viva el-rei sor D. Miguel
Mais a Santa Religião.

D. Miguel vae p'r'ó altar,
Com dois palmitos aos lados,
Em quanto se abrem masmorras
Para metter os malhados.

Viva o senhor D. Miguel
Toda a familia real,
Viva o senhor D. Miguel
Nosso rei de Portugal.

Trovas Absolutistas, Cancioneiro Popular Político (1906), de A. Thomaz Pires

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Triste Realista

Eu sou realista,
Eu sou de nação,
Meu pae, minha mãe,
Corcundinhas são.

Ando triste pelos montes,
Nem por isso passo mal,
Antes triste realista,
Que alegre constitucional.

Trovas Absolutistas, Cancioneiro Popular Político (1906), de A. Thomaz Pires

domingo, 30 de novembro de 2014

Hunting the Tiger

«Hunting the tiger. Ele encontrou a expressão exacta do que qualquer homem digno desse nome é capaz de experimentar um dia ou outro, este filho de uma raça jovem e audaciosa que enterrámos há pouco, com vinte dos seus camaradas. O combate faz parte das paixões de primeira grandeza. E ainda não vi alguém que o instante da vitória não tenha emocionado. Amanhã isso vai tornar a apoderar-se de nós, quando, após uma rápida luta de morte, depois de um desencadeamento dos meios mais refinados, depois do gigantesco desdobramento de forças de que o homem moderno é capaz, tivermos fixado os olhos no fundo do desfiladeiro e no seu fervilhar de fugitivos. E, uma vez mais, todos soltarão, de uma boca que se escancara em goela, esse grito demente, esse grito longo que tantas vezes nos trespassou os ouvidos. É um canto infinitamente velho que ressurge da nossa alvorada e que nunca se teria pensado que ainda estivesse vivo em nós.
Amanhã reviveremos um desses instantes, e talvez agora mesmo, do outro lado, serpenteiem através do fogo os pequenos grupos que vamos enfrentar. Nunca nos vimos, e revestimos, por isso, uns para os outros a importância do destino. "Deve ser terrível matar pessoas que nunca viram." É o que se ouve, muitas vezes, quando se está de licença, longe do fogo, da boca da gente com tendência para as considerações sentimentais. "Sim, se ao menos eles vos tivessem feito alguma coisa." Está tudo dito. Têm de odiar, têm de ter um móbil pessoal para matar. Que se possa respeitar o adversário, mesmo quando nos batemos, não, evidentemente, contra o homem, mas contra o princípio puro, que alguém possa empenhar-se por uma ideia e por todos os meios do espírito e da violência, inclusive o lança-chamas e os gases de combate, são coisas que nunca compreenderão. Só se pode discutir isso entre homens. Enquanto ser pensante, não se pode matar sem outra forma de processo. Quanto mais nos sentimos ligados à vida pelo músculo, o coração e o cérebro, mais temos por ela um profundo respeito. Mas um dia, cedo ou tarde, reconhece-se que o devir está acima da vida.»

Ernst Jünger, A Guerra como Experiência Interior. Ulisseia, 2005, pág. 93

domingo, 23 de novembro de 2014

Ao Calor do Corpo

"Ao calor do corpo, as pólvoras não se molham nem os fulminantes falham com a humidade das noites." Explicava ele, aconchegando a larga cinta a descer muito abaixo das abas da jaleca de alamares de prata. Costumava atacar a curta espingarda de boca de sino - o seu trabuco - com buchas de papel, cortadas das proclamações do General Miguelista Macdonell, bem crente de que a boa doutrina, espalhada por descarga de zagalotes, mais fundo penetraria, do que a propaganda das literaturas.
(...)
"Olhe Menino! Digam o que disserem, façam o que fizerem, em Portugal não pode haver sossego sem honra... Grande crime, grande castigo!"

Carta a um Príncipe, Conde de Alvelos

A minha Lista de blogues

Seguidores

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves