terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Pedaços de Portugal

A Lorcha, uma embarcação tradicional de Macau, exemplo da mistura entre a cultura náutica portuguesa e chinesa.  

 fonte: Caxinas

domingo, 13 de janeiro de 2013

Quando D. Miguel passou por Ermesinde

Marcas de Um Rei - Piedade e Clemência
"Dirigio-se ElRei Nosso Senhor ao Hospital de Sangue da Formiga, percorrendo todas as suas enfermarias, demorando-se particularmente naquella em que estão os bravos militares, que forão feridos no campo da honra na justa defeza do Rei e da Patria. He impossivel explicar as demonstrações de benignidade, e de affecto, que ELRei Nosso Senhor Prodigalizou áquelles seus leaes Vassalos, como tambem se não póde pintar a emoção, que nelles, e em todos os circunstantes causou aquella scena verdadeiramente interessante, e pathetica. Depois de haver Sua Magestade assim penhorado dos mais vivos sentimentos de gratidão, e contentamento aquelles fieis guerreiros Seus defensores, Passou à Enfermaria onde se curão os prizioneiros rebeldes, que se achão feridos, e Patenteando toda a Grandeza de Seu animo verdadeiramente Real, e da Sua Piedade e Clemencia verdadeiramente Christã, Tratou com a mesma bondade e carinho aquelles seus inimigos, que tinhão vindo armados a este Reino com o sacrilego fim de atacar os direitos da sua incontrastavel Legitimidade. He escusado referir a sensação, que em todos produzio espectaculo tão tocante. Concluido este acto, tomou ELRei Nosso Senhor em direitura o caminho de Braga."
no jornal A Voz de Ermesinde

agradecido ao meu amigo Pianista!

A Arte do Mando

no MLP

O CJM, o RDM, a OSN ou quaisquer outros diplomas jurídico-militares daqueles tempos tinham uma valia indisputável, mas nem tudo isto somado chegava para conduzir homens ao combate. Vai-se à luta à voz de quem é Chefe. E o Chefe não impõe nada nem é eleito; o Chefe impõe-se e é aceito como tal! Quando muito, se as circunstâncias requerem acto mais sonoro, o Chefe é aclamado! Mas a aclamação do Chefe, como sucedia em Cortes aos Reis da antiga monarquia portuguesa, não tem efeito constitutivo da sua dignidade, senão de reconhecimento dela!
a lembrar De Maistre

sábado, 5 de janeiro de 2013

O Mundo Apóstata

El desprecio de la virginidad, la pérdida del sentido de lo sagrado, el prestigio de lo irracional, falso y feo, la maldad gratuita –romper a pedradas las farolas de un paseo, costosamente adquiridas y colocadas por la comunidad del barrio–, la división de la nación en partidos siempre contrapuestos y en guerra, la devaluación del patriotismo hasta el ridículo, el menosprecio de los padres y de los ancianos, la aversión sistemática a la tradición de los antepasados, la veneración por la homosexualidad, la idolatrización de artistas y líderes especialmente degenerados y perversos, la admiración imbécil en el arte de fealdades patentes y deliberadas… Todos ésos, y otros muchos males, en los países pobres y paganos no existen en la medida en que se dan en el mundo apóstata del cristianismo.
Reforma o apostasía

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Minha doce trigueira



Porque andas tu mal comigo
Ó minha doce trigueira
Quem me dera ser o trigo
Que andando pisas na eira

Quando entre as mais raparigas
Vais cantando entre as searas
Eu choro ao ouvir-te as cantigas
que cantas nas noites claras

Por isso nada me medra
Ando curvado e sombrio
Quem me dera ser a pedra
em que tu lavas no rio

E falam com tristes vozes
Do teu amor singular
Aquela casa onde coses
Com varanda para o mar

Por isso nada me medra
Ando curvado e sombrio
Quem me dera ser a pedra
Em que tu lavas no rio


Poesia de Gomes Leal

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Paz Sem Limites


Ruhe auf der Flucht by Adrian Ludwig Richter, 1873

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles. 

Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo; alegram-se diante de ti como os que se alegram no tempo da colheita, como se regozijam os que repartem os despojos. 
Pois Tu quebraste o seu jugo pesado, a vara que lhe feria o ombro e o bastão do seu capataz, como na jornada de Madian. 
Porque a bota que pisa o solo com arrogância e a capa empapada em sangue serão queimadas e serão pasto das chamas. 
Porquanto um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros, e o seu nome é: Conselheiro-Admirável, Deus herói, Pai-Eterno, Príncipe da paz. 
Dilatará o seu domínio com uma paz sem limites, sobre o trono de David e sobre o seu reino. Ele o estabelecerá e o consolidará com o direito e com a justiça, desde agora e para sempre. Assim fará o amor ardente do SENHOR do universo. 


Salmos 96(95),1-2a.2b-3.11-12.13.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Camões, de Roy Campbell

Camões, alone, of all the lyric race,
Born in the black aurora of disaster,
Can look a common soldier in the face:
I find a comrade where I sought a master:
For daily, while the stinking crocodiles
Glide from the mangroves on the swampy shore,
He shares my awning on the dhow, he smiles,
And tells me that he lived it all before.
Through fire and shipwreck, pestilence and loss,
Led by the ignis fatuus of duty
To a dog’s death — yet of his sorrows king —
He shouldered high his voluntary Cross,
Wrestled his hardships into forms of beauty,
And taught his gorgon destinies to sing. 


Roy Campbell

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Palavra "Caridade"

"Hoje em dia as pessoas têm medo da palavra “caridade”, têm medo de palavras, atribuem conotações e pesos à palavra “caridade”. Na acepção de São Paulo, caridade é amor, é espírito de serviço, é o outro precisar de nós sem que nós precisemos do outro e portanto levamos o que ele precisa e não o que nós queremos levar. A solidariedade é algo mais frio que incumbe ao Estado e que não tem que ver com amor, mas sim com direito adquiridos. Infelizmente empobrecemos a nossa língua atribuindo algumas conotações a algumas palavras e portanto temos medo de as usar."
Jornal i
Isabel Jonet, uma mulher cuja coragem tem-me vindo a impressionar cada vez mais.

domingo, 9 de dezembro de 2012

The Demon of Evil


Dostoevsky warned that "great events could come upon us and catch us intellectually unprepared." This is precisely what has happened. And he predicted that "the world will be saved only after it has been possessed by the demon of evil." Whether it really will be saved we shall have to wait and see: this will depend on our conscience, on our spiritual lucidity, on our individual and combined efforts in the face of catastrophic circumstances. But it has already come to pass that the demon of evil, like a whirlwind, triumphantly circles all five continents of the earth... 

 Men Have Forgotten God
 by Aleksandr Solzhenitsyn

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Homem-Manada


The true "herdist" will carefully avoid acting or thinking originally, in order not to destroy the uniformity which is so dear to him, and he is also ready to rise immediately against anybody who dares to act independently and thus destroy the sacred unity of the uniform group to which he belongs. The loyal herdist will not rise alone against the sacrilegious offender; he will have the support of the rest of the circumscribed society and thus a mass action of collective protest will take place, forcing the "lonely individual" to conform or to withdraw. It must be fully borne in mind that no one of us is completely free from the influence of the herdist instinct and even the noblest among us yield to its dark appeal in one form or the other. 

The herdist instinct is furthermore not only personal, in the sense that it clamors for a personal collectivism; it creates also a longing and desire for the visual or acoustic contemplation of identitarian or uniformistic phenomena. The true herdist, the man truly dominated by that inferior instinct, will not only rejoice in marching amongst twenty thousand uniformly clad soldiers, all stepping rhythmically in one direction, but he will find an almost equal gratification in contemplating the show from a balcony. He will not only be happy in sitting amidst two hundred other bespectacled businessmen, drinking beer and humming one chant in unison, but the aspect of a skyscraper with a thousand identical windows will probably impress him more than a picture by Botticelli or Zurbarán.

Erik von Kuenhelt-Leddihn, The Menace of the Herd

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Princípios e Economia

Abandonment of Christian principles led to Europe’s economic crisis: Hungarian Prime Minister 
Orban said at the XIV Congress of Catholics and Public Life on “Hope and the Christian response to the crisis.” Behind every successful economy, Orban said, there is “some kind of spiritual driving force.” Viktor Orban “A Europe governed according to Christian values would regenerate.”
 “The European crisis,” he said, “has not come by chance but by the carelessness and neglect of their responsibilities by leaders who have questioned precisely those Christian roots. That is the driving force that allowed European cohesion, family, work and credit. These values were the old continental economic power, thanks mainly to the development which in those days was done in accordance with [those] principles.”

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Slavery


To all the horrors of technicism one must add the scourge of monotony and the tyranny of time. Cities like London, New York, Berlin, Paris, Chicago, Pittsburgh, Detroit, or Glasgow are high spots of slavery in comparison to Albania, Bulgaria, or even Central Africa. The slavery of the watch and clock, the bourgeois, anthropocentric slavery of material prestige and successful competition (to slave in order to keep up standards), the wage slavery of the proletarian, the school slavery of the children, the conscription slavery of the adolescents, the road slavery, the factory slavery, the barrack slavery, the party slavery, the office slavery, the parlor slavery of manners and conventions — all these slaveries make political "freedom" appear a bitter joke.

Erik von Kuehnelt-Leddihn, The Menace of the Herd

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Novo Sermão da Montanha


Portugal assim dizia, 
Quasi sempre em dôr tamanha! 
Assim prégou aos seus filhos 
Novo Sermão da Montanha. 

Honra os teus Mortos. E' deles 
Que tu vens. Deves-lhe culto
Que são os vivos? - A Sombra 
Dos Mortos que fazem vulto. 

- Povo! Povo! eu chamo... Escuta. 
Repara em mim: vê e pasma! 
Sombra e chagas do que fui... 
Fiseram de mim um fantasma. 

Onde irei? A ser escravo? 
Velho e rôto vagabundo 
Aos encontrões, ás esmolas, 
Aos enxovalhos do mundo... 

Povo! em ti, confio e espero 
Como foi no tempo antigo. 
Has de salvar-me...Ou ao menos 
Saberás chorar comigo. 

Antonio Corrêa d'Oliveira

agradecimentos a Cristina Ribeiro

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves