domingo, 27 de novembro de 2011

ao Fado

Parabéns Fado!
Parabéns a Rui Vieira Nery, a Carlos do Carmo, à Mariza, a Sara Pereira, a António Costa. A todos os fadistas do meu encanto, a todas as tascas do meu recanto.
Um muito obrigado.

Aos poetas da vontade, aos músicos da amizade.
Aos compositores de valores.
Aos humores da patanisca.
Aos amores de uma mourisca.

Fado - Património Imaterial da Humanidade

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Princípio do Provocatório VI

É impressão minha ou o Festival da Canção Portuguesa de 1984 foi, visto de agora, surpreendente?
José Campos e Silva - Monárquico http://vimeo.com/19494501
António Sala - saiu por estes dias o seu livro de memórias - Grande letra e cantor
Rita Ribeiro - Onde anda ela? Grande actriz e cantora

Fernando Tordo - que é que estás aí a fazer, outra vez? - és o maior
as Doce - versão feminina dos YMCA, bela canção

Paco Bandeira - a letra é da porteira do lado, é pena

Quinteto Paulo de Carvalho - (Helena Isabel??? What?)

Adelaide Ferreira _ O início está brutal, parece Super Mário em piano branco, Ela
viria a ganhar no ano seguinte
Marisa: não, não é essa, isso é que era bom
Isabel Soares, pois, também te gostava de encontrar
Samuel - fixe: 8º lugar ex-aequo com 8 votos
Samuel e Cristina: De novo Samuel? classificando-se em 13º lugar ex-aequo com 0 votos, quer dizer que a tipa fê-lo perder pontos???
Samuel: Pelo Fim Da Tarde - possa outra vez? (Já parece o de 1976, só com Carlos do Carmo, mas esse foi outra coisa!!!) Grande cantor, pena não ter ganho
Zélia Rodrigues: não me lembro dela
grupo Banda Tribo: Ganda nóia - as roupas, ai as roupas, vermelho e azul, isso lembra-me algo, não é Manel???
Ganhou Maria Guinot interpretando "Silêncio E Tanta Gente" no Festival RTP 1984, classificando-se em 1º lugar com 150 votos. Ficou no ouvido

Grande Festival. Não é que podemos encontrar Manuela Moura Guedes em estado "normal"?

Com Linda de Suza a cantar nas duas partes do espectáculo, tantas vezes a ouvi, nas viagens para a Suiça de carro, com o walkman.

sábado, 12 de novembro de 2011

Para reflectir...

"Isto quer dizer que os actuais impostos são um preço: o preço que pagamos por termos a sociedade que temos (...)" - José Casalta Nabais, Direito Fiscal, 4ª Edição

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A analisar com cuidado

O óptimo artigo do Rui Botelho Rodrigues. Nunca se escreveu tão bem sobre socialismo sem citar, uma única vez, autores socialistas (diga-se, para diminuir o efeito do sarcasmo, que nem é essa a intenção do texto) .

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

L’HOMME ET LA MER

Homme libre, toujours tu chériras la mer
La mer est ton miroir ; tu contemples ton âme
Dans le déroulement infini de sa lame,
Et ton esprit n’est pas un gouffre moins amer.

Tu te plais à plonger au sein de ton image ;
Tu l’embrasses des yeux et des bras, et ton cœur
Se distrait quelquefois de sa propre rumeur
Au bruit de cette plainte indomptable et sauvage.

Vous êtes tous les deux ténébreux et discrets :
Homme, nul n’a sondé le fond de tes abîmes,
Ô mer, nul ne connaît tes richesses intimes,
Tant vous êtes jaloux de garder vos secrets !

Et cependant voilà des siècles innombrables
Que vous vous combattez sans pitié ni remord,
Tellement vous aimez le carnage et la mort,
Ô lutteurs éternels, ô frères implacables !

Charles Baudelaire, Les Fleurs du mal

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Das Cheias da Tailândia

in Combustões
Os governos representativos são coisa bonita, mas não resistem à mínima contrariedade. Pergunto-me para que servem esses parlamentos amadores, com 200, 300 ou 400 deputados reunidos em permanência – com as suas comissões parlamentares, as suas auditorias, os discursos de facção, as oposições – se não conseguem responder a solicitações tão básicas como o fornecimento de água potável e um prato de arroz a milhões de pessoas afectadas por uma calamidade natural. Sim, como no Antigo Regime, deviamos ter uns Estados Gerais de dez em dez anos, um governo escolhido e devidamente vigiado por um funcionalismo público especializado e pouco mais.
Ausência de governo representativo ? Não, porque no Antigo regime havia as liberdades que obrigavam o Estado a não ultrapassar os seus limites, havia os parlamentos regionais, as comunas e os corpos sociais sempre atentos à mínima tentação controleira do governo central. As pessoas clamam por liberdade – o mais precioso dos bens – mas começam a desesperar da intolerável inépcia daqueles que, embora eleitos, já não conseguem esconder a escancarada mentira de uma inutilidade prejudicial.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Conferência Marcos Ghio

mais dados aqui
Com presença do Professor Humberto Nuno.
Agradecidos à Legião Vertical

1.ª Conferência do Liberalismo Clássico

Uma nova iniciativa das organizações liberais clássicas, contando com a participação de nomes experimentados como Carlos Novais, João Miranda, André Azevedo Alves e Adelino Maltez, assim como com a entrada da doutrina jovem do liberalismo clássico português como Michel Seufert, Samuel de Paiva Pires e Ricardo Campelo de Magalhães.

Especial atenção para a intervenção de André Azevedo Alves: A Escola de Salamanca e as origens ibéricas do liberalismo clássico.

O Espectador Portuguez vai tentar aparecer.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Princípio do Provocatório IV

http://naoutramargem7.podomatic.com/entry/2010-12-02T10_14_25-08_00

Aqui está uma ligação para um programa de rádio onde "Na segunda parte do programa, falamos com os pianistas Bruno Belthoise e Christina Margotto, que acabaram de gravar os três primeiros cadernos das Melodias Rústicas Portuguesas, de Fernando Lopes-Graça, para edição em CD em 2011".

Atentem no compositor (comunista) e nos intérpretes (esta já é só para quem sabe).
Atentem num programa que já acabou, de uma rádio que já se finou, passando a ser a rádio "Nostalgia".

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Novo Príncipe

D. Miguel I, O Tradicionalista
Queluz, 26.10.1802 — Bronnbach, 14.11.1866
Reinado: 1828 — 1834

Agradecido ao ESF, por sempre recordar as datas importantes.

O Repouso do Guerreiro

Laisser la poésie décider de son sort
Sortir au matin et accepter la mort
Mordre dans la vie sans penser à demain
Maintenir le cap tout droit vers son destin


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

the Catholic-Protestant antithesis

In order to come to symbolic comprehension of the Catholic-Protestant antithesis one must compare two paintings: the Birth of Venus by Botticelli and American Gothic by Grant Wood. The Birth of Venus follows a pagan pattern, but every sensitive person will perceive that this is a Christian Venus, surrounded by a hardly perceptible glow of sensuality, yet expressing a real synthesis of Eros and Agape, earthly and divine love. She is a "baptized" Venus. The painting of Grant Wood shows us a very Protestant American farmer and his wife with a white, Gothic wooden church in the background.
The man holds in his hand a pitchfork with painfully pointed prongs. His balding pate, his thin lips, his clean spectacles no less than his prim and severe wife at his side frightened no less a man than Albert Jay Nock.
The outcry of bigots which could be heard at the end of the 19th century that the Democratic Party in New York stood for "Rum, Romanism and Rebellion" was somehow not without substance when we translate this accusation with "Joie de vivre, Catholicism and Individualism." To our ears, at least, the reverse — "Prohibition, Protestantism and Prostration" — hardly sounds more attractive.
This is by no means an "original theory", but a thesis alluded to by D. H. Lawrence and Everett Dean Martin, who emphasized the fact that Americans have tried to flee the Middle Ages, but never "thought themselves out of them."

Erik Kuenheldt-Leddihn, Liberty or Equality

domingo, 23 de outubro de 2011

Sozialstaat

O Estado social, ou o conhecido "welfare state", foi constituído com o objectivo de unificar a população "alemã" nos idos tempos de 1836 - 1870.
Ora, o que muitos desses manifestantes desocupados que apenas sabem gritar por "direitos adquiridos" deviam procurar captar, nos seu amplo tempo livre e de deleite intelectual é que quando o sistema foi pensado, o mundo era "ligeiramente" diferente.

Ora façamos uma breve resenha histórica:

Otto von Bismark, na altura Chanceler do que é hoje a Alemanha moderna, procurava ganhar o suporte da indústria alemã para as suas reformas conservadoras. Bismark procurava o suporte da industria alemã acima de tudo porque precisava do suporte da classe trabalhadora da altura. Ora o grande problema social que na altura afectava a Alemanha era a emigração de milhares de nacionais para os Estados Unidos, já que nesse país os salários eram maiores.

Desta forma, Bismark resolveu iniciar os chamados "programas partenalistas" no começo de 1840 na Prussia e na Saxonia, de forma a contrabalançar os salários mais baixos europeus, com as pensões de velhice, seguros de acidente, cuidados médicos e de desemprego, dado que esses programas não existiam nos Estados Unidos.

Isto é, Bismark de uma forma engenhosa tornou a Alemanha mais atraente aos trabalhadores sem aumentar os salários, i.e. com a promessa de cuidar dos seus no futuro ou em caso de azar.

Claro que estas políticas tiveram um reverso. Para garantir o sistema, Bismark adoptou um sistema de tarifas aduaneiras bastante agressivo, de forma a proteger os lucros e os salários da concorrência americana, o que garantia um sistema mais ou menos isolado e capaz de gerar receitas adicionais.

Com base nesta breve e incompleta resenha, temos de lembrar aos nossos "queridos" manifestantes, que desde 1840, as coisas mudaram um bocado:

  • Não existem tarifas aduaneiras relevantes hoje em dia;
  • Hoje em dia com a globalização, os salários, os lucros da empresas mudam de país para país com grande facilidade, seja por motivos fiscais, sejam operacionais;
  • A economia moderna é baseada em bens intangíveis, que são muito difíceis de controlar e de tributar;  
Ora, se queremos um Estado social, é muito fácil:
  • Sair da União Europeia - acabou-se as viagens fáceis para Barcelona no fim-de-semana e as idas regulares para a Holanda fumar umas cenas para a malta do B.E.;
  • Impor tarifas aduaneiras que seguem à 50% do valor de muitos bens de luxo - Queres um telemóvel novo? Bem meu caro, reza que haja alguma empresa de latas e cordeis em Portugal, que o IVA vai ser o teu menor problema.
  • Melhor aprenderes a plantar as verduras...que sem benefícios fiscais e fora da Europa 90% das indústrias em Portugal vão fechar! Mas pelo menos vamos ter verduras fresquinhas (quando o tempo ajudar...quando não...vamos todos fazer dietas);
  • Já quanto aos serviços, acho mesmo que temos todos de ir estudar para Segurança Social...vai haver uma forte procura nesse sector! Esquece gestão, economia ou direito, a horta não precisa de tal. Já medicina, cheira-me que sem medicamentos baratos do livre comercio e sem equipamento vai ser mais preciso de padres que de médicos.
Mas vejamos, isto tudo é supérfluo, teremos um subsídio de emprego, de doença não vai haver, porque será o estado normal das pessoas, logo haverá um subsídio de saúde que é auferido durante os dias do ano que estejamos saudáveis. E por fim, pensão de velhice....essa não será necessária!

Lá teremos o nosso belo Estado Social, extremamente sustentável! Basta para isso negar os avanços modernos do livre comércio e sermos pobres! 

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves