terça-feira, 11 de outubro de 2011

Human Will and Popular Sovereignty

«. . . because of this ignorance of the primitiveness of their instincts, of the urgency of their needs, of the impatience of their desires, the people show a preference towards summary forms of authority. The thing they are looking for is not legal guarantees, of which they do not have any idea and whose power they do not understand; they do not care for intricate mechanisms or for checks and balances for which, on their own account, they have no use; it is a boss in whose word they confide, a leader whose intentions are known to the people and who devotes himself to its interests,that they are seeking. This chief they provide with limitless authority and irresistible power. The people, considering everything to be just which they consider useful to themselves, since they are the people, ridicule all formalities and do not impose conditional limitations on the depositories of power. Inclined towards suspicion and calumny, but incapable of methodical discussion, they believe in nothing definite save the human will. Their only hope is man. They have confidence only in their creatures: In principibus, in filis hominum. They expect nothing from principles—which alone can save them. They do not have the "religion of ideas."»

P. J. Proudhon, Du principe de federation

Crónica de concerto

Impressiva
Gaia
Olhava,
Rudemente,

Sobre o cais
Imerso pelas casas.
Linda vista, esta, sobre o Rio Douro do Miradouro da
Vitória, local talvez pouco
Adequado, mas com

A força de vontade tudo consegue.
Nem sempre se ouviram bem todos os instrumentos,
A electrónica "perdia-se" por vezes;

Ora, um pouco mais de sons da cidade (pássaros a voar, mulheres a gritar)
Ligariam melhor com esta peça de
Igor Silva, chamada City Noise,
Versada sobre a confluência destes sons no nosso quotidiano,
Englobando garrafas de vidro percutidas,
Invertidas na sua função
Rudimentar, para algo útil e cheio de vida.
Apareceram muitos e muitas turistas,

Criando uma atmosfera descontraída e atenta,
A olhar, admirados, para este ensemble,
Radiantes por estas "performances" ad-hoc.
Levemente o sol nos batia na fronte.
Ora! nós tínhamos camisas, aventais, calções
Sobre nós, como tenda alternativa.

Brincadeira?
Ridículo? Nada disso.
Isto foi muito bem pensado para uma
Tarde solarenga de final de Setembro (29 - 18horas).
Ora nem mais.

Foi bom
Rubricar esta presença.
Estar perante uma peça
Dum compositor com
Estreias
Rubricadas na Capital, Lisboa
Inseridas no festival "Jovens Músicos" na
Calouste Gulbenkian.

Clareza nos ataques de violoncelo
Acoplado ao clarinete,
Rico de velocidade,
Dinâmica e risco,
Original na junção
Subtil, com humor, dos sons do
"Ordinateur" - de computador.

Momentos divertidos
Apimentados com uma direcção
Rigorosa, vigorosa e
Com alguma gesticulação do maestro
Estreando esta obra.
Leveza da percussão
Obrigava a ter muita

Atenção por parte do ensemble, da electrónica notou-se muita atenção.
Impossível dizer mais
Receio até que melhor.
E tenho dito.
Super!

domingo, 9 de outubro de 2011

Política previsível (VI)

Então, parece que houve eleições na Madeira.
Ah e tal, houve ilegalidades e bitaites foleiros.
O Coelho conseguiu ganhar terreno ao Jardim.

E a vida continua...

(Enquanto ouvia as declarações de João Jardim, o JJ da Madeira, na Antena 1)

"Oh Diabo, isto sem óculos não dá!!"
Pois é, João, sem óculos não dá para perceber o buraco que criaste!

Boa Ideia, Má Moeda

Quando, num determinado território, circulam livremente má e boa moeda, dita a experiência que a acção natural dos mercados levará a que, através do entesouramento da boa moeda, acabe a má moeda por se tornar a mais comum em circulação.

A Lei de Gresham aplica-se igualmente ao mundo das boas e das más ideias.
Se deixarmos vaguear, desregulada e livre, uma má ideia, esta acaba por dominar o mercado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Iniciativa e Força

«O Integralismo pretende estabelecer um regime mais autoritário e ao mesmo tempo mais livre do que o adoptado pela Monarquia constitucional, ingloriamente deposta em 5 de Outubro. Mais autoritário, porque o Rei terá a iniciativa e a força do Governo; o seu poder não será partilhado, saber-se-á sempre de quem emana o acto de autoridade.
Entretanto o regime será mais livre, porque esse poder, nem dividido nem aquinhoado, será mais restrito e limitado. Enquanto o Estado parlamentar, incapaz de grandes empreendimentos, se intromete em tudo, sem ter nunca de responder por coisa alguma, o Estado integralista, mais vigoroso na esfera da sua competência imediata, verá a sua autoridade diminuir, até desaparecer para além dos limites que lhe marcam os municípios, as províncias, a organização local e geral das profissões e dos interesses.»

Luís de Almeida Braga

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

(Des)acordo Ortográfico

A todos os que ainda não tomaram conhecimento da existência de uma forma capaz de reverter o enorme erro e atentado que representa o novo (des)acordo ortográfico para a nossa língua, cultura e soberania, voltamos a lembrar a existência da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) Contra o Acordo Ortográfico.
Por favor, redescubra a utilidade do seu cartão de eleitor. Seja um português consciente e participe na defesa da sua língua e da sua cultura.
Para mais informações visite http://ilcao.cedilha.net ou www.portuguespt.com.
in Nova Casa Portuguesa

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Princípio do Provocatório II

Inventário

De que sedas se fizeram os teus dedos,
De que marfim as tuas coxas lisas,
De que alturas chegou ao teu andar
A graça de camurça com que pisas.

De que amoras maduras se espremeu
O gosto acidulado do teu seio,
De que Índias o bambu da tua cinta,
O oiro dos teus olhos, donde veio.

A que balanço de onda vais buscar
A linha serpentina dos quadris,
Onde nasce a frescura dessa fonte
Que sai da tua boca quando ris.

De que bosques marinhos se soltou
A folha de coral das tuas portas,
Que perfume te anuncia quando vens
Cercar-me de desejo a horas mortas.

-

José Saramago, Os Poemas Possíveis,
Lisboa, Editorial Caminho, 1981 -
- Poema inserido na pequena antologia «Poemas Leya» comemorativa da publicação do número 1000 do Jornal de Letras

Princípio do Provocatório




Lança menina
Lança todo esse perfume
Desbaratina
Não dá prá ficar imune
Ao teu amor
Que tem cheiro
De coisa maluca...

Vem cá meu bem
Me descola um carinho
Eu sou neném
Só sossego com beijinho
Vê se me dá o prazer
De ter prazer comigo...

Me aqueça!
Me vira de ponta cabeça
Me faz de gato e sapato
E me deixa de quatro no ato
Me enche de amor, de amor
Oh!...

Lança menina
Lança todo esse perfume
Desbaratina
Não dá prá ficar imune
Ao teu amor que tem cheiro
De coisa maluca...

Vem cá meu bem
Me descola um carinho
Eu sou neném
Só sossego com beijinho
E vê se me dá o prazer
De ter prazer comigo...

Me aqueça!
Me vira de ponta cabeça
Me faz de gato e sapato
Ah! Ah!
Me deixa de quatro no ato
Me enche de amor, de amor...

Oh!
Lança! Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança!
Lança Perfume!
Lança Perfume!...

Lança menina
Lança todo esse perfume
Desbaratina
Não dá prá ficar imune
Ao teu amor que tem cheiro
De coisa maluca...

Vem cá meu bem
Me descola um carinho
Eu sou neném
Só sossego com beijinho
Vê se me dá o prazer
De ter prazer comigo...

Me aqueça!
Me vira de ponta cabeça
Me faz de gato e sapato
Me deixa de quatro no ato
Me enche de amor, de amor...

Oh!
Lança! Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança!
Lança Perfume!
Lançaaaaa Perfume!
Lançaaaaa Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança Perfume!
Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança Perfume!
Lançaaaaa Perfume!
Lançaaaaa Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança Perfume!
Lança Perfume!...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

morra a Constituição!

Quando os povos soltaram aquele primeiro grito, morra a Constituição, as suas imprecações não se dirigiam contra a verdadeira e legítima Constituição do Estado. Dirigiam-se contra a Constituição de 1822, viciosa pelo modo tumultuário e criminoso com que foi feita, péssima pelos princípios em que é fundada e abominável pelos abusos e atentados a que tem dado causa ou servido de pretexto.
Pois nós tínhamos Constituição?... Sim, nós a tínhamos e uma das melhores da Europa. Se a não tivéssemos, não teríamos formado um corpo político tão robusto e tão perfeitamente organizado que resistiu a todas as tempestades políticas que há sete séculos têm agitado a Europa e destruído tantos impérios. (...)
Temos regulada sobre os melhores princípios a forma do Governo, a sucessão da Coroa, os tribunais e todo o nosso Direito Público; e se não está recopilado tudo isto em um caderno de 100 páginas, dividido por títulos, capítulos e artigos muito pequenos, segundo a moda, pouco custará dar-se-lhe essa forma. Temos leis muito sábias que protegem o direito da propriedade, a segurança dos cidadãos e a justa liberdade de que se pode gozar no Estado social. Ninguém é punido nem coarctado nas suas acções senão em consequência das leis; e aqui está aquele princípio que os demagogos proclamaram com tanto entusiasmo como descobrimento seu, que ninguém deve ser obrigado a fazer senão o que as leis determinam, nem a deixar de fazer senão o que as leis proíbem. Ninguém é dispensado de concorrer para as despesas públicas; o caminho para as honras e para os grandes empregos está aberto a todas as classes; tudo o que há de bom na organização dos estados mais bem governados da Europa, nós o temos na nossa. Eis aqui a Constituição da Monarquia Portuguesa.
José Acúrsio das Neves, Cartas de um Português aos seus Concidadãos, CARTA XIII, O que os povos desejam e o que não desejam

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Joaquim dos Santos






Mais um passo na divulgação deste importantíssimo património cultural, material e imaterial de grande interesse não só ao nível da música na sua vertente prática mas também no realce e (re)descoberta de um importante apoio pedagógico.

Os meus agradecimentos à Ava Editions, ao Jornal "O Basto" e, principalmente, ao meu grande Amigo, Nuno Costa, sem o qual o início deste passo não teria sido possível.

Bem-hajam.

Meditação do Duque de Gândia

Nunca mais
a tua face será pura limpa e viva,
nem teu andar como onda fugitiva
se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
do teu ser. Em breve a podridão
beberá os teus olhos e os teus ossos
tomando a tua mão na sua mão.

Nunca mais amarei quem não possa viver
sempre,
porque eu amei como se fossem eternos
a glória, a luz e o brilho do teu ser,
amei-te em verdade e transparência
e nem sequer me resta a tua ausência,
és um rosto de nojo e negação
e eu fecho os olhos para não te ver.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rei Demos

Real, Real, Por Quem Não Merece Portugal!
1. Dou o meu inteiro apoio ao Movimento das Forças Amadas e à Junta de Salvação Nacional, a minha plena adesão ao seu Programa, especialmente em ordem à instauração de uma verdadeira e consciente Democracia, saneamento da vida pública e solução do problema do Ultramar, no mais estrito respeito pelos inalienáveis direitos da pessoa humana.
Mensagem do Príncipe da Beira, 1974

Heróis do Mar - Revolução



Agradeçam ao Homem de Muge

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Chaves do Céu

Isaías 22:22

"Naquele dia chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias, e vesti-lo-ei da tua túnica, e cingi-lo-ei com o teu cinto, e entregarei nas suas mãos o teu governo; e ele será como pai para os moradores de Jerusalém, e para a casa de Judá.
Porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro; ele abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá."

Evangelho de S. Mateus, 16:19:

"Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra, será desligado nos céus".

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves