quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Princípio do Provocatório




Lança menina
Lança todo esse perfume
Desbaratina
Não dá prá ficar imune
Ao teu amor
Que tem cheiro
De coisa maluca...

Vem cá meu bem
Me descola um carinho
Eu sou neném
Só sossego com beijinho
Vê se me dá o prazer
De ter prazer comigo...

Me aqueça!
Me vira de ponta cabeça
Me faz de gato e sapato
E me deixa de quatro no ato
Me enche de amor, de amor
Oh!...

Lança menina
Lança todo esse perfume
Desbaratina
Não dá prá ficar imune
Ao teu amor que tem cheiro
De coisa maluca...

Vem cá meu bem
Me descola um carinho
Eu sou neném
Só sossego com beijinho
E vê se me dá o prazer
De ter prazer comigo...

Me aqueça!
Me vira de ponta cabeça
Me faz de gato e sapato
Ah! Ah!
Me deixa de quatro no ato
Me enche de amor, de amor...

Oh!
Lança! Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança!
Lança Perfume!
Lança Perfume!...

Lança menina
Lança todo esse perfume
Desbaratina
Não dá prá ficar imune
Ao teu amor que tem cheiro
De coisa maluca...

Vem cá meu bem
Me descola um carinho
Eu sou neném
Só sossego com beijinho
Vê se me dá o prazer
De ter prazer comigo...

Me aqueça!
Me vira de ponta cabeça
Me faz de gato e sapato
Me deixa de quatro no ato
Me enche de amor, de amor...

Oh!
Lança! Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança!
Lança Perfume!
Lançaaaaa Perfume!
Lançaaaaa Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança Perfume!
Lança Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança! Lança Perfume!
Lançaaaaa Perfume!
Lançaaaaa Perfume!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Lança Perfume!
Lança Perfume!...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

morra a Constituição!

Quando os povos soltaram aquele primeiro grito, morra a Constituição, as suas imprecações não se dirigiam contra a verdadeira e legítima Constituição do Estado. Dirigiam-se contra a Constituição de 1822, viciosa pelo modo tumultuário e criminoso com que foi feita, péssima pelos princípios em que é fundada e abominável pelos abusos e atentados a que tem dado causa ou servido de pretexto.
Pois nós tínhamos Constituição?... Sim, nós a tínhamos e uma das melhores da Europa. Se a não tivéssemos, não teríamos formado um corpo político tão robusto e tão perfeitamente organizado que resistiu a todas as tempestades políticas que há sete séculos têm agitado a Europa e destruído tantos impérios. (...)
Temos regulada sobre os melhores princípios a forma do Governo, a sucessão da Coroa, os tribunais e todo o nosso Direito Público; e se não está recopilado tudo isto em um caderno de 100 páginas, dividido por títulos, capítulos e artigos muito pequenos, segundo a moda, pouco custará dar-se-lhe essa forma. Temos leis muito sábias que protegem o direito da propriedade, a segurança dos cidadãos e a justa liberdade de que se pode gozar no Estado social. Ninguém é punido nem coarctado nas suas acções senão em consequência das leis; e aqui está aquele princípio que os demagogos proclamaram com tanto entusiasmo como descobrimento seu, que ninguém deve ser obrigado a fazer senão o que as leis determinam, nem a deixar de fazer senão o que as leis proíbem. Ninguém é dispensado de concorrer para as despesas públicas; o caminho para as honras e para os grandes empregos está aberto a todas as classes; tudo o que há de bom na organização dos estados mais bem governados da Europa, nós o temos na nossa. Eis aqui a Constituição da Monarquia Portuguesa.
José Acúrsio das Neves, Cartas de um Português aos seus Concidadãos, CARTA XIII, O que os povos desejam e o que não desejam

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Joaquim dos Santos






Mais um passo na divulgação deste importantíssimo património cultural, material e imaterial de grande interesse não só ao nível da música na sua vertente prática mas também no realce e (re)descoberta de um importante apoio pedagógico.

Os meus agradecimentos à Ava Editions, ao Jornal "O Basto" e, principalmente, ao meu grande Amigo, Nuno Costa, sem o qual o início deste passo não teria sido possível.

Bem-hajam.

Meditação do Duque de Gândia

Nunca mais
a tua face será pura limpa e viva,
nem teu andar como onda fugitiva
se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
do teu ser. Em breve a podridão
beberá os teus olhos e os teus ossos
tomando a tua mão na sua mão.

Nunca mais amarei quem não possa viver
sempre,
porque eu amei como se fossem eternos
a glória, a luz e o brilho do teu ser,
amei-te em verdade e transparência
e nem sequer me resta a tua ausência,
és um rosto de nojo e negação
e eu fecho os olhos para não te ver.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rei Demos

Real, Real, Por Quem Não Merece Portugal!
1. Dou o meu inteiro apoio ao Movimento das Forças Amadas e à Junta de Salvação Nacional, a minha plena adesão ao seu Programa, especialmente em ordem à instauração de uma verdadeira e consciente Democracia, saneamento da vida pública e solução do problema do Ultramar, no mais estrito respeito pelos inalienáveis direitos da pessoa humana.
Mensagem do Príncipe da Beira, 1974

Heróis do Mar - Revolução



Agradeçam ao Homem de Muge

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Chaves do Céu

Isaías 22:22

"Naquele dia chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias, e vesti-lo-ei da tua túnica, e cingi-lo-ei com o teu cinto, e entregarei nas suas mãos o teu governo; e ele será como pai para os moradores de Jerusalém, e para a casa de Judá.
Porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro; ele abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá."

Evangelho de S. Mateus, 16:19:

"Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra, será desligado nos céus".

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Le Rebelle

Un Ange furieux fond du ciel comme un aigle,
Du mécréant saisit à plein poing les cheveux,
Et dit, le secouant: «Tu connaîtras la règle!
(Car je suis ton bon Ange, entends-tu?) Je le veux!

Sache qu'il faut aimer, sans faire la grimace,
Le pauvre, le méchant, le tortu, l'hébété,
Pour que tu puisses faire à Jesus, quand il passe,
Un tapis triomphal avec ta charité.

Tel est l'Amour! Avant que ton coeur ne se blase,
À la gloire de Dieu rallume ton extase;
C'est la Volupté vraie aux durables appas!»

Et l'Ange, châtiant autant, ma foi! qu'il aime,
De ses poings de géant torture 1'anathème;
Mais le damné répond toujours: «Je ne veux pas!»

— Charles Baudelaire

Liszt : Totentanz - Dança da Morte

José Vianna da Motta ( 1868-1948 )






"Cristo profetizou todos os pormenores da arquitectura gótica na Sua reacção às objecções que as pessoas nervosas e respeitáveis (...) levantaram aos brados dos garotos das ruas de Jerusalém. «Se estes se calarem, as próprias pedras clamarão», disse Ele. E foi assim que, sob o impulso do Espírito, surgiram as fachadas das catedrais da Idade Média, cobertas de bocas escancaradas e de faces que gritam
/as gárgulas/ , qual coro de clamores. A profecia cumpriu-se: são as próprias pedras que clamam." G. K. Chesterton - Ortodoxia


György Cziffra ( 1921–1994 )



domingo, 25 de setembro de 2011

Novio de la Muerte

Nadie en el Tercio sabía
quién era aquel legionario
tan audaz y temerario
que en la Legión se alistó.
Nadie sabía su historia,
más la Legión suponía
que un gran dolor le mordía
como un lobo el corazón.
Cuanto más rudo era el fuego
y la pelea más fiera,
defendiendo su Bandera,
el legionario avanzó.
Y sin temer el empuje
del enemigo exaltado,
supo morir como un bravo
y la enseña rescató.
Y al regar con su sangre la tierra ardiente,
murmuró el legionario con voz doliente:
Soy un hombre a quien la suerte
hirió con zarpa de fiera.
Soy un novio de la muerte
que va a unirse en lazo fuerte
con tal leal compañera.
Cuando al fin le recogieron,
entre su pecho encontraron
una carta y un retrato
de una divina mujer.
Y aquella carta decía:
"...si Dios un día te llama,
para mí un puesto reclama,
que a buscarte pronto iré".
Y en el último beso que le enviaba,
su postrer despedida le consagraba.
Por ir a tu lado a verte,
mi más leal compañera,
me hice novio de la muerte,
la estreché con lazo fuerte
y su amor fue mi Bandera.

sábado, 24 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Verdade em História

Em qualquer uma das modernas línguas ocidentais a palavra Verdade (Truth, Warheit, Pravda, Verité, Verdad) carrega um significado etimológico que joga simultaneamente com o mundo do facto e com o do valor. A Verdade é, assim, em simultâneo, juízo de valor e afirmação do facto. A verdade exige uma valorização absoluta (como aquela que fez Marx quando considerou a luta de classes como o principal motor da mudança histórica) tanto para os factos sem valor como para os juízos de valor. Ora a subjectividade é uma característica preponderante para a definição da investigação histórica. A Verdade Histórica tem, por tal, de se situar numa posição intermediária entre estes dois pontos, uma vez que o seu absoluto é, nos dizeres de Butterfield, a mudança. Este mesmo factor impede-a de ter "leis" capazes de fazer previsões futuristas, próprias de uma ciência como a económica (pelo menos é assim que actuam certos economistas), mas tem uma contextualização que permite analisar tendências, permitem pressentimentos, descobrir padrões (apesar de estes nunca serem gerais) e mecanismos de mudança histórica em geral.

Ainda em relação a este tema, faço minhas as palavras de A. von Martin, quando este define , na sua "The Sociology of the Renaissance", a História como um composto entre um elemento positivo e absoluto - a mudança; e outro elemento subjectivo e relativo - a inércia. Deste modo podemos dizer, com o filósofo colombiano Nicolás Gomez Dávila, que a "Verdade está na História, mas a História não é a Verdade". A História é necessariamente Objectiva quando se limita a reconstruir a consciência que um determinado passado teve de si mesmo. É o historiador, com a sua subjectividade, com as suas causas e as suas estruturas que a transforma, na ânsia de transcender a impressão empírica de uma consciência alheia, em mera projecção da sua própria consciência.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sentido da História

EL individuo cree en el «sentido de la historia» cuando el futuro previsible parece favorable a sus pasiones (EI, 272c).

Nicolás Gomez Dávila, Escólios

domingo, 18 de setembro de 2011

‎"All that is gold does not glitter,
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.

From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king."

— J.R.R. Tolkien (The Fellowship of the Ring)

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves