sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rei Demos

Real, Real, Por Quem Não Merece Portugal!
1. Dou o meu inteiro apoio ao Movimento das Forças Amadas e à Junta de Salvação Nacional, a minha plena adesão ao seu Programa, especialmente em ordem à instauração de uma verdadeira e consciente Democracia, saneamento da vida pública e solução do problema do Ultramar, no mais estrito respeito pelos inalienáveis direitos da pessoa humana.
Mensagem do Príncipe da Beira, 1974

Heróis do Mar - Revolução



Agradeçam ao Homem de Muge

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Chaves do Céu

Isaías 22:22

"Naquele dia chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias, e vesti-lo-ei da tua túnica, e cingi-lo-ei com o teu cinto, e entregarei nas suas mãos o teu governo; e ele será como pai para os moradores de Jerusalém, e para a casa de Judá.
Porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro; ele abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá."

Evangelho de S. Mateus, 16:19:

"Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra, será desligado nos céus".

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Le Rebelle

Un Ange furieux fond du ciel comme un aigle,
Du mécréant saisit à plein poing les cheveux,
Et dit, le secouant: «Tu connaîtras la règle!
(Car je suis ton bon Ange, entends-tu?) Je le veux!

Sache qu'il faut aimer, sans faire la grimace,
Le pauvre, le méchant, le tortu, l'hébété,
Pour que tu puisses faire à Jesus, quand il passe,
Un tapis triomphal avec ta charité.

Tel est l'Amour! Avant que ton coeur ne se blase,
À la gloire de Dieu rallume ton extase;
C'est la Volupté vraie aux durables appas!»

Et l'Ange, châtiant autant, ma foi! qu'il aime,
De ses poings de géant torture 1'anathème;
Mais le damné répond toujours: «Je ne veux pas!»

— Charles Baudelaire

Liszt : Totentanz - Dança da Morte

José Vianna da Motta ( 1868-1948 )






"Cristo profetizou todos os pormenores da arquitectura gótica na Sua reacção às objecções que as pessoas nervosas e respeitáveis (...) levantaram aos brados dos garotos das ruas de Jerusalém. «Se estes se calarem, as próprias pedras clamarão», disse Ele. E foi assim que, sob o impulso do Espírito, surgiram as fachadas das catedrais da Idade Média, cobertas de bocas escancaradas e de faces que gritam
/as gárgulas/ , qual coro de clamores. A profecia cumpriu-se: são as próprias pedras que clamam." G. K. Chesterton - Ortodoxia


György Cziffra ( 1921–1994 )



domingo, 25 de setembro de 2011

Novio de la Muerte

Nadie en el Tercio sabía
quién era aquel legionario
tan audaz y temerario
que en la Legión se alistó.
Nadie sabía su historia,
más la Legión suponía
que un gran dolor le mordía
como un lobo el corazón.
Cuanto más rudo era el fuego
y la pelea más fiera,
defendiendo su Bandera,
el legionario avanzó.
Y sin temer el empuje
del enemigo exaltado,
supo morir como un bravo
y la enseña rescató.
Y al regar con su sangre la tierra ardiente,
murmuró el legionario con voz doliente:
Soy un hombre a quien la suerte
hirió con zarpa de fiera.
Soy un novio de la muerte
que va a unirse en lazo fuerte
con tal leal compañera.
Cuando al fin le recogieron,
entre su pecho encontraron
una carta y un retrato
de una divina mujer.
Y aquella carta decía:
"...si Dios un día te llama,
para mí un puesto reclama,
que a buscarte pronto iré".
Y en el último beso que le enviaba,
su postrer despedida le consagraba.
Por ir a tu lado a verte,
mi más leal compañera,
me hice novio de la muerte,
la estreché con lazo fuerte
y su amor fue mi Bandera.

sábado, 24 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Verdade em História

Em qualquer uma das modernas línguas ocidentais a palavra Verdade (Truth, Warheit, Pravda, Verité, Verdad) carrega um significado etimológico que joga simultaneamente com o mundo do facto e com o do valor. A Verdade é, assim, em simultâneo, juízo de valor e afirmação do facto. A verdade exige uma valorização absoluta (como aquela que fez Marx quando considerou a luta de classes como o principal motor da mudança histórica) tanto para os factos sem valor como para os juízos de valor. Ora a subjectividade é uma característica preponderante para a definição da investigação histórica. A Verdade Histórica tem, por tal, de se situar numa posição intermediária entre estes dois pontos, uma vez que o seu absoluto é, nos dizeres de Butterfield, a mudança. Este mesmo factor impede-a de ter "leis" capazes de fazer previsões futuristas, próprias de uma ciência como a económica (pelo menos é assim que actuam certos economistas), mas tem uma contextualização que permite analisar tendências, permitem pressentimentos, descobrir padrões (apesar de estes nunca serem gerais) e mecanismos de mudança histórica em geral.

Ainda em relação a este tema, faço minhas as palavras de A. von Martin, quando este define , na sua "The Sociology of the Renaissance", a História como um composto entre um elemento positivo e absoluto - a mudança; e outro elemento subjectivo e relativo - a inércia. Deste modo podemos dizer, com o filósofo colombiano Nicolás Gomez Dávila, que a "Verdade está na História, mas a História não é a Verdade". A História é necessariamente Objectiva quando se limita a reconstruir a consciência que um determinado passado teve de si mesmo. É o historiador, com a sua subjectividade, com as suas causas e as suas estruturas que a transforma, na ânsia de transcender a impressão empírica de uma consciência alheia, em mera projecção da sua própria consciência.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sentido da História

EL individuo cree en el «sentido de la historia» cuando el futuro previsible parece favorable a sus pasiones (EI, 272c).

Nicolás Gomez Dávila, Escólios

domingo, 18 de setembro de 2011

‎"All that is gold does not glitter,
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.

From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king."

— J.R.R. Tolkien (The Fellowship of the Ring)

sábado, 17 de setembro de 2011

Um Amigo

Que surge, surpreendentemente, nos sítios mais inesperados.

ver sobre o autor:

Ao Encontro da Madrugada



"Para testemunhar a verdade da sua Terra, mandou Deus a geração nova. Para testemunhar a mesma verdade, praticando o acto de Inteligência que eu peço à geração nova para praticar, é que eu me confesso católico e monárquico.
Confessando-me católico e monárquico, confesso o património civilizador da minha Raça e a parte que me cabe, dentro dele para o prolongar e enriquecer ainda mais. Preparemos os corações, saindo pela noite funda ao encontro da madrugada!"

António Sardinha

Na Floresta do princípio dos tempos

Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão-de crer em Mim, para que todos sejam um só; como Tu, ó Pai, estás em Mim e Eu em Ti, que também eles estejam em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste. Dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um como Nós somos Um. Eu neles e Tu em Mim, para que eles sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que Tu Me enviaste e os amaste, como Me amaste a Mim. Pai, quero que aqueles que Me deste, onde Eu estiver, também eles estejam Comigo, para que vejam a minha glória, a glória que Tu Me deste; porque Tu me amaste antes da fundação do mundo. Pai justo, se o mundo não Te conheceu, Eu conheci-Te, e estes conheceram que Tu Me enviaste. Dei-lhes a conhcer o Teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles e Eu esteja neles também.




João, 17, 20-26

Literacia Musical

" Se perguntarmos a quem usa o termo "literacia musical" o que entende como tal (qual o seu significado), a resposta quase sempre é referida à habilidade para se funcionar fluentemente enquanto músico. Mas, procure-se o significado mais profundo de 'função', 'fluência' ou 'músico', e torna-se claro que essa visão se restringe quase exclusivamente à habilidade para decifrar notação escrita e, por sua vez, transformá-la, com a máxima 'exactidão', em som.
Mas, problemas emergem na base de conceitos de "literacia musical" como este. É que, enquanto muitos músicos espalhados pelo mundo conseguem decifrar fluentemente notação escrita, muitos modos de fazer música existem onde a notação não tem qualquer lugar. (...) Por outro lado, uma exposição precoce à leitura de partituras pode levar os indivíduos a subvalorizar ou não focalizar devidamente características ou aspectos da música relevantes, (...) assim como, enfatizar ou privilegiar a partitura pode dar origem ao atrofiamento de capacidades criativas ou até de memorização musical (...). "

Mills, J. & McPherson, G. (2006), Musical Literacy, in G. McPherson, The Child as musician, Oxford: Oxford University Press, p. 155 e 156.

Como interpretar esta problemática?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O CRAT - o C

O leitor incauto perguntar-se-à sobre o que raio é um CRAT. Na busca desesperada para encontrar um termo que defina um movimento conservador, reaccionário, autoritário ou tradicionalista, resolvi por fim baixar os braços, desistir e entregar a um movimento sério e promissor uma temporária sigla pateta - C(onservador) R(eaccionário) A(utoritário) T(radicionalista).

Um movimento conservador baseia-se em 6 premissas:
1 - todo o edifício de pensamento conservador assenta na crença num Princípio Criador de todo o Universo, um Mestre Eterno com autoridade suprema sobre as leis materiais da Existência;
2 - a moralidade absoluta. Proveniente da experiência religiosa e social da comunidade, é inquestionavelmente a base da lei pública, e daí a necessidade da existência do Estado, que é o promotor principal do Bem Comum;
3 - o princípio fundamental da acção do Governo é balizado pelo princípio da subsidiaridade, presente na Doutrina Social da Igreja Católica, ou seja, a acção do aparelho burocrático supremo só se deve dar quando os organismos mais pequenos e pessoais (Família, Paróquia, Município, Empresa, Sindicato, Associação, etc.) falharem em providenciar à sociedade uma resposta eficaz que apazigúe a exigência de Paz Pública demandada pelo Bem Comum a toda a sociedade;
4 - o Estado deve preservar e respeitar a originalidade regional dos múltiplos centros de poder tradicionais.
Não só se impõe um reforço do princípio da subsidiaridade, como um movimento CRAT propõe toda uma nova perspectiva sobre o problema da soberania e os limites do poder estatal - o poder estatal absoluto criado pela Revolução Francesa e pelo Demo-Liberalismo, reforçados pelos Nacionalismos e pelos Socialismos e agora pelo Mega-Estado Europeu são aqui postos em causa e em cheque. Toda uma nova orgânica presta-se aqui a ser construída;
5 - anti-individualismo.
O limite pessoal em prol do bem da comunidade é mais valioso do que o esforço sobre-humano para vencer a todo o custo a competição que a Educação e a Mentalidade Moderna querem implementar nas mentalidades ocidentais. A Massificação e a Uniformidade são características Pós-Modernistas enquanto que a Heterogeneidade e a Unidade são os fundamentos da riqueza cultural e civilizacional Europeia.
6 - a procura por um equilíbrio sustentável entre a Liberdade pessoal e a liberdade das unidades tradicionais da sociedade. Este equilíbrio deve partir pela atribuição a cada indivíduo do máximo racional de liberdade. Esta Liberdade pauta-se pela felicidade individual e social, e não tem nada a ver com a suposta "liberdade para errar". No Erro não existe Liberdade, pois ele afasta a Dignidade e a Espiritualidade. No entanto, o princípio do máximo de liberdade racional não se prende a uma norma puritana ou a um Estado Totalitário Ultra-Moralista. Tal como afirma São Tomás de Aquino, o ser humano tem como dado inerente à sua existência a Culpa, o Pecado Original, e como tal, apesar de poder ser aperfeiçoado, não terá nunca a possibilidade de se tornar perfeito. Como tal, sendo o pecado parte natural do homem, tem o Estado obrigatoriamente de velar pelo seu bem mas ao mesmo tempo permitir que este possa conviver e aprender com os seus instintos pecadores, uma vez que esta é a sua natureza concedida por Deus.
Um Estado que proíba totalmente o pecado é uma negação do Homem e da Redenção.

Posta esta exposição, pergunta-se o leitor "Não é pois suficiente a denominação de Conservador para um movimento que pretende ser, antes de tudo, conservador?"Seria, não fosse a própria raiz da palavra inútil à vista da actualidade portuguesa. Já não há nada para conservar em Portugal. A Tradição ou morreu ou vai lutando quase desarmada contra um Estado poderosíssimo e uma Nova (a)Moralidade invencível e destrutiva. Os partidos conservadores portugueses são aqueles que, aceitando os preceitos da Revolução e do Materialismo, apenas pedem que se mantenha algum do status quo antigo, que lhes permita alguma da paz social mínima para manter alguma capacidade produtiva e as diferenças sociais que lhes agradam, não por sentido de dever patriótico mas sim por utilitarismo e vaidade pura. Um Movimento CRAT não é só conservador. Nas Palavras de António Sardinha:
«Não somos conservadores - dada a passividade que a palavra ordinariamente traduz. Somos antes renovadores, com a energia e a agressividade de que as renovações se acompanham sempre. O nosso movimento é fundamentalmente um movimento de guerra. Destina-se a conquistar - e nunca a captar. Não nos importa, pois, que na exposição dos pontos de vista que preconizamos se encontrem aspectos que irritem a comodidade inerte dos que em aspirações moram connosco paredes-meias. É este o caso da Nobreza, reputada como um arcaísmo estéril em que só se comprazem vaidades espectaculosas. A culpa foi do Constitucionalismo que reduziu a Nobreza a um puro incidente decorativo, volvendo-a numa fonte de receita pingue para a Fazenda. Foge, cão, que te fazem barão!- chacoteava-se à volta de 1840. Mas para onde, se me fazem visconde?! E nas cadeiras da governança o cache-nez célebre do duque de Avila e Bolama ia esgotando os recursos do Estado em matéria de heráldica.»
E é precisamente esta peculiaridade que nos leva ao segundo elemento de um movimento CRAT, em análise no próximo texto: o T.

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves