"Uma sociedade não se constitui pelo acordo das vontades. Pelo contrário, todo o acordo das vontades pressupõe a existência de uma sociedade, de gentes que convivem, e o acordo não pode consistir senão em determinar uma ou outra forma dessa convivência, dessa sociedade preexistente. A ideia da sociedade como reunião contratual, portanto jurídica, é o mais insensato ensaio que se fez, para deitar o carro adiante dos bois. Porque o direito, a realidade direito (não as ideias do filósofo, jurista ou demagogo acerca dele), é, se me permitem a expressão barroca,secreção espontânea da sociedade, e não pode ser outra coisa"
A Rebelião das Massas - Prefácio aos Franceses, Ortega y Gasset
It is notsurprisingthatthingshavedeveloped as theyhave. Thediscovery, inthelastcentury (XIX), ofthe extreme limitsofpowerandsubtletyintheeffectofthe musical tone extendedtheboundariesofthe tonal domainatthedisposalofthecomposerintohithertoundreamed-ofdistances. Newcombinatiosof tones came to berecognized, andnewwaysofbending a melodiclinewerediscovered. Itseemed as ifthesunhadrisenupon a new, glowing, iridescentland, intowhichourmusician-discoversrushedheadlong.
Blindedbytheimmensestoreofmaterialsneverusedbefore, deafenedbythefantasticnoveltyofsound, everyoneseizedwithoutreflectiononwhateverhefelthecould use.
Atthispointinstructionfailed.
Eitheritfellintothesamefrenzy as practice, anddevoteditself to flimsyspeculation, insteadofadaptingitssystemsofteaching to thenew material, oritlapsedintoinactivity, andwhathadneverbeen a verystrong urge towardsnoveltyturnedinto a barrenclinging to thepast. Confidenceinenheritedmethodsvanished; theyseemedbarelyadequatenow to guidethebeginner's fisrtsteps.
Whoeverwished to makeanyprogressgavehimselfunreservedly to theNew, neitherhelpednorhinderedbytheoreticalinstruction, whichhadsimplybecomeinadequate to theoccasion.
Partoftheintroductorychapter to thefirst volume ofhisbookUnterweisungimTonsatz ( 'TheCraftof Musical Composition' ).
Isto foi sendo escrito até 1937.
Mas esta situação iria ser repetida depois de 1945.
Ou seja, antes e depois da 2ª Guerra Mundial há grandes controvérsias e mudanças na visão que se tinha da composição musical.
O mais irónico disto é que, neste texto, Paul Hindemith, compositor alemão, deu expressão, só pela consideração musical, a uma argumentada rejeição de muita da música por parte do regime degenerado dos Nazis. Mesmo que Hindemith, pessoa sem qualquer atitude ou demonstração, mesmo que em privado, de qualquer inclinação ou pensamento político ou até mesmo religioso, tenha mesmo assim sofrido, tanto à sua música como ao seu livro, críticas e discursos de uma violência aterradora e sem qualquer justificação por parte, principalmente, de Goebbels, o que levou à necessidade de uma defesa irredutível, em artigo de jornal DeutscheallgemeineZeitung ( o último jornal liberal diário na altura ), do maestro alemão WilhelmFurtwängler.
Há aqueles que estão lá só para ver quem está e quem não apareceu, que vestidos levou, que perfume vai usando. Notam-se logo as não comparências de "gente importante". Há gente que se só vê lá. Temos os que ouvem uma interpretação muito boa mas só sabem dizer "Ah, aqueles estudos de Chopin foram muito bem tocados, mas o Pollini toca melhor" ou "a MarthaArgerich toca mais rápido", entre outros dislates.
Aqueles que falam de tudo e mais alguma coisa menos do concerto em si. Aqueles que fazem questão de nos fazer saber que já têm bilhetes para o próximo concerto do festival ou ciclo e que, se quiséssemos, tínhamos a tido a possibilidade que essa pessoa arranjasse um convite. Estes também fazem propaganda dos concertos que viram e daqueles que vão dar, dos cursos de aperfeiçoamento/masterclasses que fizeram e vão realizar, das peças que andam a estudar, dos concursos em que vão participar, das escolas e professores com que vão estudar, sem nada lhes ser perguntado. É um desenrolar quase mecânico por cada concerto que passa.
A comparação com outros concertos que nós tenhamos visto é salutar, demonstra conhecimento de recitais ao vivo, alguns deles sublimes, os quais normalmente deixam-nos sem palavras. Só o exagero de tudo ter que dizer a toda a gente é que chateia.
Há aqueles que estão a conversar tranquilamente e aqueles que pensam estar no meio de um arraial. Os que ficam no seu lugar no intervalo, porque não lhes apetece andar a cumprimentar meio mundo - finos, porque assim quem quiser vai ter com essa pessoa. E aqueles que, não vendo uma pessoa há muito tempo, só se lembram de dizer "estás com melhor cara, até o teu acne melhorou", ou "ah, agora usas maquilhagem", ou até andas a namorar, não andas?", entre conversas sobre o tempo.
Há casais importantes. Há casais fictícios ainda mais importantes. E ainda há coscuvilhice para casais que o poderiam ser. Há dissertações sobre a idade de certos músicos.
"Personagens"
Aquela que vai logo para o facebook escrever maravilhas do concerto, que aquele pianista é o maior, ou pior, que aquela cravista é a melhor e que muda de opinião ao concerto seguinte.
Aqueles que vêm sempre com CD da Fnac e que no fim passam por lá de novo.
Aqueles que ficam meia hora quer para levantar bilhetes quer para pôr o casaco de peles no bengaleiro.
A sensação de se assistir, de respirar uma interpretação, seja de que agrupamento ou instrumentista solista, ao vivo, é sempre única e irrepetível, se bem que, por vezes, inócua, outras porém, inolvidáveis.
É uma atmosfera de espera pelo novo, pela inspiração, pela surpresa, pela revolução.
Esse será, obrigatoriamente, um dos fascínios do concerto ao vivo - a não recriação total de uma gravação.
Só que há sempre gente que não desliga os telemóveis; logo na parte mais íntima, quase silenciosa PIMBA, lá começa uma valsa de Chopin toda estridente. Há fotógrafos que usam máquinas com tamanho flash que a gente fica a parecer uns fantasmas de tão brancos que ficamos, quase hipnotizados. Há quem se lembre de se levantar a meio e passar à frente do público e das câmaras mesmo à descarada.
Pior, há gente que se veste mal, outra muito mal. Vá lá, outra que se veste muito bem. A mesma coisa na escolha dos perfumes, dos sapatos, dos adereços, da maquilhagem, do corte de cabelo. Há pessoal que leva pochete - há uma pessoa que, de tanto andar sempre com a mesma, já se tornou um clássico - e outros que andam com a casa às costas.
Vê-se mulheres bonitas, outras demais feias, horrorosas. Mas, ufa, há mulheres muito bonitas, mulheres de pianistas que são mesmo uma "brasa". Há mulheres na assistência lindíssimas, outras caquécticas. Há fascínio entre os ouvintes se uma certa e determinada pianista levar um certo e determinado vestido vermelho fatal.
Há públicos agradáveis, outros profundamente desagradáveis, mal-educados, distraídos. Há silêncios constrangedores, mas outros deliciosos.
Dedicado a todos que assistem a concertos e que vão mantendo este evento cultural com público.
25 de Julho / Éricle Sage - Piano /Festival Internacional de Música da Póvoa do Varzim Robert Schumann Primeira Parte: Cenas Infantis Opus 15 --- Fantaisa Opus 17 Segunda Parte: Estudos Sinfónicos Opus 13 Extra: Previsivelmente, uma das peças do ciclo Davidsbundlertanze Opus 6
Com uma postura em palco muito direita, quase sem emotividade visível, um perfil parecido ao de Sequeira e Costa, fiquei logo imergido nos anos 20 do século passado num qualquer sarau parisiense, dada o timbre que revelava o Fazioli, marca do piano. Sem nunca exagerar, na primeira parte, nas dinâmicas mais fortes, foi revelando uma gama muito grande nesse aspecto e uma enorme facilidade em mostrar o que de mais importante lhe impelia a música no momento da forma mais subtil possível.
Ele precisava de outro piano, ainda mais sensível. Ou então não, dado que na segunda parte, respondeu de forma muito convincente ao ímpeto quase destruidor do pé direito do intérprete, a ser levantado a grande altura, para desespero do pedal de sustentação, que já rangia por todos os lados. ________________________________ Lembrou-me um concerto na mesma sala, com a mesma peça na 2ª parte, em que quase no final do Estudos o pedal CAIU com estrondo provocado por esforço desequilibrado e exagerado do pé direito, com o pianista a vergar-se para tentar arranjá-lo e, de seguida, a perguntar "Há algum afinador na sala?". E não é que NÃO havia? Uma autêntica vergonha para a casa, mas principalmente para os afinadores, que se gabavam de serem "de grande gabarito". ________________________________ Quando o pianista Éricle Sage chega à última peça das Cenas Infantis, cujo nome é "Fala o poeta" de acordo com a tradução de Vianna da Motta, pensei logo: "Já?! Ainda agora começou e já chegámos ao fim." E porquê? Porque ele conseguia algo muito raro, que é a maneira de conduzir um discurso de forma a que pareça una e única, em que nos é dada uma interpretação que parece sair daquele preciso momento e não formatada. Toda a estrutura é preservada e o pormenor revelado com precisão. Isto é, não andou a massacrar-nos com o baixo se ele é recheio harmónico; não expunha em demasia uma melodia calma e dormente; todo o virtuosismo acontecia sem "caretas". Concerto de sala praticamente cheia.
Palavras a mais Livros a mais Leitura a menos _____________________ Quero ouvir mais pássaros Ainda mais gotas de chuva ainda mais hebraico, japonês ainda mais galaico-português. Ainda mais rádio Ainda menos televisão. _____________________ Liberdade a menos Libertinagem a mais Respeito a menos Despeito a mais _____________________ Fado a mais - Não havia estrelas no céu, nem gaivotas a voar, nem peixes a nadar, na Lua por companhia - O rio, esse rebelde grande demais, tinha-se tornado numa suave cadência perfeita... _____________________ Quero menos, muito menos, grupos de trabalho num comité, inserido no instituto, sob a alçada duma secretaria, com um programa para um projecto, para fazer um relatório de modo a avaliar uma proposta. _____________________ O Homem que perdeu tudo sem nunca ter vivido. Tudo perdia,
tudo era nada
e nada fazia.
Tudo valia.
Castelos de areia, flores numa floresta, equívocos e mal-entendidos.
18 de Julho / Recital Final de Composição / Café-Concerto ESMAE
Segundo o início do Programa:
"Morphing ... onde tudo se transforma. Podemos modificar gradualmente as imagens que a nossa memória cria, mas mantemos a essência do objecto. Neste concerto procuramos moldar o som, criando uma textura orgânica que se vai desintegrando de forma pontilhada. Perdemos os acontecimentos, respiramos os sons, vivemos as imagens...e a nossa mente?
...desaparece..."
Frames#87: clarinete, electrónica em tempo real e vídeo (compositor: Igor Silva)
Ondas de memória: ensemble (comp. Diogo Carvalho)
Monólogo V: guitarra portuguesa (I. S.)
TwelveGardens nº1, 2 e 3: piano e vídeo (D. C.)
As palavras não mudam: flauta e electrónica (I. S.)
Contrastes: violoncelo e piano (D. C.)
Slowmotion: electrónica e vídeo (D. C.)
Clepsydra: grande ensemble e electrónica (I. S.)
Excelente grafismo para capa das notas de programa. Fantasia científica é o que me ocorre.
Excelentes textos elucidativos das obras.
1ª peça - Tinha momentos em que parecia um elefante a soar do clarinete de Frederic Cardoso, porque a peça era mesmo assim escrita. Aquilo era um "calhau" para o intérprete. O vídeo era, por vezes, abusivo.
2ª - Percebi ainda melhor, com outro olhar, a totalidade da obra, a imagem de fundo (uma gare de metro e seus carris) também ajudou. Mas a minha opinião já tinha sido muito boa (ver crítica aqui). Senti mesmo pena por alguém, indo de encontro ao "objectivo - haver uma sensação de desconforto e a ansiedade" (Nota de Programa).
3ª - Brutal, Som fantástico, ritmos alucinantes para a tradição auditiva do repertório daquele instrumento.
4ª - Não senti nada.
5ª - Acho que podia ser mais curta, já que os seus motivos eram interessantes, principalmente com a qualidade tímbrica da flauta, mas que a dada altura, paravam no tempo.
6ª - Esta é que não percebi mesmo nada. Vá lá, senti estranheza.
7ª - Gostei das imagens das flores em diversos ângulos, embora gostasse delas em cores vivas, mas isso talvez fosse contra a estética e gosto da ideia intrínseca à peça. Por acaso, até achei a peça andante e não lenta.
8ª Adorei. Gostei ainda mais do que da primeira vez .
Notas: Há pessoas que pensam que estão a aplaudir em Budapest. Uma salva de palmas de cada vez. E alguém se importa de desligar as câmarasfrigoríficas? Lá pró raio do barulho. Acho que alguém se esqueceu de como se abriam as cortinas ;) Foi engraçado.
16 de julho ; Sequeira Costa - Piano Primeira Parte : Frédéric Chopin - Fantasia Opus 49 Balada nº4 Opus 52 Berceuse Opus 57 Barcarola Opus 60 Tarantela Opus 43 Segunda Parte: Claude Debussy - Suite Bergamarsque Maurice Ravel - Jeux d'eau Franz Liszt - Au bord d'une source Lenda de São Francisco de Assis caminhando sobre as ondas
Extras: Brahms - Intermezzo F. Chopin - Valsa Opus 64 nº2 Chopin - outra Valsa (de que já não me lembro o Opus)
Pouco há a dizer, poucas são as palavras para caracterizar tal recital, tais interpretações. Quando tal acontece, de forma absorta e de profundo respeito pela elevada mestria, o crítico deve remeter-se ao silêncio. O crítico, neste caso, já tinha ouvido o programa exactamente igual, com os mesmos extras, só podendo tomar o plano da comparação, dizer que que foi diferente. Desta vez tivemos um pianista mais cansado, com mais perdas de notas, mas com mais sorrisos e aclamações de pé. Foi um concerto mais real, o anterior mais elegíaco. Ambos geniais. Casa cheia. Alma cheia.
"War must be, while we defend our lives against a destroyer who would devour all; but I do not love the bright sword for its sharpness, nor the arrow for its swiftness, nor the warrior for his glory. I love only that which they defend." Faramir, son of Denethor.
9 de Julho, David Geringas - violoncelo / Pedro Burmester - Piano Primeira Parte: Johann Sebastian Bach - Suite nº3, BWV 1009 (violoncelo solo) Gustav Mahler - Canções das crianças mortas (transcrição para violoncelo e piano de Viktor Derevianko) Segunda Parte: Franz Schubert - Sonata "Arpeggione", D 821 Robert Schumann - 3 Peças de Fantasia, Opus 73
Extras: Piotr Tchaikovsky - Nocturno Peça de outro compositor russo Rimsky-Korsakov - Voo do Moscardo ("The Flight of the Bumble Bee") - versão piano e cello Frédéric Chopin - Andamento lento da sonata para piano e cello, Opus 65
Entrada fulgurante do violoncelista, a solo, com muita energia e direcção, revelando os momentos de maior tensão harmónica sem pedantismo. Revelando grande facilidade técnica e gosto/prazer em arriscar no palco, foi uma interpretação muito interessante, diferente mas com estrutura, evidenciada na forma modelar em como se desenrolavam as danças no tempo com seus andamentos próprios e algo voláteis. Depois, foi a entrada da Morte, uma peça que me fez revirar as vísceras de tão pesada de carácter, expectante procura de chão. A ouvir de novo, completamente só. Segunda Parte: Clara demonstração de como um pianista é bom. Tendo este confirmado nos bastidores, não houve um único ensaio igual, o violoncelista fazia tudo diferente, articulações, andamentos, dinâmicas; ele moldava tudo segundo a "sua" inspiração/atmosfera. E o pianista a demonstrar uma enorme segurança, clarividência no encaminhar das frases e uma técnica irrepreensível. Eram sublimes os seus pianíssimos, o seu contraste para com a fogosidade do violoncelista. Como extras, momentos para brilharem, para "darem ares" de delicodoce - neste caso, com bom gosto - e uma atitude super descontraída por parte do pianista nos agradecimentos. O virador de páginas - igual ao concerto anterior - tanto virava em cima da hora como a seguir ficava "horas" de pé à espera. Vestido de forma igualzinha, calças de ganga e sapatilhas, com camisa preta. Casa quase cheia como um Bloco, com mais pessoas à Esquerda.
Primeira Parte: Sonata n.8 Opus 30 nº3 -------------- Sonata nº5 Opus 24
Segunda Parte: Sonata nº7 Opus 30 nº2
Extra: segundo andamento de outra sonata de Beethoven (o duo gravou há pouco a integral)
As minhas impressões foram de positiva surpresa. Surpresa, por exemplo, na perspectiva de evidenciar os motivos rítmicos, pelo pianista, de forma "amaneirada", como que mostrando tiques que teriam sido próprios da época (com toda a subjectividade daí adjacente, quer na análise auditiva, quer na análisea priorido contexto). Dava muito carácter às frases com diferentes ataques para diferentes acentuações e staccatos curtíssimos, mas que cortavam em excesso a noção de frase.
Outro exemplo será o excessivo vibrato do violinista, bom para finais de frase mas a despropósito nos seus inícios. Isto dava demasiado ênfase a cada nota, sendo que revelava ao mesmo tempo conforto técnico e de afinação.
Conforto era o que demonstrava também nos seus movimentos, mas todos com sentido e conexão com o significado da música, enquanto que o outro era pindérico, ao ajeitar as páginas, o mexer delicadamente e "em câmara lenta" o cabelo com gel, só gel, o olhar derretido para o parceiro. É isto que se costuma chamar de "intérprete expressivo" sem se saber o real valor desse epíteto.
Aborrecimento, onde?
2ª parte começa por ser o início do aborrecimento, porque aquilo que antes se tinha revelado frescura pela sua novidade, resvalou para o chato, para o "piroso" como alguém já o disse. Passa-se a notar a falta de uma estrutura mais abrangente, completa e perceber para onde ia música, mesmo que, de tão anestesiados que estávamos, já não pedíamos isso a 100%. O extra não ajudou à festa, com aquele "delicodoce". O público adorou, principalmente os (e as) violinistas.
Virador de páginas com pouca noção da roupa para levar e mais não digo.
Programa de concerto normal, ou seja, a dizer o mesmo, aquilo que vamos ouvir mas não o que podemos perceber das obras e ouvir algo como novo, coisa aliás tremendamente difícil num tempo de grande plêiade de gravações, maior conhecimento do público e a tradição de partir desse pressuposto para não dizer nada, pois dizer que uma música é "muito expressiva" não quer dizer quase nada. O público já parece estar acostumado a não se conseguir surpreender com as novidades tonais, rítmicas, per si.
Faleceu no dia 17 de Julho o antigo ditador uruguaio JM Bordaberry. Em louvor de sua memória só posso aconselhar as palavras de Marcos Pinho de Escobar, no Jovens do Restelo.
Entre bombas e tiros não tardou em comprovar a incompatibilidade entre o exercício da liberdade "liberal" e a manutenção da ordem e da paz no interior da sociedade. É que para impor a ordem e assegurar a paz era necessário restaurar a autoridade... Apoiado nas Forças Armadas Bordaberry atacou em cheio os três mitos do sistema: a soberania do povo, o sufrágio universal e a partidocracia. Fechou o Parlamento e enviou os profissionais do palratório descansar à casa, suspendeu os partidos políticos, introduziu princípios orgânicos e corporativos, garantiu - à moda de García Moreno - a liberdade para o bem e para os praticantes do bem, e combateu o resto. Restaurou a autoridade, e com ela a ordem e a paz, condições indispensáveis para uma sociedade empreender o caminho do autêntico bem comum. Purgando-se do liberalismo da juventude Juan María Bordaberry percorreu um caminho longo mas firme que o levou à Tradição Católica e Monárquica - esta na sua vertente Carlista. Suas três Verdades foram: Deus - Pátria - Rei. "Deus, porque não podem existir instituições que não se fundamentem no direito natural, o que supõe rechaçar as soberbas construções do homem que a contradigam; Pátria, porque a sociedade dos homens tem que professar um amor profundo e permanente ao lar, de onde extrai a força para resistir aos embates do mal; e Rei, porque quem é que pode imaginar uma autoridade que não tenha de prestar contas a Deus?". Em 1976 a alta cúpula militar recusa a institucionalização da nova ordem política projectada por Bordaberry, demitindo-o da presidência e tomando para si o comando do Estado. E o que se viu, mais do que o regresso aos erros e vícios do passado, foi a conquista do Estado pelo marxismo. Meus pensamentos e minhas orações estão hoje, muito especialmente, com este católico exemplar, homem íntegro, que deu tudo de si para reconduzir a sociedade cisplatina no caminho do bem. A Bordaberry bem se ajustam as palavras paulinas: "Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Vencido no mesquinho mundo dos homens, não tenho dúvida de que já recebeu a recompensa infinita na Paz de Deus.
Preface to Persian Traditions
-
First let me introduce myself. People who know me very well say that I have
a mentality which is medieval and not modern, rural and not urban, that I
am an...
Estado de sítio (1)
-
[image: escafandro.jpg]
*Coronavírus hoje em Portugal – 112 casos, 0 vitimas mortais*
A epidemia do Coronavírus mudou as nossas vidas. Vivemos tempos
ab...
ANTI-VIRUS: video-intervista a Maurizio Rossi
-
Ci siamo! Domani la web-TV “Anti Virus: web-tv contro l’epidemia di
disinformazione” parte ufficialmente con la sua 1° puntata. Sarà nostro
ospite Mauriz...
O vírus do abuso de poder anda agora pela praia...
-
Observador:
Onde é mais perigoso andar por causa do vírus por aí à solta?
Nos centros comerciais abertos, nas escadas rolantes, nos restaurantes, nas
ru...
The Romans Have Taken the Lord (Again)
-
“They have taken the Lord from the tomb, and we don’t not know where they
have laid him.” Such were the words, as recorded in the Gospel of John, of
Mary M...
Estrada da Carapuça
-
[image: Estrada da Carapuça, Algés, 1941]
*Estrada da Carapuça, *Algés, 1941.
Fototipia animada dum original de Eduardo Portugal, *in* Arquivo
Fotográfico...
SANTO DO DIA E MUNDANISMO DO DIA
-
*S. João de Deus* (1495 — 1550). Fundador.
João Cidade, fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros, nasceu em
Montemor-o-Novo.
Santo do meu Alentejo, porta...
Orality, Literacy, and the Tradition
-
[A Short Preface: I first delivered the following essay as a keynote
address on the occasion of the fourth annual conference of the Association
of Literary...
“Truisms can come true”
-
It seems nowadays to be counted a prodigy that the truisms can come true.
The discovery that a new notion is nonsense is itself treated as a new
notion. Th...
Various/verschiedene Ernst Jünger Videos
-
After creating the English subtitles for the new ARTE/rbb documentary on
Jünger I spent some time reuploading some of the older documentaries and
discussio...
Do "novo capitalismo de Estado"
-
Ontem, na TVI, incorrendo em vários erros de análise a respeito do acordo
comercial entre EUA e China, Paulo Portas não conseguiu explicar que tipo
de ec...
Someone being criticized on Twitter is not news
-
I mean, that’s obvious, right? I don’t use it, but I know it’s a place
where many people broadcast their briefly expressed (and often briefly
considered) ...
Opus Iudaei minuit: alleluia
-
Pues como hoy es el Domingo de la Sagrada Familia, vamos a poner una
meditación dialogada. Vean qué moderno es el CeTáCeo: dialogada, como en
las no-misas....
Texto Evocativo - Solstício de Inverno 2019
-
*D. Duarte de Almeida: *
*o exemplo do herói solar entre o nevoeiro de Toro*
Um mundo individualista como o de hoje, mentalmente colonizado
pel...
Histórias de Portugal em Marrocos
-
A Couraça e o Baluarte da Couraça de Arzila David Lopes é um autor
admirável. Foi um ilustre historiador e professor de Língua e Literatura
Francesa e Líng...
Deben desaparecer los partidos políticos
-
Deben desaparecer los partidos políticos como instrumentos de gobierno y
elementos de representación nacional. Representa a la nación lo que en ella
es per...
-
*Contos exemplares *
[image: Bildergebnis für der leidende christus]
- É verdade que o Dono da Casa era um homem virtuoso. Mas quem pode confiar
na genero...
MISA POR JOSÉ MARÍA ARRIZABALAGA
-
El jueves 27 de diciembre de 2018 se cumple el cuadragésimo aniversario del
asesinato, por los terroristas separatistas y marxistas de ETA, de*José
Marí...
2600 anos depois.
-
Há décadas que o "Arte da Guerra" é o meu "livro" de cabeceira. E por uma
quantidade de razões, das quais destaco duas. Por um lado, ajudou-me a
evitar um...
Alain de Benoist sobre o decrescimento
-
Alain de Benoist volta ao tema do decrescimento no programa "Le Monde de la
philosophie", animado por Rémi Soulié, a propósito da nova edição do seu
exce...
Recomeçar tudo
-
"Ainda há pouco, há poucochinho, nós, portugueses, éramos um império
dilatado a todo o mundo, e já hoje por hoje não somos senão uma courela
exiguamente ...
Trumpetas do Apocalixo
-
Já agora, sobre o EstTrumpf Trumpetas, e após metódica observação,
ocorreram-me alguns epitáfios do estilo: 1. A montanha pariu um rato, e o
rato produziu ...
Houellebecq vintage
-
"O desejo sexual incide essencialmente sobre os corpos jovens, e o
investimento progressivo do campo da sedução pelas raparigas muito jovens
não foi no f...
-
Clamour without Consistency. — If all men should get what they deserve, and
if what men deserve should be deemed their right, we may find that many
have th...
Os meninos querem ser multimilionários ?
-
Emmanuel Macron, ministro francês das Finanças, ex-funcionário do
Rothschild, irmão do GOF, "socialista-liberal" como se define, afirmou no
passado fim de ...
Update: Cosmic Horror
-
I’ve finished up Issue 30 with a 30,000-word update: Jewish Questions Here
Comes Hitler A Man of His Time Science Fiction Cosmic Horror (Please
comment the...
Adeus, até ao nosso regresso...
-
Há muito que as voltas da vida impedem os "jovens" de fazer o seu almoço
regularmente. Tal tem-se reflectido no *blog *e quem fica a perder são os
leitor...
Don Colacho Now on Twitter
-
Anyone interested in re-reading *Don Colacho's Aphorisms* from the
beginning can now do so by following Don Colacho on Twitter at @DColacho.
I do not manag...
The end of The Counter-Enlightenment
-
My Counter-Enlightenment project is now at an end, and this will be my
final post. Thanks to everyone who has read the materials on this blog. I
hope that ...
A revista Camarada (2ª série)
-
A revista Camarada teve duas séries durante os anos da sua publicação. A
primeira durou de 1947 a 1951, com 133 números publicados, e a segunda de
1957 a...
-
Caros Amigos e Leitores,
Graves problemas pessoais têm me impedido de escrever, acompanhar esta
página ou responder às vossas mensagens. Peço-vos que me pe...
"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves