terça-feira, 31 de maio de 2011

Aforismos

A Abstenção começa quando desligámos a tomada da Televisão. O Fio Condutor que alimenta a Democracia é o mesmo.

Endoutrinai-vos, ó Massas.

Outro Destino Europeu - Ernst Jünger

Coisas dos Monárquicos

Com todos os monárquicos que me disseram
"Eu até concordo contigo, mas nós somos tão poucos que eu prefiro juntar-me aos constitucionalistas da Causa Monárquica"
já eu, ou outro qualquer, poderia ter organizado três ou quatro Movimentos Integralistas.

domingo, 29 de maio de 2011

The Dogma

John Médaille
The Dogma of Democracy

Modern democracy has come to mean, in preference to all other possible forms, electoral democracy, where the officers of the state are chosen in periodic plebiscites determined by secret ballot. This has long since been the dominant form, and has become, in common usage, the only meaning of democracy. In the last 100 years we have fought numerous wars to make the world “safe” for this form; it is as if we believed that the right level of shock and awe would turn the citizens of Baghdad into good Republicans and Democrats, or convert Afghanistan into a suburb of Seattle.

Since this democracy is something we are willing to both kill and die for, it assumes the status of a religion, albeit a secular one. Like all religions, electoral democracy has its central sacrament, its central liturgy, and its central dogma; its sacrament is the secret ballot, its liturgy is the election campaign, and its dogma is that the election will represent the will of the people.

But is this dogma true in any sense? Is the “will of the people” really captured by 51% of the voters? Clearly, not everyone votes, so the will of the voters may not at all be the will of the people. One might respond that it is the will of the people who cared enough to vote. However, that ignores the fact that there are people (like myself) who care enough not to vote; people who find no party acceptable, or worse, find that both parties are really the same party with cosmetic differences for the entertainment and manipulation of the public.

I suspect that if there were a real choice on the ballot, such as a box marked “none of the above,” turnout would be higher, and this last choice the consistent winner. But in any case, it is not true that the will of a bare majority of the voters can easily be equated with the “will of the people.”

Further, we can ask if a bare majority is actually a sufficient margin for any really important decision, one that commits everyone to endorse serious and abiding actions. For example, should 51% be allowed to drag the rest into war? Or into the continuing war against children that is abortion? Certainly, there are issues that can rightly be decided by bare majorities, but the important issues cannot fall in that category.

There is yet another problem with the dogma of representation, because there are clearly two groups which elections cannot canvass: the dead, and the yet unborn, the past and the future. In an electoral democracy, the interests of the living predominate. Now, as to the first group, some say that we should not be bound by the dead past, and that our first freedom is freedom from our parents. There is, of course, a grain of truth in this; death is there for a reason. Nevertheless, life is bigger than the present moment, and no generation, no matter how scientific, can grasp the totality of life, can completely discern the correct way of living in the world.

The world as it is at any given moment is the result of decisions and actions that make up its past. The traditions we receive are the sum total of the distilled wisdom of the past about how to live in the world and with each other. It is, of course, an incomplete knowledge, and our task is to add to it, and to pass it on. Tradition therefore comes from the past but is oriented to the future. But democracies tend to erode traditions by pandering to current desires. G. K. Chesterton has labeled tradition “the democracy of the dead,” and a real democracy will accommodate these absent constituents.

In abandoning the past, democracy also abandons the future. We pile the children with debts they cannot pay, wars they cannot win, obligations they cannot meet; we allow the infrastructure to deteriorate and so weaken even their ability to earn a living. We vote ourselves large pensions at an early age, confident that we can live on the taxes paid by the children, even as we restrict the number of children we have, placing an even bigger burden on the ones that remain.

But in abandoning both the past and the future, democracy abandons even the ability to represent the present, because without the guidance of the past and the concern for the future, even the present moment loses its reality. The present moment is always ephemeral, because as soon as one grasps it, it is already history. Without tradition and an orientation to the future, the present moment becomes a kind of cultural Alzheimer’s, with no memory and no direction.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Estado Natural da Escravatura

RE: contrarreevolução

Apresento em baixo, as minhas razões para considerar que, numa comunidade ancap, seria natural a escravatura:

1- O ideário político ancap faz-se, especialmente, contra os fundamentos do Estado Moderno. Apenas no contexto de um estado moderno podemos observar as tendências democratizantes e socialistas que tanto o blogue do Rui como o meu atacam.

2- A origem da escravatura é anterior à fundação deste- logo, do ponto de vista histórico, temos de ver os fundamentos desta instituição a uma luz diferente daquela causada pelas consequências da acção do Estado pós-revolucionário.

3- Assim sendo, podemos considerar que, num Estado Natural - pegando em Hobbes - a escravatura seria possível.

4- Como? Os valores Liberdade, Propriedade, e Paz podem facilmente devorar-se. Numa sociedade onde não existam imperativos morais além destes um homem pode escolher escravizar-se para pagar uma dívida ou porque, simplesmente, não aguenta a pressão de ser uma adulto responsável. Da mesma maneira que dispões do seu corpo de forma irrestrita - aborto, suicídio assistido, etc. - não existe garantia nenhuma, dada por ancap nenhum, que um caso destes não pudesse acontecer. É apenas uma forma livre - Liberdade - de dispor do que é seu - Propriedade - para não perturbar a ordem social vigente na dita comunidade - Paz.

Questões menores:
O Tradicionalismo.
Caro Rui, não é mesmo só o meu caso. Sei que apelar continuamente a exemplos históricos não é uma solução que o satisfaz, e pode até cansá-lo - mas se juntarmos as Guerras Carlistas, as Miguelistas, o Exército Branco Russo, o Sonderbund na Suíça, a Vendeia na França Jacobina, os Jacobitas contra a Glorious Revolution, o Sul Confederado, etc., pode ver que no que toca à acção o tradicionalismo não tem optado por ficar sentado em casa. Específicamente contra o poder crescente do Estado Leviatã não deve ter havido ideologia que mais se revoltou. Ou, devo dizer, contrarrevoltou.

O Jusnaturalismo.
Esta questão é algo mais complicada e exige um ensaio que lhe queria mostrar, mas terá de ser por email e com tempo. O mesmo se passando com o problema distributivista. Comprometo-me, valentemente e perante os leitores, a não o deixar sem resposta.
No entanto um comentário é possível: A diferença única poderá ser melhor explicada como a "barreira" única. Não fosse, como disse o Rui, o status quo, e a manifesta obsessiva vontade de o manter, e possivelmente todos os conservadores (e liberais-democratas, e hayekianos, e democratas-cristãos, e etc.) seriam ancaps.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Walking Book of Knowledge


(31 de Julho, 1909, Tobelbad (Haselsdorf-Tobelbad) – 26 de Maio, 1999, Lans)

It would be most erroneous to believe that a return to monarchy, even a Christian monarchy, would solve all of our problems. Recall the praise the great monarchist Charles Maurras bestowed on this form of government: “Le moindre mal. La possibilité du bien. (The least evil. The possibility of something good.)”

Contrarrevolução

Compreenda, Rui, que no que toca à subjectividade dos temas, a oposição entre ruptura e mudança não é de todo óbvia. Uma ruptura pode dar-se num contexto revolucionário para substitutuir um regime político cuja duração no tempo e na história tenha sido efeméride. E se mudança for para si sinónimo de Reforma, então essa mesma Mudança pode ter efeitos mais radicais que uma Ruptura. A abolição da escravatura, que foi feita em sistema de Reforma na grande parte das nações ocidentais, é um evento histórico que representa, especialmente em alguns territórios, uma transformação radical da realidade social e política e económica. Só nos EUA esta Reforma implicou a criação e destruição de um regime político.

Assim, antes de me apontar os "erros intelectuais" presentes no meu texto, compreenda que nem eu tenho o domínio total das definições que o Rui usa, nem vice-versa, porque não é uma discussão propriamente académica.
Dessa forma, avanço devagar para não surgirem mais mal-entendidos, como o problema do personalismo-individualismo, quando num contexto absolutamente diferente usei a palavra indivíduo e o Rui pensou, magnificamente, ter-me descoberto a "careca".

Chamo-lhe a atenção para o facto de o Rui estar a usar a mesma crítica para o Tradicionalismo que usou para o Conservadorismo - e mais precisamente, para a leitura deficitária que alguns conservadores têm de Oakshott. Mas atendendo à crítica lançada a Oakshott, o Tradicionalismo não cai na mesma falácia - é em Oakshott que não existe mais critério além das práticas aceites pela sociedade. Entre um conservador destes e um anarquista existe apenas uma diferença - a total submissão à ordem social vigente.

O Tradicionalismo apresenta uma perspectiva completa do Homem. É esta perspectiva integral do Homem que nos leva a defender a necessidade de defender a Contrarrevolução. O critério que a invalida é completamente relativista, pois esta pode ser comparada a uma proibição de exercer a legítima defesa sobre um assaltante. Se a ordem orgânica social de uma sociedade tradicional é afectada por uma revolução - então compara-se este caso ao outro de âmbito penal, em que um bem jurídico é ameaçado pela conduta hostil de um outro indivíduo. Mesmo que esse bem jurídico pareça, à luz do delinquente, como um bem jurídico inferior, não é por isso que o visado pela agressão não se deva defender. Assim, enquanto a Revolução desprezou a Religião, as Liberdades, a Propriedade, etc., a Contrarrevolução tem o dever de restabelecer estes valores pelos meios que lhe proporcionam as circunstâncias. Tudo isto insere-se numa hierarquia de valores que une, e dizemo-lo sem problemas, o político e o transcendente. Uma ideia de Bem Comum e de Estado.

O mesmo princípio aplica-se ao problema da escravatura. Num contexto utilitário, de puro conservadorismo, justifica-se a permanência da instituição. O que o Rui vai-se esforçando por não acreditar é que numa "Ordem Natural" (que nada tem a ver com o Direito Natural, uma vez que este não é decifrado nas estrelas apenas pelo exercício daquilo que nos parece, a cada um, "natural" de se fazer) anarco-capitalista seria perfeitamente natural também. Quando lemos Santos Justo sobre o direito privado romano, ou os estudos históricos de Duby e o mais recente de Grénouille, percebemos que a escravatura foi considerada, ao longo da história, mais como um vínculo social proveniente de uma situação de perda de autonomia pessoal do que a vontade de criar trabalho não-remunerado - e que as situações modernas de quase-escravatura são mais penosas e insuportáveis que as antigas, uma vez que as actuais são propositadamente cruéis e desumanizantes e obtêm carta-branca dos estados e das sociedades - e que foram precisamente as novas concepções da metafísica que criaram as bases doutrinais para que a Humanidade compreendesse a escravatura como algo Mau, ainda que funcional.

Termino assim dizendo que nem este texto procura fixar a posição tradicionalista a uma posição fixa - talvez a pequena parte que eu citei foque esse ponto especialmente, mas o mesmo excerto contraria essa ideia quando afirma que "Se uma dada instituição, como a Instituição Real por exemplo, foi derrubada, é decerto contraproducente tentar voltar atrás e reerguê-la tal como existia, mas deverá ser observado se a função que essa instituição desempenhava encontrou um substituto capaz."

«Não somos conservadores - dada a passividade que a palavra ordinariamente traduz. Somos antes renovadores, com a energia e a agressividade de que as renovações se acompanham sempre. O nosso movimento é fundamentalmente um movimento de guerra. Destina-se a conquistar - e nunca a captar. Não nos importa, pois, que na exposição dos pontos de vista que preconizamos se encontrem aspectos que irritem a comodidade inerte dos que em aspirações moram connosco paredes-meias. É este o caso da Nobreza, reputada como um arcaísmo estéril em que só se comprazem vaidades espectaculosas. A culpa foi do Constitucionalismo que reduziu a Nobreza a um puro incidente decorativo, volvendo-a numa fonte de receita pingue para a Fazenda. Foge, cão, que te fazem barão!- chacoteava-se à volta de 1840. Mas para onde, se me fazem visconde?! E nas cadeiras da governança o cache-nez célebre do duque de Avila e Bolama ia esgotando os recursos do Estado em matéria de heráldica.»
António Sardinha

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Entre Deus e o Diabo

Cântico Negro

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio

terça-feira, 24 de maio de 2011



Sorrow found me when I was young
Sorrow waited, sorrow won
Sorrow, they put me on the pill
It's in my honey, it's in my milk
Don't leave my hyper heart alone on the water

Cover me in rag and bone and sympathy
'Cause I don't want to get over you
I don't want to get over you

Sorrow's my body on the waves
Sorrow's the girl inside my cake
I live in a city sorrow built
It's in my honey it's in my milk

Don't leave my hyper heart alone on the water
Cover me in rag and bone and sympathy
'Cause I don't want to get over you
I don't want to get over you

Don't leave my hyper heart alone on the water
Cover me in rag and bone and sympathy
'Cause I don't want to get over you
I don't want to get over you

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bater no tipo que lê Marx

Não sei muito bem o que é que o Rui me quer daqui.
Só lhe posso dizer que, numa sociedade que rompe com os seus valores tradicionais, o tradicionalista age contrarrevolucionariamente. Ou fica em casa.

Em relação às predilecções ideológicas, penso que não é obrigatório uma instituição possuir, obrigatoriamente, um pendor ideológico.
Situado na órbita dos fenómenos sociais, o tradicionalismo continua a entender a política como uma realidade, ou uma experiência, garantida e comprovada pelo decurso da história. As instituições do passado não são boas por serem antigas, mas são antigas por serem boas – é uma famosa máxima tradicionalista.
Se as instituições têm memória histórica, e essa mesma memória permite-lhes acumular várias "ideologias", será necessário ao governo tradicionalista abordar essas mesmas instituições de forma pragmática por forma a manter a sua utilidade para o Bem Comum - ou recriar as já destruídas, se as substitutas se demonstrarem contrárias ao mesmo Bem.
Com os Governados não se brinca.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

PÉROLA


A atitude tradicionalista distingue-se da conservadora por não ser hostil às inovações políticas, sociais, individuais ou grupais. Enquanto o espírito conservador tem uma atitude que se caracteriza pela deliberação em manter a ordem social, política ou económica existente, o espírito tradicionalista é aberto à mudança e pugna frequentemente pela mudança. A mudança, porém, deve realizar-se sem romper com os antecedentes morais que são o fundamento de uma dada sociedade. O tradicionalismo reage normalmente de forma negativa às revoluções, em especial aquelas que pretendem fazer tábua rasa do passado e do fundamento moral que constituiu uma dada sociedade. Para o tradicionalista, deve ser a história, e não as nossas predilecções doutrinárias, o melhor guia na determinação dos regimes políticos. Se uma dada instituição, como a Instituição Real por exemplo, foi derrubada, é decerto contraproducente tentar voltar atrás e reerguê-la tal como existia, mas deverá ser observado se a função que essa instituição desempenhava encontrou um substituto capaz.
in Wikipédia

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Possivelmente a melhor temporada na blogosfera

é aquela que o COMBUSTÕES está a fazer.
Obrigatórios: este, este e este.

Deixem-se de queixas, lágrimas e afectos. Sejam duros, provocadores e impenitentes blageurs. Aliás, há mentirosos auto-glorificadores mais bem sucedidos que os italianos e os espanhóis ? É nessa indústria que temos de investir. Propaganda, mais propaganda. Ponham-se, já, em bicos de pés.

terça-feira, 17 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Uma Pergunta

Que civilização europeia é esta que eu ouço tanta boa gente falar em defender?

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves