sexta-feira, 20 de maio de 2011

PÉROLA


A atitude tradicionalista distingue-se da conservadora por não ser hostil às inovações políticas, sociais, individuais ou grupais. Enquanto o espírito conservador tem uma atitude que se caracteriza pela deliberação em manter a ordem social, política ou económica existente, o espírito tradicionalista é aberto à mudança e pugna frequentemente pela mudança. A mudança, porém, deve realizar-se sem romper com os antecedentes morais que são o fundamento de uma dada sociedade. O tradicionalismo reage normalmente de forma negativa às revoluções, em especial aquelas que pretendem fazer tábua rasa do passado e do fundamento moral que constituiu uma dada sociedade. Para o tradicionalista, deve ser a história, e não as nossas predilecções doutrinárias, o melhor guia na determinação dos regimes políticos. Se uma dada instituição, como a Instituição Real por exemplo, foi derrubada, é decerto contraproducente tentar voltar atrás e reerguê-la tal como existia, mas deverá ser observado se a função que essa instituição desempenhava encontrou um substituto capaz.
in Wikipédia

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Possivelmente a melhor temporada na blogosfera

é aquela que o COMBUSTÕES está a fazer.
Obrigatórios: este, este e este.

Deixem-se de queixas, lágrimas e afectos. Sejam duros, provocadores e impenitentes blageurs. Aliás, há mentirosos auto-glorificadores mais bem sucedidos que os italianos e os espanhóis ? É nessa indústria que temos de investir. Propaganda, mais propaganda. Ponham-se, já, em bicos de pés.

terça-feira, 17 de maio de 2011

This is America

É a América, sem grandeza, sem elaboração, pequena e puritana, pacóvia e excessiva. A América da Lei Seca, claro; do Código Hayes, claro; dos 90.000.000 de processos do FBI sobre meio-país, mas também a América do anti-tabagismo primário - totalitário, roncante, quase idiota - que faz transportar a gente mais gorda e feia do planeta em carros que poluem mais por quilómetro que 10 maços de tabaco; a América que inventou o medo das pedofilias e o espalhou ao ponto de, hoje, um adulto não se atrever afagar a cabeça de uma criança; a América, onde um professor não pode receber estudantes no seu gabinete e fechar a porta; a América obececada com a saúde, mas que nem gastronomia possui - o mínimo que se pode exigir a uma cultura - para além das pipocas e sandes; a América que odiou as monarquias e só quis Reis da Marmelada, dos imperadores dos tijolos, marqueses dos elevadores e das máquinas de lavar a roupa; a América que converteu a religião no terceiro negócio mais lucrativo do país, imediatamente antes do negócio da coca e das armas. Há quem goste daquilo, habitualmente pessoas muito pouco exigentes e fascinadas pelo grande, pelo rico e pelo "shining". Ãcho, tudo aquilo, absolutamente nasty, revolting e disgusting.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

Gnosticism in Modern Thought

Nicolás Gómez Dávila and the Gnostic Roots
of Modernity

El pensamiento gnóstico y el moderno tienen una coincidencia en lo que respecta a la similación del hombre, en cuanto es visto con la suficiente capacidad racional para dar cumplimiento a los propósitos que emprenda: en el primero de los casos, el de su salvación autónoma al margen de la fe y, en el segundo, en otro tipo de salvación orientada a establecer el posicionamiento individual de la autonomía religiosa y moral de que hace gala el hombre moderno. Así se comprende mejor el segundo fragmento expuesto arriba, cuando el hombre es asimilado como un dios que se da cuenta de su condición, y por lo tanto deja de estar sometido, para considerar su propia visión desde una perspectiva distinta. La equiparación de gnosis y Aufklärung no es pues gratuita y desenfocada, obedece a una identificación de ambos fenómenos, la que quizá es una de las más radicales posturas de Gómez Dávila: su imagen del hombre. Como todo moralista, el autor de los Escolios desestima las pretensiones del hombre y, por lo tanto, asume el gnosticismo como un fenómeno religioso que no se arrodilla ante Dios, sino ante una nueva divinidad: el hombre. En lo que respecta a la Aufklärung, el diagnóstico no es muy distinto, y de hecho en ella hay también unos visos de religiosidad bastante explícitos, aunque, claro está, de otra índole. La Diosa Razón, la creciente fe en el progreso humano, las bondades de la racionalidad, el fin de la religión en la medida en que esta es asumida como superstición, tienen también rasgos inconfundibles de motivación religiosa. Todas esas expresiones muestran una fe que, por supuesto, la llamada “posmodernidad”, en cuanto cierre de los metarrelatos, ha intentado superar.
Et moi aussi.

domingo, 8 de maio de 2011

God and Sensuality

Sensual:

Gómez Dávila was aware that most people view sensuality and religion as contradictory, but he was determined to keep both these basic features of his personality together. He did not deny that sensuality, in isolation, can be a vice; instead of being discarded, however, it needs to be joined with love—love not of an abstract concept, but of an individual. Indeed, the object of love is the “ineffableness of the individual.” In Gómez Dávila’s philosophy, the sensual, by virtue of its union with love, is intimately united with the individual.

But, what exactly is the sensual? If the sensual is merely defined as the opposite of the abstract, an important element of the sensual will be missing. What is missing is value, an important and recurring term in the Escolios. “The sensual is the presence of a value in the sensible.” One of the most important ways of perceiving the presence of values—which are immortal—is through art. A good painting, for example, gives the spirit “a sensual enrichment.” True sensuality wants its object to enjoy eternity. This mention of eternity, in conjunction with the immortality of values, indicates the ultimate goal of sensuality. If the sensual as the embodiment of values, aspires to eternity, it must be a longing for the only being who is eternal, God. This explains why for Gómez Dávila it is not sensuality, but abstraction, that leads us away from God. This praise of sensuality may sound foreign to many Christians today, but one cannot help but be reminded of St. Thomas Aquinas’ statement: “It must be that God is in all things most intimately” (Summa Theologiae, I, q. 8, art. 1).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Estado de Direito e Opinião Pública

Desta vez, nem se preocuparam em realizar um julgamento fantoche - procederam logo à execução sumária de Osama bin Laden. Contentes ficaram as Massas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Democracia Mórbida

Ortega Y Gasset,
We live surrounded by people who do not hold themselves in high esteem, perhaps with good reason. These people want the equality of all men to be immediately and forthwith proclaimed; equality before the law is not enough for them: they long for a declaration that all men are equal in talent, sensibility, refinement, and degree of feeling. Every day that goes by without the triumph of this unrealizable leveling is a cruel day for these resentful creatures, who feel themselves fatally condemned to form the moral and intellectual plebs of our species. Left to themselves, they taste gall and wormwood; it avails naught that, through minor intrigue, they succeed in playing showy roles in society; their apparent social success poisons their inner selves even more, revealing to them the un- stable disequilibrium of their life, threatened at every instant by a deserved fall; in their own eyes they appear as falsifiers of their own selves, as counterfeiters of a tragic specie, where the coin defrauded is the fraudulent person himself.

This state of the spirit, sodden with corrosive acids, is made most manifest i n those offices where the fiction concerning the missing qualities is least possible. Is there anything so s ad as a writer, a professor, or a politician without talent, without refined sensitivity, without lofty character?
How are these men, bitten by the knowledge of their intimate failure, to look upon men that cross their path breathing attainment and radiating a sound self-respect and self-esteem?
And thus it is that journalists, professors, and politicians without talent compose the High Command of envy, which, as Quevedo says, is so skinny and yellow because it goes about biting but does not eat.
What today we call “public opinion” and "democracy” are little but the purulent secretion of these spiteful souls.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

The Romantic Generation

It is equally fatal to have a system and not to have a system.
One must try to combine them.


Friedrich Schlegel, Athenaeum Fragments

domingo, 1 de maio de 2011

Crítica de concerto (X)

25 de Abril

Ursula Oppens

Casa da Música


Concerto de abertura do "Festival Música e Revolução" com as

36 Variações sobre o tema de "O povo, unido, jamais será vencido",

a portentosa obra para piano dum revolucionário americano, Frederic Rzewsky.


Obra de aproximadamente 50 minutos, pois a seguir a todas as variações temos indicação do compositor para podermos improvisar, antes de fazermos uma reprise do Tema.


Interpretada pela pianista Ursula Oppens, esta obra tem partes de difícil absorção, tem variações muitíssimas experimentalistas, outros momentos de lirismo inesgotável, variantes de virtuosismo quase impossíveis. Adoro, mas não adorei. Mas foi um momento para ver ao vivo uma pianista que não conhecia com uma técnica e sensibilidades extraordinárias, sendo esta a opinião de outras pessoas que assim a ouviram.


Sendo-lhe dedicada e estreada a 7 de Fevereiro de 1975, foi interpretada com partitura mas com total desprendimento por ela. Mesmo com momentos muito curtos de andar à nora (à procura do acorde certo para passagens na mão esquerda, o que distrai um pouco o ouvinte, que fica à espera do que vem a seguir), por cada dia que passa e ouvindo e lendo mais sobre a peça e suas implicações sociais, mais facilmente se entende a performance e se pode apreciar toda a obra.


Como exemplos, aqui ficam algumas ligações da melodia que deu o tema as estas variações.





Foi pena que não tenham aparecido muitas pessoas a ver. Deu para notar o sol pôr-se por detrás da estátua Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular na Avenida da Boavista, sentir o calor sair da terra à saída do concerto, conversar com quem sabe e com quem nada sabe, ver outras pessoas.


Porque a Revolução possibilitou isto tudo. Será Liberdade? Talvez não, talvez alguma censura que não a económica aqui não se notasse, mas festejar a Revolução com boa música é bom e não é a ouvir discuros inócuos que se aprende alguma coisa sobre nós próprios.

Le Style classique

É impossível caracterizar fielmente algo que está morto.

On ne put définir la forme sonate qu'une fois morte.


Charles Rosen

sexta-feira, 29 de abril de 2011

L'ÉTERNITÉ

Elle est retrouvée.
Quoi ? – L'Éternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil

Âme sentinelle,
Murmurons l'aveu
De la nuit si nulle
Et du jour en feu.

Des humains suffrages,
Des communs élans
Là tu te dégages
Et voles selon.

Puisque de vous seules,
Braises de satin,
Le Devoir s'exhale
Sans qu'on dise : enfin.

Là pas d'espérance,
Nul orietur.
Science avec patience,
Le supplice est sûr.

Elle est retrouvée.
Quoi ? - L'Éternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves