quarta-feira, 6 de abril de 2011

Goebbels - A Semente da Revolução

For the authoritarian nationalist conception of the State represents something essentially new. In it the French Revolution is superseded. (...)
We have modernized and ennobled the concept of democracy. With us it means definitely the rule of the people, in accordance with its origin. We have given the principle of Socialism a new meaning. ... Never have we left anyone in doubt that National-Socialism is not for export. ... We do not aim at world domination, but we do intend to defend our country, and it is our new conceptions which give us the inexhaustible and ever-renewed strength to do so. ...
J. Goebbels, On National-Socialism, Bolshevism, and Democracy

(September 10, 1938)

Pacto BE-PCP

Recordações de um Concerto ( III )

Todo este texto foi escrito enquanto o autor ouvia o 2º Concerto de Brahms com a orquestra do Concertgebouw de Amsterdão, dirigida pelo maestro Bernard Haitink e ao Piano Claudio Arrau, numa gravação em vinil.



Lembram-se da cena inicial "Música no Coração"? Julie Andrews, no papel de Maria aparece entre montanhas ora altivas, aconchegadoras ora severas, deixando-se levar por caminhos de plena liberdade, com seu coração palpitante na verdejante vista. Um claro, simples e sereno quadro de felicidade se vislumbra nessa cena.

É este o sentimento que me invade quando oiço o início do 2º Concerto para piano e orquestra, Opus 83 e Si bemol Maior, de Johannes Brahms - 1833 Hamburg, 1897 Viena.

O 1º andamento, um "Allegro non troppo", começa com um chamamento longínquo das trompas a que responde o piano com uma subida calma sozinho, como que imitando as primeiras. Este diálogo será, pouco depois, interrompido pelo pianista com uma fúria abrasadora tal que põe a descoberto uma impaciência romântica, um fogo que precisa de explorar e comunicar, até que chega a um pico - um dos muitos cumes que encontramos em tantas montanhas juntas - e logo de seguida a afirmação pela orquestra da tonalidade principal do concerto. Esta, já noutro carácter, mais encantantatório, revela-se no mesmo tema inicial, como que se nunca tivéssemos de lá saído, como se entrando na casa dos Von Trapp nos mantivéssemos dentro do campo. Sempre com o piano em grande sensibilidade e virtuosismo.

A multiplicidade neste concerto de relações motívicas, temas, orquestração muito bem feita, a disposição dos momentos de maior apogeu da orquestra e do piano, as surpresa harmónicas, o lirismo e a impaciência sempre em constante diálogo e combate. A conjugação da clareza clássica, da exploração muito barroca de diversos estados de alma e das belíssimas melodias - como não lembrar as declamações ao rubro de amor no 2º andamento "Allegro appassionato"? - e das passagens super virtuosas é inigualável. E que falar da elegância do 4º andamento, descrito pelo compositor como "Allegretto grazioso - Un poco più presto?"

Esta minha adoração por este concerto teve mais um momento de deliciosa e poderosa audição no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, numa sala bem composta de público, bonita e com boa resposta sonora do que é tocado no palco para o público, só havendo o senão de haver lugares no balcão onde não se vê o palco.Foram intérpretes a Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo Meastro Lawrence Foster, com o Pianista Arcadi Volodos.

Foi um prazer poder ouvir aquele que alguns já antevêem poder vir a ser o próximo Grigory Sokolov, que é proclamado como o mais completo pianista vivo pela crítica e pelo público.

Só foi pena notar alguma indiferença, nalguns momentos de maior exaltação, por parte da orquestra, com entradas um pouco fora do contexto por parte de alguns instrumentistas de sopro e pela chefe do naipe de violoncelos, que no 3º andamento - com indicação "Andante - Più adagio" - preferia revelar toda a sua excentricidade e valor, como se nada mais existisse, ficando o piano sem qualquer poder.

Um andamento todo ele passado no quadro do 1º, mas agora estamos sentados, a reflectir sobre nós próprios.

E o extra? Delicioso: de Alexander Scriabin "Feuillet d’album" op. 45/1 mesmo sendo extremamente difícil de captar a atenção do público depois de um concerto tão intenso, que dura aproximadamente 45 minutos.

Fico com a sensação de vida plena sempre que acabo de ouvir este concerto.

É música profunda e inexplicavelmente cinematográfica.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Soneto Incompleto


El-Rei D. Miguel de Portugal:

É de medalha o teu perfil vincado.
Tu, sim, que fostes o último Senhor,
que destes ao ceptro o uso dum cajado
e à Realeza o ofício de pastor!

Ficou suspenso sobre a terra o arado,
desde que o abandonou o lavrador.
Ninguém o tira donde está fincado,
não há ninguém que o puxe com vigor!

António Sardinha

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Y Viva los Cristeros!

"The reactionary does not condemn the bourgeois mentality, but rather its predominance.
What we reactionaries deplore is the absorption of the aristocracy and the people by the bourgeoisie.
It is the emasculation of liberty or, alternatively, of equality."

Nicolás Gómez Dávila

domingo, 3 de abril de 2011

Um Blogue sobre Distributismo, Economia e Austríacos

A Cigarrilha de Chesterton

e uma hipotética theme song para esse mesmo blog

Porque ainda se fazem coisas boas em Portugal

Que o sucesso e honestidade musical estejam lado a lado com estes dois pianistas, cada um ao seu estilo - pois diversidade "rima" com escolha - Miguel Santana e Raúl Costa. Estes vencedores de certeza que terão, cada um com 1000 euros, dinheiro para comprarem uma mota Yamaha para quem lhe faz uma pequena publicidade (eu, claro)!
Abraço aos dois e Parabéns!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dia Mundial do Teatro

Para mim, logo que comecei a ver esta peça de teatro, tive a sensação de rever o início deste filme. Não sei porquê. E foi só o início.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Educação

It is not in the hands of popular majorities where power is most easily perverted; it is in the hands of the semi-educated.

No es en manos de las mayorías populares donde el poder más fácilmente se pervierte, es en manos de los semi-cultos.

Nicolás Gómez Dávila, Escolios a un Texto Implícito: Selección, p. 467

Revolução

The people that awakes, first shouts, then gets drunk, pillages, [and] murders, and later goes back to sleep.

El pueblo que se despierta, primero grita, luego se emborracha, roba, asesina, y después se vuelve de nuevo a dormir.

Nicolás Gómez Dávila, Escolios a un Texto Implícito: Selección, p. 471

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sinto muito pelo Estado Sentido

Não compreendo este ataque de histerismo do Samuel Paiva Pires. Para alguém que faz análise política através de blogs há já alguns anos, toda esta manifestação de entusiasmo é tão ingénua quanto infantil.
Faço minhas as palavras de RBR

Como se a demissão de um palhaço (e a antecipação da eleição de outro) justificasse qualquer festa... Será que vão enrolar uma bandeira do PSD e fumá-la?

Só errou RBR na mortalha do Samuel PP. Todos nós sabemos que o Samuel, agora, só fuma democrata-cristão. Daí a crença imbatível de que a fonte do mal do socialismo residia em José Sócrates e no seu governo - isto só é sustentável entre os liberais como o Samuel enquanto dogma de fé, e não enquanto verdade reconhecível. Os traços de jacobinismo do liberal-conservadorismo são tão evidentes como a crescente careca do jovem blogger - o último parágrafo da ode à democracia é a prova como, da sua tolerável tolerânciazinha, nascem dualismos de posições que exigem, em nome do Bem Público do demoliberalismo, a supressão de uma das partes - A Parte Maléfica.

(os negritos são comentários meus)
Quanto aos socráticos socretinos e outros quejandos paladinos da infelizmente risível responsabilidade irresponsável, quero dizer que me estou pura e simplesmente a marimbar para as vossas opiniões (Samuel de Paiva Pires - um novo José Sócrates em potência) – se é que alguns dos chorrilhos estupidificantes por aqui derramados possam sequer ser considerados como opiniões (é mesmo isso, queima-os na estaca! viva a Liberal Inquisição!). O Facebook é uma ferramenta magnífica, provavelmente uma das invenções mais democráticas jamais criada, no que à participação política diz respeito (quando serve os nossos propósitos é democracia - se não, é socialismo caviar). Permite a masturbação e a regurgitação pseudo-intelectual em larga escala e tempo real de todos quanto o pretendam fazer (o que é bom), ao mesmo tempo que do alto da sua arrogante e sábia ignorância presenteiam ilustres desconhecidos (leia-se Samuel PP et all) com epítetos do mesmo jaez, numa suprema demonstração do seu civismo e educação (too good for your shit). Pois bem, já que assim é, vão mas é trabalhar que este evento já acabou e deixem-se de merdas ó cambada de presunçosos socretinos e pseudo-preocupados com o estado do país (acabou em beleza! "Eu gosto é de malhar na Esquerda")!!!»

terça-feira, 22 de março de 2011

Revista "Glosas" - em nome da Música Portuguesa

Faço aqui uma cópia integral (e espero que o seu autor, meu amigo, não me leve a mal) de um texto que mostra bem, sinteticamente, o sentimento entre nós sobre a nossa cultura.
Será um mero exemplo? Sim, mas há gente que não aprende com os erros, mas que nunca tem má fortuna.
Ora aqui fica.

A minha Lista de blogues

Seguidores

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves