segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pela Alma

Lisboa - 1 de Fevereiro, pelas 19h00, na Igreja da Encarnação, no Chiado, a Missa por alma de S.M. o Rei Dom Carlos e SA.R. o Príncipe Dom Luís Filipe.

Porto - 1 de Fevereiro será celebrada Missa, na Igreja dos Clérigos, pelas 19horas, em memória do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, sendo presidida pelo Reverendo Pe. Gonçalo Aranha, com a presença de Sua Alteza o Senhor Infante Dom Henrique, Duque de Coimbra, convidando todos os associados e simpatizantes a nela participar.

Agradecimentos às Reais Associações das duas cidades

Uma Monarquia para Portugal

A Real Catholic Monarchy, by John Médaille
Concerning the king, he needs to have real authority, an authority that extends to the executive, legislative, and judicial functions. Of course, he should not be the only authority in these areas, nor even necessarily the ordinary authority; but he should, in some sense, be the ultimate authority. The king’s government also needs to have its own revenue stream, one fixed in the constitution and independent of any legislative body. A king who has to beg his bread from the legislature is no king, and whoever holds the power of the purse will soon hold all other powers. The legislature may by its own will supplement the constitutional revenues, perhaps to pay for a war or some other extraordinary expense, and they may control the funds they levy. But for the budgeting of the constitutional revenue, the king should be primary, or even the sole, authority. Other authorities may comment, they may even censure a king, such as when a king neglects the defense of the realm to build himself palaces. But in the practical world, control of the budget is control of everything else. The king should also hold an absolute veto over both the legislature and the judicial functions. And finally, there needs to be a difficult but peaceful means of removing a king; without this, kings themselves become the cause of revolutions.

The more difficult question actually concerns the aristocracy. Both Aristotle and Aquinas thought of aristocracy in terms of virtue and accomplishment rather than in terms of birth and wealth. The latter they considered to be a mere oligarchy. However, men often confuse wealth with worth, and this is especially true of the men with an excess of wealth and an absence of worth. In my opinion, even in cases where there is a requirement of wealth or birth, there should still be a selection process to choose the best of the wealthy or well-born. But whatever the process, the function of the aristocracy is virtue. I interpret this to mean that they should be a source of impartial commentary and judgment on political affairs. In the next installment, I will deal in greater detail with some solutions to the aristocratic problem.

Finally, there is the democratic problem. Democracy works best at the local level, and a national democracy is almost a contradiction in itself, since the staggering costs of national campaigns enforce an oligarchic control. Nor can this problem be solved by some sort of campaign finance reform or even public funding of elections, unless we are willing to forbid all political speech, save that funded by the public purse. But that would be a form of tyranny in itself. The best way to reduce the cost of elections is to make the districts small, which will keep the cost of campaigning cheap, and hence less susceptible to oligarchic control. Small districts imply large legislatures, and this has the advantage of making them slow and unwieldy, able to agree on laws only when they are most necessary. But if one wants a small and more agile legislature, then perhaps it would be wise to chose it by indirect elections, with electors chosen at the neighborhood level, who then meet in an assembly to choose the actual legislators. In any case, deliberative forms of democracy, such as the caucus or the town meeting, should be favored over electoral forms, such as secret ballot. But whatever the size and composition of the legislature, it should have clearly defined and limited powers.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Comunidades Imaginadas e Nacionalismo

e a razão de este ser uma ameaça ao pensamento contra-revolucionário.

Depois vem uma enorme confusão. Diz o Rodrigo N. que o Contra-Revolucionário luta por uma comunidade jurídica e que o nacionalismo que perfilha se guia por um critério histórico. Se este erro é comum, não é certamente menos disparatado. Ao longo de toda a Época Medieval não existiu qualquer teoria que tenha defendido a defesa do Rei ou da comunidade política apenas por esta ser a sua. Pelo contrário, a filosofia política medieval supreende o homem moderno pelo seu constante apelo a critérios que são extra-jurídicos. A comunidade jurídica deve existir porque serve finalidades que são maiores que a própria e o Direito serve para as proteger. Ninguém diz “defende o teu Rei ou o teu país porque eles são o teu Rei e o teu país”, mas tenta munir o homem de critérios para que encontre a acção justa (saber que Rei servir vem da capacidade de compreender a melhor ordem política). Ora quem usa esse argumento são precisamente os defensores da modernidade que dizem “o que é justo é aquilo que a comunidade ou o Rei te dizem”. Muitos até dizem que isso é ser contra o “abstracionismo universalista”...

Todos percebem o que o autor quer com isto e a confusão desemboca onde todos (menos o autor do escrito) já perceberam irá dar. Se o “verdadeiro nacionalismo” está acima da especulação, não se percebe qual é o critério acima do jurídico ( que expressa a vontade da comunidade) que poderá ser “histórico e étnico”. Há uma inconsistência grave e elementar em todos os que dizem que a comunidade é o critério e depois desatam a dar-lhe os seus critérios. Se assim fosse, não deveria o RNP aceitar os critérios que lhe são dados pela presente comunidade e aceitar as suas leis (a imigração p.ex.)? A não ser que se encontre inserido noutra comunidade, mas isso de comunidades imaginadas é um instrumento de poder, como dizia o Anderson. Habitar comunidades imaginadas e falar contra a abstracção é caso estranho.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Porque a felicidade se consegue com pequenas coisas, pequenos momentos, grandes músicos.

Há dias assim...

Crítica de concerto (IV)

Por ocasião do curso de aperfeiçoamento pianístico realizado na Fundação Engenheiro António de Almeida, houve a oportunidade de ouvir a pianista Rita Kinka ao vivo, a tocar os 24 Prelúdios, "Os quados de uma Exposição" de Modest Mussorgsky e um extra programa: "Gondoliera" de Franz Liszt, peça que faz parte do Suplemento ao Volume II de Itália dos "Anos de Peregrinação", sendo por ocasião, pelas palavras da própria, "do 200º centenário do nascimento do compositor".
A performance não começou da melhor maneira, parecendo que estava "a aquecer", com bastantes erros nos 1º (pouca clarividência na pulsação), 3º (onde estava a mão esquerda?, conseguindo enganar-se na mão direita??) e 5º (faltou maior junção das harmonias das duas mãos). Nos prelúdios lentos (2º, 4º, 6º), adorei a condução da melodia, mantendo-nos em suspense pelo que ia acontecer de seguida. Gostei da força e carácter da melodia (feita com o polegar da direita) do 8º. Gostei particularmente do 23º onde realmente senti plenitude em tudo o que a Pianista fazia. Pena que tenha sido só nessa altura. Dos restantes, senti que já os toca há muito tempo, que sabe exactamente o que quer mostrar em cada um. Delicadeza, força, direcção, proporcionaram ambientes contrastantes. tal como na peça seguinte.
Tal como no ciclo de peças anterior, na segunda parte podemos continuar a ouvir uma qualidade de som muito boa, variedade de timbres, grande musicalidade, momentos orquestrais.
O facto de a sala ser péssima - o concerto foi na sala do piso superior, que é um autêntico salão de festas, de baile, com um piano duro de roer, em vez de ser na melhor sala do auditório, que estava ocupado - não ajudou nada.
Com sala cheia, o que se revelou um dado fantástico, de como foi possível ter tanta assistência para um concerto desta natureza, o primeiro de uma temporada que foi criada para substituir a extinta (por razões económicas) que se realizava no salão Árabe do Palácio da Bolsa. Mostrou que toda a gente que ia ver os concertos no outro sítio não fugiu e que ainda mais pessoas apareceram, diversificando a audiência presente (com alemãs presentes).
Mas, como é da praxe (e tudo o que é praxe, é mau), lá estavam as pessoas que se lembram, nos momentos mais íntimos, suaves e delicados das peças, de tirar da carteira os rebuçadinhos embrulhados em plástico e toca de os desembrulhar muuuuuuito devagar, para podermos ouvir claramente cada parte a ser aberta. Chiça, que estas pessoas ainda não meteram na cabeça que ou fazem isso ANTES do concerto começar ou nas partes de maior volume ou "Façam o favor de serem rápidos". Não há paciência para essas coquetes!!!!
O extra foi lírico e delicado. Conseguiu transportar-me para outros mundos.
A opinião das pessoas foi muito positiva, até para o vestido da pianista.
Foi um concerto a que valeu a pena ter assistido.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um grande amigo meu vai tocar o primeiro andamento do Concerto de Grieg, com a Orquestra Jovem.

É a melhor deixa para mostrar este momento de puro romantismo nórdico. Fica aqui só um pequeno suspiro, a Cadência do Primeiro Andamento.

Com um pianista que raras vezes é mencionado em conversas sobre quem gostamos de ouvir , mas que sempre que o oiço, na rádio, na TV, ao vivo, etc. fico encantado.

Ao meu amigo desejo-lhe toda a sorte do mundo para este novo desafio, que ganhou por direito próprio num concurso. Ainda por cima tocar com colegas de orquestra que são seus pares de escola deve ser também algo familiarmente profícuo, interessante.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

no Dragoscópio
Eu explico. Só povos castrados e efeminados, além de imbecilizados e remetidos à escala molusca, votam. Um povo que assina de cruz, além de tudo isso, declara-se politicamente analfabeto e mais não faz que entregar-se tansamente à tutorização despótica de quadrilhas organizadas. Mas pior ainda que toda esta panóplia de infâmias e pusilanimidades é o próprio acto em si, individual, de depor o papelinho no caixote. Que uma mulher vote, acho perfeitamente normal e pacífico. É como usar saia, brincos, baton, bela cabeleira e voz coquete. Sim, isso e gemer durante a cópula, lavar pratos ou mudar fraldas. Numa mulher fica bem. Agora num homem, convenhamos, é mariquice das grandes. E não só fica mal como é repugnante. Direi mais: o sufrágio universal (que não há-de demorar muito a tornar-se obrigatório e compulsivo) é só mais um capítulo duma fobia particularmente vil, rastejante, venenosa e, esta sim, pouco recomendável: a androfobia. Ou seja, a aversão concertada e massificada à virilidade, à bravura, à coragem e, enfim, a todas aquelas virtudes que, apesar de tudo e de todas as paneleirices económicas que se conhecem e sempre minaram e parasitaram o empreendimento, ergueram a civilização.

Convite a uma Exposição (b)

É só para lembrar aos leitores que a Exposição a que já fiz referência anteriormente pode ser vista até ao final do dia de hoje. Peço desculpa pelo atraso na divulgação desta informação, mas só soube hoje, infelizmente.

Pequeno retábulo da minha pessoa (Crónica V)

Porque a realidade é bem melhor que a ficção.



Um passarinho disse-me ALgo,

é de ALguém ou ALguma coisa,
ALegria ALeatória
ALicerçada na ALma
do Amor
pascaL

Educação Pública e Privada

Apesar de compreender perfeitamente as críticas de Nuno Lobo às declarações pouco amistosas da Ministra da Educação, que atingiram particularmente os militantes da associação SOS Educação, e aconselho vivamente a leitura deste texto, que mostra muito bem a arrogância típica deste tipo de ministérios de opinião totalitária.
Mantenho, no entanto, as minhas sérias dúvidas quanto ao projecto de alguns dos nossos demoliberais para a criação de um sistema de educação privada comparticipada, e com as devidas desculpas a JSarto, sempre um dos bloggers mais lúcidos que se pode ler, penso que a opinião de Helena Matos deve ser sempre reproduzida com igual boa dose de cuidado. Não por ser uma cronista tendenciosa, mas sim por se dar a ares de pretensiosa omnisciência para assuntos que domina pobremente.

Duvido sinceramente da Educação Privada comparticipada pelo Estado porque acredito que a educação privada deve nascer da responsabilidade dos seus utilizadores e dos seus promotores, e acima de tudo a educação privada serve como alternativa ao modelo de ensino controlado e regulado pelo Estado. Se a educação pública é um meio de garantir uma maior mobilidade social e a recolha de novos talentos para a promoção do bem público - e não, na minha opinião, um direito individual que deve ser imposto selvaticamente sobre o sistema - a verdade é que a educação privada deve ser deixada livre para contrariar o monopólio educacional do Estado e a independência intelectual dos cidadãos. Ora, a comparticipação pública deste ensino, em ambiente democrático, acabará por se resumir na intervenção sistemática do Min. Ed. nos programas desses estabelecimentos privados.

Por muito que se consiga auferir (o que duvido), ano a ano, o valor real do custo de cada aluno na Educação Pública, esse mesmo custo com certeza variará continuamente, e é ainda assim um custo absolutamente desajustado da comparticipação média através dos impostos dos cidadãos. Mesmo que um aluno custe 5mil euros por ano ao Estado (como afirma Helena Matos, baseada em sei lá que estatísticas, uma vez que o Governa nunca as realizou ou deixou realizar), poucas são as famílias de cujos impostos se retiram 5mil euros para educação.
O valor de cada contribuinte para o sustento do ensino público, esse sim, devia ser retirado àqueles que usam estabelecimentos privados de ensino - devemos até considerar que aqueles que não têm encargos de educação por não terem filhos também deviam receber cortes fiscais nessa medida. A teoria de alguns demolibs e conservadores cá da casa impõe uma comparticipação obrigatória por parte do Estado tendo em vista valores como a distribuição da quantidade de alunos e uma suposta descida na despesa: como tenho perfeito conhecimento das medidas liberais de privatização amigalhaça deste país, já duvido a priori desta suposta descida de custos. De resto, o valor mais importante a atribuir ao ensino privado é que este deve ser, o mais possível, um ensino virado para uma comunidade específica, com valores próprios e o mais resguardada possível do Estado: para não acontecer o que já acontece em Espanha, em que o Estado impõe a sua opinião a colégios católicos que, habituando-se à mesada pública, vêem-se agora desavergonhadamente obrigados a contrariar a doutrina católica no seu ensino.

Se o Estado paga o ensino dos jovens educandos, tem todo o direito a exigir que esses estabelecimentos ensinem a nova educação sexual, a tolerância e aceitação obrigatória às minorias sexuais, etc.

Num passe de mágica, toda a educação é nacionalizada e a mediocridade pode pois reinar suprema. Em nome da competição e da escolha parental.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011






















He refused the handkerchief with which they were about to bandage his eyes: and advancing towards the picket who were to shoot him, he let fall his wounded hand, and putting the other upon his heart, he said to the soldiers,

“Soldiers, aim true! It is here that you must strike a brave man. Vive le Roi!

Crítica de concerto (III)

"Dia 21, Igreja da Lapa, concerto de órgão."
Parecia ser interessante, até porque já tinha visto o concerto do dia anterior.
Sem saber mais nada lá fui.

Primeira surpresa: Entrada -10 euros! Mas então o Festival (que decorreu de 17 a 22 de Janeiro) não era todo de borla?

Entro, recebo o programa do Festival e vejo uma Igreja apinhadíssima, outra grande surpresa, pois com o frio que estava, não era nada convidativo sair de casa.
Consigo lugar no Altar (ò pra mim, em lugar importante - brincadeira) e fico de frente para o resto da Igreja e para o imponente e belíssimo Órgão de Tubos - o maior órgão sinfónico português em funcionamento -mas de costas para Jesus.
E reconheço várias pessoas: D. Manuel Clemente, Hélio Loureiro, Nuno Caaaaardoso (ok, não vale brincar com a gaguez dele), Bispos (mas nenhuma "Irmã" por sinal), e outra pessoas de que já não me lembra o nome.

Afinal ia ser concerto com vários organistas:

Jean Guillou (o mais velho), com uma casaca Azul bem vistosa, deu-me momentos de pura urticária; então não é que começou com 3 Sonatas de Domenico Scarlatti? Em órgão soam bastante estranhas, e nem eram das mais conhecidas (este compositor escreveu mais de 500 sonatas ). Mas por este organista (com uma "fulminante técnica" que "brilha e domina" - de acordo com o Programa ) parecia estar a ler à prima vista, eu só ouvia Glissandos, chocalhos e improvisações. Bolas.

Passamos para Antonio Vivaldi: Concerto para violino e orquestra transposto para órgão pelo mesmo intérprete. Outra salgalhada, só percebi o início de cada andamento, o resto era só fumaça.

Réplica Opus 75, de Jean Guillou. Estilo aleatório, um pouco incongruente. Posso estar a ser injusto, como é o mais provável, mas a necessidade de tentar transpor esta experiência para o domínio de uma determinada linguagem musical faz com que não consiga estabelecer nenhuma comparação ou tentativa de assemelhação às inúmeras linguagens do Século XX, pois parecia uma mistura muito pessoal de Serialismo, Dodecafonismo, como Impressionismo e demais linguagens.

Mas quando passa para o Concerto para 4 cravos, cordas e baixo contínuo em Lá menor, BWV 1065, em referência/como (a tradução melhor seria "depois de" - nach) o de Antonio Vivaldi Opus 3, 10 RV 580, em arranjo para 4 órgãos mais o Grande órgão de tubos; então finalmente oiço música bem interpretada.
Deu gosto ver a sobriedade de Joahannes Skudlik, um dos organistas, só a dirigir. Estando bem entrosados (linguagem futebolística), conseguiram finalmente dar algum sentido ao tempo despendido até então. Foi perfeitamente visível no semblante das pessoas que era outra maneira de tocar, outra limpeza. Pessoas que até então só punham as mãos na boca a roer a unhas ou que bocejavam (não vou dizer quem), muito desapontadas, agora renasciam.

Claro que são de excluir os alunos de órgão, que vendo os seus ídolos tocar mesmo à sua frente, lacrimejavam de orgulho, sentindo uma emoção enorme por ali poderem estar, o que é fantástico, demonstrando o poder da Música nas pessoas.

Agora vem o mais fascinante, "La Révolte des Orgues" Opus 69 para 9 órgãos e percussão. A peça, de Jean Guillou, com todos os outros organistas do Festival (incluindo o português Filipe Veríssimo), teve como maestro o mesmo da peça Bach e percussionista a muito ágil e penetrante visual e musicalmente, Hélène Colombott.
Adorei esta peça. A mistura entre os diversos registos, timbres, isto é, "personalidades" de cada órgão, com os gongos, tambores e demais instrumentos, criavam um ambiente apoteótico, envolvente, de puro êxtase. Ressoando nas paredes grossas, nos vitrais, em Jesus, com os olhos fechados sentiamos arrepios na espinha.

A completa antítese disto foi a intervenção, palestra de Padre António Ferreira dos Santos, que para dizer 2 palavras demorava uma eternidade, à espera que todas as vibrações das palavras se desvanecessem num puro e completo silêncio antes de mais 2 palavras.
Tudo isto para explicar o porquê do Festival - reunião de grandes nomes organistas - do concurso Ibérico que se realizará em Setembro, do Euro-Via-Festival, percorrendo os caminhos europeus desde Roma a Santiago de Compostela, só pelas cidades com órgãos e dos Concertos sem-paragem de Outubro próximo. Parece muita coisa, mas não é, porque demorou 40 minutos a falar.

Sejam bem vindos ao mundo dos órgãos!!!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Um "Austríaco" no Vaticano?

Ettore Tedeschi, director do Banco do Vaticano, declarou recentemente as suas sérias reservas em relação à política monetária dos EUA e da UE, que ele reputa de ferozmente keynesianas:
He is known as a staunch capitalist with a deep concern for the Church’s social teaching. He is also a former professor of financial ethics at the Catholic University of Milan.
(...)

In Europe, he said, the issue is the opposite. Because of the lack of widespread private debt, a "privatization" effort is being enacted to absorb the large public debt of banks and businesses.

This also is Keynesian policy, which "perseveres against the scorned savings," Tedeschi said.

Governments on both sides of the Atlantic, he said, are committed to Keynes' policy of increasing public debt to sustain levels of economic production, consumption, and employment.

He said artificially low interest rates are another key to the strategy of increasing spending and discouraging saving. With no incentive to keep money in the bank, those who would have otherwise been savers are pushed to spend.

"Zero interest rates factually equal a de facto transfer of wealth from he who was a virtuous saver (although not for Keynes) to he who has become virtuously (for Keynes) indebted," he said. "Practically, it's about a hidden tax on poor savers, a tax transferred to the wealthy, (that is), over-indebted states, business people and bankers.”

Although the alternative to zero interest in such a situation is economic collapse and eventual default, the zero-rates "are not sustainable and are dangerous," Tedeschi warned.

"They destroy savings, which is an essential resource to create the base for bank credit; they promote speculation on real estate and securities, create illusory artificial values rather than scaling them down; they push consumption to more risky debt; they alter the market with artificial values and thus lead to belief that the very markets do not know how to correct themselves."

The biggest danger, Tedeschi said, is that zero interest rates "permit, or impose governments into management of the economy, without correcting inefficiency and facilitating distortions in the competition."

sábado, 22 de janeiro de 2011

Propostas de Blogues (II)

Um dos Blogues que está presente nas minhas escolhas favoritas é o de um Grande Amigo meu:

Nuno Costa, que me ajudará imenso na, espero eu, profícua materialização da minha Tese de Mestrado sobre a obra para piano do Compositor Joaquim dos Santos.

Sendo um amigo de longa data, pianista e compositor e tendo sido um grande amigo do Compositor, será um prazer trabalhar com ele.

Na defesa da - BOA - música portuguesa!!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Política previsível (II)

Eleições Presidenciais, vistas pelo prisma da música (calma, eu não estou a apelar ao voto, ... se bem que votar, hummm, mesmo nulo/branco, até nem era má ideia...mas, quem sou eu?):

- Um candidato apoiado por uma maestrina - Joana Carneiro
- Outro por Rui Veloso
- Outro que é Poeta
- Outro que só nos dá é um ganda baile

Os outros,


!!!Eh pá,
Eu quero lá saber.
"Porreiro Pá!!!"

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"(...) as leis não têm força contra os hábitos da nação; (...) só dos anos pode esperar-se o verdadeiro remédio, não se perdendo um instante em vigiar pela educação pública; porque, para mudar os costumes e os hábitos de uma nação, é necessário formar em certo modo uma nova geração, e inspirar-lhe novos princípios." - José Acúrsio das Neves