
"Il n'existe que trois êtres respectables: le prêtre, le guerrier, le poète. Savoir, tuer et créer" - Baudelaire
"A gravidez da mulher violada ou o fim prolongado do doente terminal são problemas desagradáveis de considerar. A homossexualidade, o divórcio, a contracepção e as crenças dos outros exigem de quem discorda o esforço da tolerância."
Esses problemas são tão desagradáveis de considerar, que muitos preferem acabar com eles pela raíz: mata-se o bebé e o doente em sofrimento.
Na questão da homossexualidade, divórcio e contracepção, é sabido que "esforço da tolerância", em relativês significa que podemos tolerar todas as posições, menos as que sejam desfavoráveis ou critiquem essas práticas. A não ser assim, porque protestariam pessoas adultas contra a tradição cristã defendida pelo Papa; se ela não as impede de aderirem aos actos de sodomia, lesbianismo, contracepção e divórcio que bem entenderem?
É por isto que os neo-ateus, gayzistas, feministas, esquerdistas, humanistas e outros movimentos do género, protestam contra o Papa. Não suportam que alguém pense de maneira diferente deles. Os mentirosos, como Ludwig Krippahl, inventam Ratzinger quer obrigar todos a viverem de determinada maneira, ou que quando defende a vida, o casamento e a família, se baseia no argumento de autoridade "Deus disse-me que tinha de ser assim". É uma boa forma de fugirem à responsabilidade que lhes compete de apresentarem argumentos eticamente válidos para se permitir, por exemplo, o aborto ( livre ou "excepcional") e a eutanásia; já que tais argumentos simplesmente não existem.
Os neo-ateus pedem-nos para acreditar que o futuro será melhor sem religião (sem qualquer prova, já que o futuro nunca pode ser provado); e que eles são representantes da ciência, do pensamento crítico e interessados no bem-estar da humanidade. Quando o Papa aconselha a que se tenha fé em Deus, e não em homens; isto é de uma violência tão grande para os que acreditam que são mesmo boas pessoas, que eles se sentem legitimados a irem para as ruas chamar nazi, pedófilo ou assassino ao Papa. Tudo isto, pelo amor que têm à humanidade.
"Uma sociedade não se constitui pelo acordo das vontades. Pelo contrário, todo o acordo das vontades pressupõe a existência de uma sociedade, de gentes que convivem, e o acordo não pode consistir senão em determinar uma ou outra forma dessa convivência, dessa sociedade preexistente. A ideia da sociedade como reunião contratual, portanto jurídica, é o mais insensato ensaio que se fez, para deitar o carro adiante dos bois. Porque o direito, a realidade direito (não as ideias do filósofo, jurista ou demagogo acerca dele), é, se me permitem a expressão barroca, secreção espontânea da sociedade, e não pode ser outra coisa"
...Be it enacted, by authority of this present Parliament, that the king, our sovereign lord, his heirs and successors, kings of this realm, shall be taken, accepted, and reputed the only supreme head in earth of the Church of England, called Anglicans Ecclesia; and shall have and enjoy, annexed and united to the imperial crown of this realm, as well the title and style thereof, as all honors, dignities, preeminences, jurisdictions, privileges, authorities, immunities, profits, and commodities to the said dignity of the supreme head of the same Church belonging and appertaining; and that our said sovereign lord, his heirs and successors, kings of this realm, shall have full power and authority from time to time to visit, repress, redress, record, order, correct, restrain, and amend all such errors, heresies, abuses, offenses, contempts and enormities, whatsoever they be, which by any manner of spiritual authority or jurisdiction ought or may lawfully be reformed, repressed, ordered, redressed, corrected, restrained, or amended....
Que nos diz essa ideologia marxista? Diz-nos que, partindo da crença de que o transcendente não existe, todas as formulações morais acerca da condição humana não passam de isso mesmo, de meras formulações, e que são o resultado do processo histórico. A Família, a propriedade e até o próprio Estado, são convenções relativas ao tempo e ao espaço, sem qualquer tipo de referência objectiva e sem critério exterior. Não são características impressas na natureza do homem, mas construções ideológicas da vontade. Tudo é, para o marxismo, fruto da vontade, e é essa vontade que comanda os destinos da moral, não o contrário. E que vemos nós hoje em Portugal? Casamento homossexual; aborto; controlo/influência estatal dos grandes negócios; o poder usado como mero objecto de lucro partidário. Em suma, a transformação (ou a deformação) de todas as verdades inegociáveis.